10 outubro 2017

502 - Eu voto, tu (...) ELES votam.

A Vira Bichoila; a Sãozinha do Aragão e a irmã, a Glória do senhor doutor dos Banhos; a Aninhas Cartola; o meu primo Custódio Padre Santo; a Aurorinha viúva do senhor José da Farmácia; o meu amigo senhor Américo do Custódinho; a D. Helena Monteiro; a Aurorinha da Sapataria Machado; a Aurorinha mãe da minha amiga Arminda Gomes; o amigo José Ferreira pai da Fátima e do Carlos e a D. Adília viúva do senhor Cabo Soares, que terão em comum?

Vivem todos nas Taipas, dirão alguns; são todos pessoas conhecidas, dirão outros; são todos boas pessoas, dirão outros ainda. Podem ser tudo isso e ainda alguns que vejo quase todos os dias, outros muitas vezes, outros ainda raramente e até uma, a Aurorinha do senhor José da Farmácia, que não via há anos. Mas tudo isso não é razão para os colocar aqui, a razão é outra: é que estas pessoas, apesar das dificuldades de locomoção de algumas, e da bonita idade de quase todas, estão entre as 3.857 pessoas que passaram no dia 1 de outubro, pela Escola do Pinheiral, para exercer o seu direito de voto.

Quando pessoas desta qualidade querem exercer um direito, a que alguns também chamam dever, devemos estar satisfeitos e ter a esperança de que nem tudo está perdido.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

29 setembro 2017

501 - Porta a Porta: Prego (do sapato) a fundo.

Foto: Todos Somos Taipas
Com exceção do comício a realizar ao princípio da noite de hoje, estará terminada a campanha eleitoral da lista do Partido Socialista, candidata à Assembleia de Freguesia de Caldelas e liderada pelo deputado Luís Soares. Já escrevi que o período durante o qual foi preparado o Programa Eleitoral foi muito participado e incluiu cidadãs e cidadãos não conotados com a força política em questão. Foi difícil condensar tantas propostas surgidas e elaborar um Programa exequível e credível. Todos colaboraram com o candidato a presidente de junta, que teve uma ajuda digna de registo por parte da mulher de contas - a Economista Cristina Marques.

Foi gratificante o trabalho de preparação e uma surpresa os dias de pré e de campanha. O voluntarismo de todos foi algo que pensei estivesse arredado da sociedade. A entrega e a disponibilidade para acompanhar a pedalada do Luís – sempre a acelerar e nos limites – em dias ininterruptos, com muitos quilómetros de estrada/ruas e muitos degraus de escada, foi um autêntico calvário.

O contacto porta a porta ao final da tarde e as sessões de esclarecimento ao início da noite, da forma como foram participadas, eram um lenitivo para o cansaço diário. Hoje completamente estourados, mas no dia seguinte lá estávamos outra vez. E se destaco o esforço dos participantes, tenho de enaltecer a compreensão dos familiares para a ausência e as refeições em horas incertas.

O entusiasmo foi tal que nem a derrota dos 5-0 do Benfica me abalou: primeiro porque estava numa sessão de esclarecimento e não vi o jogo;  segundo, porque tenho esperanças de ganhar o próximo desafio - e até quem sabe - por uns expressivos 8 golos e será uma vitória estonteante.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

15 setembro 2017

500 - Finalmente decidi (pude decidir) Conclusão.

Foto: PSTaipas (editada)
Nos cinco comentários anteriores justifiquei - sem necessidade/obrigação de o fazer - o porquê de integrar a lista de Luís Soares. A disponibilidade demonstrada nestes textos, iniciados a 3 de agosto p.p. , está hoje ultrapassada e foi substituída por uma vontade de integrar essa mesma lista e nela, e com ela, ganhar as próximas eleições. Prestar um serviço à comunidade e proporcionar aos Taipenses condições para se sentirem felizes como tal, é o principal objetivo.

Depois da apresentação do Programa aos eleitores das Taipas, não só aos simpatizantes mas também àqueles que não comungam das nossas ideias, começamos a distribuir esse mesmo programa porta a porta. Encontramos muitas portas fechadas pela ausência dos seus moradores, outras que se nos abriram e receberam o nosso candidato a presidente de junta e o convite a lerem o programa e a estar presentes na sessão de esclarecimento que realizamos e realizaremos pelos diversos lugares da freguesia.

O trabalho porta a porta não é fácil. Algumas queixas, algumas descrenças mas, na generalidade, as pessoas ouvem-nos. Não vou dizer com alguma esperança na mudança, não. Seria demasiada presunção da minha parte. Até porque o desabafo mais frequente era o "cheios de promessas estamos nós". O que fomos fazendo sentir às pessoas era o não terem deixado os nossos candidatos anteriores mostrar se cumpririam ou não o programa deles/nosso, porque não tinham recebido mandato dos eleitores.

O Programa que apresentamos é exequível. Parte dele com receitas próprias da Junta e outra parte com a Câmara Municipal, para o qual tivemos o aval do recandidato do Partido Socialista. Não estamos preocupados com o programa (ou falta dele) das outras forças partidárias. Estamos preocupados em explicar o nosso para - caso os eleitores assim queiram - o pormos em prática.

Nestas semanas que mediaram entre o início da minha colaboração com a lista do Luís Soares e o dia de hoje, em que escrevo este comentário, tenho aprofundado conhecimentos sobre a personalidade do Luís. A sua vontade de trabalhar; a força e a dinâmica que imprime aos outros; a sua determinação; e, caso raro entre muita gente, a sua disponibilidade para ouvir e discutir com quem de direito os temas e assuntos mais diversos. Estas últimas semanas não têm sido fáceis. Mas as deturpações e aproveitamentos manhosos, as distorções da realidade, a repetição infindável de entendimentos duvidosos e outras "notícias" mais, parecem não abalar a vontade e a força de Luís Soares.

Por tudo o que me tem sido possível testemunhar, neste contacto diário com o Luís Soares, ficou uma garantia: se quando decidi apoiar e integrar a candidatura de Luís Soares estava mais interessado em ficar de fora que integrar a equipa, neste momento tenho a certeza que dei o passo certo:

O Luís Soares é o homem certo para liderar uma equipa que retirará as Caldas das Taipas do marasmo a que os nossos eleitos dos últimos mandatos, mercê da sua atuação conflituosa e de confrontação permanente, nos lançaram.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

29 agosto 2017

499 - Finalmente decidi (pude decidir) V.

Foto: QuimVilas (09/10/2005)
Os eleitores são soberanos. As suas escolhas são livres. NINGUÉM é detentor da verdade absoluta. Também eu sou eleitor. Eu escolhi nestes últimos anos quem eu achava que podia ser uma mais valia para as Caldas das Taipas. Este ano vou fazer o mesmo. E ninguém me pode levar a mal que eu tenha uma escolha que não seja a sua. E ninguém me pode levar a mal que eu integre uma lista que não seja da sua simpatia. Eu tenho a consciência tranquila, pois o meu voto vai para quem pode fazer mais e melhor pela terra onde nasci.

Tenho alguma dificuldade em ler nas redes sociais as “conversas” que vamos assistindo sem me sentir triste e magoado. Nada de construtivo. Nada de querer o melhor para as Taipas. Apenas “conversa” de pessoas que, com direito a manifestar a sua opinião, a maioria das vezes a omitem e apenas atacam aqueles que não são/serão os seus eleitos. Não mostrando os trunfos dos seus escolhidos, mas antes tentando denegrir “o adversário”, com insinuações fáceis e gratuitas. Atacando, achincalhando, ofendendo aqueles que, num direito de cidadania, fazem parte de uma lista concorrente às eleições para a Assembleia de Freguesia. Alguns novos na freguesia – e em idade – outros que, ocultando-se num perfil menos identificado – falso ou não – é difícil saber se andam por cá, se são de cá, se vivem cá. Porém tal não os coíbe de dizer/escrever o que pensam. E muito bem. Estão no direito de escreverem o que pensam, mas não tem o direito de atacar com frases e impropérios, próprios do terceiro mundo. Sim, porque frases a raiar o insulto não são próprias de pessoas civilizadas.

O apontar o dedo a tudo que os outros fazem, como estando sempre mal, é próprio de quem tem dor de cotovelo ou não tem nada de útil, positivo e construtivo para apresentar/fazer. Confundir a atividade de uma cooperativa com a de uma junta de freguesia; confundir os dinheiros canalizados para uma cooperativa como sendo possível transferir para uma junta de freguesia; apontar o dedo a uma cooperativa, como se a mesma fosse obrigada a fazer o que NÃO faz uma junta de freguesia - é próprio de quem não sabe como as coisas funcionam ou, pior ainda, quer confundir os menos acautelados.

Estou confiante na vitória expressiva da lista liderada pelo Luís Soares. Estou confiante que uma maioria qualificada de eleitores Taipenses estão com a lista de Luis Soares. Estou certo que, conjugados os dois fatores enunciados anteriormente, as Caldas das Taipas darão o passo qualitativo nos próximos quatro anos. Pela minha parte, estou disponível para colaborar no sentido das Caldas das Taipas ter aquilo que merece.

Continua .../.. e conclui na próxima semana.

23 agosto 2017

498 - Finalmente decidi (pude decidir) IV.

Foto: QuimVilas (09/10/2005)
Quanto à disponibilidade. Quanto à presença. Dois temas que têm inundado as redes sociais e que são tão queridos de algumas pessoas. Quem pode estar disponível 24 horas por dia? Na minha modesta opinião, nem os reformados. Ninguém está disponível 24 horas por dia. Ninguém tem capacidade para trabalhar 24 horas todos os dias. Ninguém está presente, em lado nenhum, 24 horas por dia. Trabalhei em meia dúzia de Empresas, em algumas delas com funções de responsabilidade. Tenho bem presente quando as encomendas tinham de ser entregues numa data específica, sob pena de serem recusadas, do enorme esforço que era pedido às pessoas para trabalharem quase, repito, quase 24 horas seguidas. Nas horas que passavam as 9 diárias habituais, o rendimento começava a decrescer, o discernimento era cada vez mais difícil, os erros eram mais frequentes. E então, finalizadas as “quase 24 horas”, o tempo de repouso não era suficiente e nas horas em que se voltava a trabalhar, mesmo que fossem apenas as 9 habituais, pouco tempo passado os erros iam aparecendo. E quem não conhece as horas seguidas de reuniões, para cansar os presentes e, assim, os mesmos não discernirem convenientemente e os assuntos são encerrados para o lado daquele(s) que adotaram o “trabalho contínuo”. Talvez este “trabalho de 24 horas” e esta “sempre presença” explique a falta de discernimento para algumas atitudes dos mandatos anteriores, que redundaram em atos lesivos do interesse da freguesia.

Eu não preciso de um presidente “sempre presente”. As Caldas das Taipas não precisam de um presidente “sempre presente”. Precisamos de alguém que esteja presente, quando for preciso. Um presidente de consensos, dialogante, que saiba negociar, que saiba onde se dirigir e com quem falar, que resolva os problemas da freguesia e das pessoas. Um presidente que seja líder de uma equipa forte, motivada, coesa e ciente das suas responsabilidades, porque num órgão colegial todos são responsáveis e as decisões são tomadas por maioria.

Pelo seu passado - que alguns se recusam a conhecer - pela sua condição política atual, pelos seus conhecimentos e amizades, o Luís Soares é a pessoa indicada para liderar uma equipa que pode fazer muito pelas Caldas das Taipas. E há imensos assuntos que não são resolvidos na freguesia, dentro das quatro paredes da sede da junta ou nas mesas de café, mas nos centros de poder. Na Câmara quando os assuntos forem da Câmara, ou noutros locais, quando eles forem mais abrangentes. E para isso podemos contar com as iniciativas de Luís Soares para, no momento e no local certos, resolverem os problemas que nos afligem.

Continua .../..

16 agosto 2017

497 - Finalmente decidi (pude decidir) III.

Foto: QuimVilas (09/10/2005)
Não é meu propósito criticar quem tenta puxar a brasa para “a sua freguesia”, no entanto é preciso ver a forma como se puxa, pois não se pode/deve utilizar uma “política de carroceiro” (sem desprimor para a profissão já em desuso). Essa “política” não leva a lado nenhum, ou antes, leva à animosidade e ao “pé atrás” de quem é ofendido e apontado como o causador de todos os malefícios. É a “política” do bota abaixo, da rasteira, da acusação fácil, das costas largas para os outros. Tudo o que de mal acontece ou quando nada acontece, a culpa é sempre do outro. E não me venham apregoar que não são submissos, porque estaremos a falar de coisas diferentes: submissão não é o mesmo que diálogo, respeito mútuo, cortesia e até educação.

Um autarca, ou para melhor dizer um órgão executivo, não pode olhar apenas para o seu umbigo e pretender apenas a satisfação do seu ego. Um autarca tem de ter a freguesia e os seus habitantes como o centro das atenções e tudo fazer para que aquela e estes tenham uma vida digna e usufruam daquilo a que têm direito. Repito: a que têm direito. Porque as pessoas têm direitos, é um facto. Uns que devem ser satisfeitos pela Administração do Estado, outros pela Administração Autónoma do Estado e outros pela Administração Independente do Estado. No segundo caso inclui-se os municípios e as freguesias.

Os eleitos para as assembleias de freguesia e que, com o primeiro da lista mais votada, formarão o Órgão Junta de Freguesia têm competências e obrigações. As competências vertidas no Regulamento Jurídico das Autarquias Locais, entre outras, especificam que as juntas de freguesia devem “apoiar atividades de natureza social (…) promover a conservação de abrigos de passageiros (…) promover a limpeza de balneários (…) conservar e reparar a sinalização vertical (…) proceder à manutenção e conservação de caminhos, arruamentos e pavimentos pedonais”. Por último diz ainda que compete à JF “Dar cumprimento ao Estatuto do Direito de Oposição”.

É isso que tem sido feito? É essa a preocupação daqueles que têm estado na Junta de Freguesia nos últimos tempos? Será que a resposta é por demais evidente? E o tratamento que este órgão dá ao órgão fiscalizador? A Assembleia de Freguesia é tratada como deve ou antes pelo contrário, é um enorme frete ter de nelas participar e prestar os esclarecimentos previstos na Lei? A política do quero, posso e mando, com o despontar da democracia e com a sua consolidação, não pode existir. E não me tentem comover com slogans arrancados das mais bonitas histórias e contos de fadas, tipo disponibilidade permanente e devoção “à causa” 24 horas por dia.

Continua .../...

10 agosto 2017

496 - Finalmente decidi (pude decidir) II.

Foto: JoséMaiaFreitas.
Não é de agora, nem de há meia dúzia de meses, que venho passando ao papel, o que é para mim as Caldas das Taipas. Sei que há imensa gente – eventualmente todos os que cá nasceram mais aqueles que a escolheram para viver – que gostam das Taipas tanto quanto eu. Ou até mais, pelo menos na ideia deles. Mas tenho o direito – e porque não, o dever – de gostar dela à minha maneira. E posso e devo dizer/escrever/provar que as pessoas que têm governado a freguesia nestes últimos doze anos não estão a fazer o que é melhor para as Caldas das Taipas e para os seus habitantes. Estão a fazer uma política – que não duvido pensam ser a melhor – que nos tem trazido anos a fio a penar e a ver outras localidades ocupar, ou pelo menos tentar, o estatuto que nos estava destinado há muitos anos. Desde tempos imemoráveis que nos revoltamos porque nos consideramos marginalizados pela cidade, nomeadamente em detrimento da ex-vila mais importante do concelho: Caldas de Vizela. O seu poder económico, o seu tecido empresarial, o seu bairrismo, os “seus”, sempre lhes permitiram sentar, ou darem bem, com a cadeira do poder concelhio. Os industriais de Vizela, nomeadamente a Família Sousa Oliveira e o seu Comendador – que já no meu tempo de Escola Comercial dava prémios aos melhores alunos - com o poder económico que as suas empresas lhe granjeavam, com as suas ligações ao poder central, sempre alcandoraram Vizela a um patamar que as Taipas também queria, mas não conseguia acompanhar.

Vizela tinha poder económico e político. Lembro-me que quando fazíamos a Festa do Aniversário dos Bombeiros, íamos a Vizela pedir os capacetes de Gala emprestados, porque nós não tínhamos capacetes suficientes. O Comandante Mendonça Pinto, dos B.V.Vizela, era vereador da Câmara de Guimarães. Sempre Vizela se impôs e se colocou num patamar acima do nosso. Até as suas Termas (autoproclamadas de Rainha das Termas de Portugal) tentavam ser superiores às nossas. Na única coisa que levávamos avante sobre Vizela é que eles não tinham Governador e nós tínhamos.

Numa das suas muitas intervenções, algumas polémicas, o presidente da Junta Carlos Remísio Dias de Castro chegou a comentar que se Vizela fosse concelho tanto melhor para as Taipas, que assim seriam a Vila mais importante do concelho. O que é facto é que, por razões que não posso justificar, Guimarães tem neste momento mais de meia dúzia de Vilas e a importância que deveria ser das Taipas, por longevidade naquela situação, pelo menos não é notada e, em alguns casos, o desenvolvimento das outras, que a ele também têm direito, é mais significativo. Este maior desenvolvimento pode ser/será justificado em alguns casos por carências significativas e noutros porque estavam/estão em patamares abaixo em relação às Taipas e pela necessidade de bens elementares que nós já teríamos.
 Continua .../...

03 agosto 2017

495 - Finalmente decidi (pude decidir) I.

Foto: PSTaipas.
Como os meus amigos já devem ter conhecimento, vou fazer parte da lista do Partido Socialista que concorre às próximas eleições para a Assembleia de Freguesia de Caldelas e que terá como candidato à Junta de Freguesia o deputado Luís Soares.
Vou fazer parte da Lista porque as condicionantes que me impediram de o fazer nas três eleições anteriores, deixaram de o ser. Tal facto - fazer parte da lista - não será impeditivo de continuar a ser quem sou e manter as amizades que tenho, sejam elas de simpatizantes deste lado, dos outros lados ou sem qualquer simpatia/tendência partidária.

Quando o Dr. Luís Soares, em abril, me abordou para colaborar nos fóruns onde se discutiria, com mais de uma centena de pessoas das diversas áreas e atividades, o que seria o Programa da sua Candidatura, imediatamente dei o meu assentimento e colaborei nos dois dias de trabalho. Nos dias/semanas subsequentes, o Programa foi tomando forma e, nos diversos contactos que fomos mantendo, mercê da compilação desse mesmo programa, nunca foi abordada a possibilidade de eu fazer parte da Lista.

Até que um dia, depois de ter falado comigo sobre algumas pessoas que queria que fizessem parte do seu grupo de trabalho, o Luís convidou-me a integrar a equipa que apresentaria aos Eleitores Taipenses. Disse-lhe que não estava nos meus propósitos intervir na vida autárquica, mas o Luís foi-me dizendo que “reclamamos que as coisas não correm bem mas, quando somos chamados a intervir, quedamo-nos na comodidade e não nos empenhamos na mudança”. Depois de mais algumas conversas, disse-lhe que iria falar com a minha mulher, os meus filhos e os três candidatos anteriores (que tiveram a amabilidade de me fazer um convite igual) e que depois lhe daria a minha resposta. A minha mulher (desta vez) não se opôs, os meus filhos apoiaram e os candidatos anteriores deram força, pelo que me coloquei à disposição do Luís para integrar a sua Lista, de preferência depois dos dez primeiros. Fui informado que as pessoas eram convidadas a integrar a lista, mas que o posicionamento seria da escolha do primeiro candidato.

Assim surjo na segunda posição que significa apenas isso, ir em segundo lugar, e nada mais. Confesso que não estava nas minhas prioridades me "meter nestas coisas", mas é um facto que tenho sido, desde sempre, um contestatário às coisas más que se fazem na freguesia e denunciador das oportunidades perdidas, pelo que... Mas, neste comentário, não Vos venho falar de mim, nem da minha atividade na vila, nem nos diversos trabalhos que exerci na sociedade civil antes de passar "à situação de reforma". Não. Venho apenas justificar aos meus amigos porque decidi integrar esta Lista candidata às próximas eleições.

E eu vou andando por aí e nos próximos dias continuarei este raciocínio e, por simpatia, também vou assobiando.
Continua .../...

18 julho 2017

494 - O utilitarismo de Jeremy Bentham

Um destes dias decidi arquivar/arrumar/dispor, na prateleira para melhor consulta quando necessário, uns livros e apontamentos destes últimos anos, que me foram úteis/necessários. Deparei com um de Michael J. Sandel que, entre outras coisas é filósofo, onde, também entre outras coisas, aborda o Utilitarismo de Jeremy Bentham. - para quem, em Inglês, pouco mais sabe que yes/no, estou a abusar.

A (des)talhe de foice, vou abordar  duas atitudes de duas pessoas, pelo conhecimento pessoal e direto que tenho de uma delas e por leituras na net de outra.
Um cidadão eleitor, com responsabilidades autárquicas num determinado mandato, resolve no mandato seguinte mudar de clube, porque - segundo confidenciou ao jornal da terra - no que estava não lha daria hipóteses de subir de divisão. Por isso a mudança.
Um outro cidadão eleitor, com responsabilidades máximas  autárquicas num determinado mandato, resolve no mandato seguinte mudar de clube, porque - segundo confidenciou no lançamento da sua candidatura - mudando teria hipóteses de fazer mais pela sua terra e, eventualmente até terá dito, que queria "agradecer" a quem o ajudou a fazer obra no mandato a terminar.

Acreditando na bondade das duas personagens e lendo o plasmado na fotografia acima, segundo as ideias de Sandel e Bentham, quem estará a olhar melhor pela "felicidade da comunidade como um todo (...) sendo a comunidade composta pela soma dos indivíduos"?

Daí o meu espanto na preocupação pela mudança do segundo exemplo. Se ele acredita que a sua mudança de clube lhe permitirá "fazer aquilo que maximize a felicidade da comunidade como um todo", na minha modesta opinião, não está a cometer nenhum crime.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando. 

14 julho 2017

493 - Ontem fui ao carteiro, perdão, ao Cartório.

Na passada quarta feira, montei na Sachs Minor e fui ao Cartório Notarial requisitar umas cópias dos Estatutos de um dos Clubes cá da terra, onde exerço funções na mesa da Assembleia Geral. À saída, ao franquear a porta para entrar um Advogado com raízes cá na Vila, deparei com algumas pessoas que aguardavam pela sua hora de entrada. Olhei e reconheci toda a gente: eram os filhos do senhor João Teixeira (dos pentes) e da D. Zótinha do Carregal. O Jorge vejo amiudadas vezes, mas as irmãs, não. E foi com alegria que as revi - especialmente a Cristina e que as outras me desculpem - pois sempre foi, comigo, das mais simpáticas.

Saí e passei na Fidelidade onde meti conversa com o filho da Machadinho da Ribeiro e da Carminho Palhas, versando o tema das Vespas e quejandas e ainda outros assuntos que, mais pessoais e familiares, aqui não vêm ao caso. A conversa já tinha passado das vespas para as pranchas de Wind Surf, quando surge do lado do Notário mais um amigo, este vimaranense, colega do meu irmão Zé na Escola Industrial: O Toninho Mendes (ex-Videirinha da Cidade) que me perguntou se as Taipas estavam a invadir a cidade, pois andavam muitos Taipenses naquela zona.

É claro que o João Filipe teve de esperar que o Toninho e eu nos abraçássemos mais umas vezes e que ele me tivesse chamado uma vez mais "Zé Manel" e mandasse abraços para "o teu irmão Zé Manel e para a tua irmã" .

Palavra de honra. Fico feliz com pouca coisa. Ver os filhos do senhor Teixeira, do Machadinho da Ribeira e o Toninho da Videirinha, foi o suficiente para me alegrar o dia. Algumas vezes, dou comigo a pensar: Tantas merdisses, tantas chafurdisses, tantas..... e nunca pensamos, que as coisas simples, são as melhores.

Bem vou embora que se faz tarde e quero comer uma bifana e um caldo verde.

10 julho 2017

492 - Uma ajudinha a quem precisa.

Foto: sol.sapo.pt
Hoje levantei-me com o dia a que costumo designar de assim-assim. Quer dizer, nem estava bom nem mau, estava mais ou menos, dependendo, é claro, do avaliador, que neste caso sou eu. Parecia-me que não estaria bom para meter ombros a uma empreitada pendente, mas, ao mesmo tempo, até poderia dar. E deu. Transpirei um pouco mas deu. Coisas/ossos do (des)ofício.

Terminada a primeira parte da empreitada, porque ela será longa, vim para casa, peguei na bicla e fui ao Jotinha para trocar de capacete que pensava não ser o meu, comprei 5 pães na Centenária e regressei a casa. Tomei banho, (re)vesti-me e quando batiam as doze badaladas na torre (não de S. Denis, mas da Matriz) bem acompanhadas por uma musiquinha suave, ouvi a mota do carteiro.

Fui buscar o Reflexo à caixa de correio e dei comigo a pensar num assunto. Vou partilhar:
Na rua onde eu moro - que por sinal já foi 1 e agora tem o nome do Avô da minha mulher - e nas outras duas do loteamento o carteiro passa dia sim dia não. Ou seja: Umas semanas passa duas vezes e outras três. Isto para o correio normal pois para correspondência "azul" ou "registada", há exceção. E então o que é que eu pensei: Para facilitar a vida aos residentes e para não onerar os CTT's - que pelos vistos são tudo gente boa e zelosa do interesse público - podíamos combinar entre os moradores do loteamento, ir a Guimarães buscar a correspondência e depositá-la no Café do Tónio. Depois as pessoas saiam de casa - mesmo para aquelas de difícil locomoção até era bom para fazer exercício - e íamos ao Tónio, munidos do Cartão de Cidadão, levantar as cartas. Assim já tínhamos correspondência diária e era bom para o Tónio, pois enquanto escolhíamos a correspondência, podíamos gastar um cafézito.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.


03 julho 2017

491 - Quem tem medo de Ricardo Costa?

Saiu uma notícia, penso que no fim de semana, no JN sobre a questão de um chefe de Divisão da Câmara Municipal de Guimarães, que teria feito uma proposta na sua qualidade de colaborador da CMG, sobre um ato em que teria participado como interessado. A dita Divisão pertence ao Pelouro da Câmara de que é responsável o Vereador Ricardo Costa. Li na notícia que os partidos da Oposição questionaram a permanência de Ricardo Costa no executivo, ou sobre a confiança que o presidente de Câmara ainda teria no mesmo.

Hoje no Café do Tónio li a notícia que coloco aqui metade. É obrigação das oposições fiscalizarem os atos de quem governa (neste caso do executivo da CMG) e é compreensível pedirem as cabeças dos seus próprios opositores, apesar de saberem que a CMG e até o Pelouro de Ricardo Costa, são demasiado grandes para se pretender que o Vereador controle tudo, ou seja, papel a papel.


Mas o Ricardo Costa é um homem a abater. Tem um Pelouro e uma posição na Câmara que incomodam muita gente. Tem obra feita no executivo. Tem obra feita na Turitermas, no Centro de Dia e no Centro Social. Tem outras ocupações e tem muito trabalho feito que incomodam. Mete ombros ao trabalho e imprime um ritmo que incomoda. Ah! E tem outra coisa. Não é da cidade. É das Caldas das Taipas - que para muitos "é aldeia" - e tem origem numa família humilde e que teve de trabalhar para educar os filhos. E subiu a pulso. E isso incomoda.

Mas, claro que Ricardo Costa não é um Deus, tem os seus defeitos. E um deles foi, no passado, quando o acusaram de intervir no que não interveio (caso swaps/BPI), desistir da queixa, depois do caluniador ter confessado "não ter tido intenção de caluniar e ofender o bom nome e consideração" de Ricardo Costa. Se o Ricardo fosse com o processo p'ra frente, talvez as pessoas tivessem mais cuidado.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.



18 junho 2017

490 - Todos temos o direito de.

Nós - e quando digo nós, é mesmo NÓS e não apenas os outros - achamos sempre que temos direitos e olvidamos muitas vezes o seu contrário: OBRIGAÇÕES.
Porque somos todos boa gente, generosamente aplicamos pimenta no Cartão de Cidadão dos outros, porque achamos que essa especiaria é refresco.
Eu tenho o direito de, e de, e de e eventualmente de e até de, mas o seu contrário - ou esses todos "des", quando os outros o reclamam para si -  bem, aí, alto e pára o baile, "se calhar até nem é bem assim". 
Ah!!! E a honestidade?!?! Por favor, quem dúvida "da minha honestidade!?!? Por acaso o amigo pensa que eu sou desses?!?! Se calhar está a ver-se ao espelho?!?!"

Acho que já o escrevi e se não o fiz, aqui vai agora. Tenho muitos defeitos: assumo. Tenho algumas virtudes: espero que sim. Se calhar, como todos. Ou quase. Porque há alguns, que são um modelo de virtudes. Mas se há coisa que detesto e não aguento que me façam (tentem fazer) é de parvo.

Ah e esta colocação vem a respeito de quê? De nada. Apenas porque me levantei cedo, já li os jornais do Café do Tónio, já li os emails recebidos durante a tarde/noite, ainda não são horas de passar na Casa do Delfim e a minha mulher foi trabalhar doze horas e meia, pelo que não tenho mais que fazer. E já agora duas notícias importantes: O meu Médico de Família terminou hoje "O Caminho de Santiago " e o meu Primo Custódio (Padre Santo para os Amigos) acaba hoje as merecidas férias e chega a casa logo à noite.

E, tirando estas duas notícias, nada mais a acrescentar, exceto que...
Eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

13 junho 2017

489 - Doações e Indignações.

Tenho andado arredado deste sítio. Tenho andado longe porque tenho pressa de arrumar com algo, que já queria ter arrumado no ano passado por esta altura. E, por isso, ando arredado disto e d'outras coisas, mormente das leituras de jornais - exceto do jornal do Café do Tónio, do qual não prescindo - e de uma ou outra passagem pela net.

Por isso e com mais uma exceção - a casa do Delfim que é um lenitivo para o final da tarde - não tenho saído muito e até a minha mulher, condescendente, estando com uns dias de férias, não me acusa de não sair.

No entanto - e nas pausas do que tenho pressa de arrumar, que já devia ter arrumado o ano passado - vou passando os olhos por alguns acontecimentos. E, assim, vi que: ontem houve assembleia de freguesia; O Dr. Coelho está indignado por o homem que fez a reversão do contrato da TAP a favor do Estado, tenha ido para lá, como um dos representantes desse mesmo "revertido".

Para quem, como eu, tem a mania que sabe muitas coisas sobre Caldas das Taipas, foi uma surpresa a Família Agrelos ter feito uma doação "para a abertura da Alameda Rosas Guimarães". Sabia, por documento datado de 26 de agosto de 1956 emanado da Junta de Turismo, que o senhor Carlos Agrelos tinha doado 200 metros quadrados de terreno que fazem parte da esplanada da Piscina, mas muito me alegra e nada me admira, que a Família tenha doado, como diz o RFXDigital, para a abertura da Alameda.

Quanto à nomeação do homem que negociou a reversão que tanta indignação causou ao Dr. Coelho eu compreendo-o, pois quando o Dr. Catroga negociou, não a reversão a favor do Estado, mas a venda por parte do Estado, a privados e depois foi nomeado pelos privados para fazer parte da coisa, também me indignou. É a mesma coisa? Talvez não, mas para pior.

E eu vou andando por aí e, na esperança que possa voltar, brevemente, a este e outros sítios, também vou assobiando.


10 maio 2017

488 - Juntando as peças iii

De há uns tempos a esta parte - e quando me apetece - vou mexendo em papeis que tenho cá por casa e colhendo algumas informações. Um dia - se me apetecer - publicarei aqui ou noutro local ou então facultarei a terceiros, para esclarecer algumas pessoas e para chamar de mentirosos e aldrabões a outras. Estas que pensando que tudo sabem, afinal são uns ignorantes e não sabem mesmo nada ou então, não são ignorantes, pois sabem, mas são aldrabões e mentirosos, porque dizem o contrário da realidade.

Com pouco mais de vinte anos, vejo alguém que andou em lugares de responsabilidade nas Taipas - e que por sinal ainda anda, mas lugares diferentes daquele em que na altura disse o que transcrevo:

 - A Câmara não olha as Taipas como deveria ser. (...) As Taipas são da Câmara. Pois então se são da Câmara, porque é que não arranja, por exemplo, as termas velhas? Não é o maior accionista da Turitermas? Tudo é deles. As termas, o parque, as piscinas, os campos de ténis e o ringue. Pois então que arranjem tudo. (...) A Câmara tem a maioria, quis a maioria, então que faça as coisas.

E, relativamente a alguém que não quis ir para a vereação: - As Taipas perdeu uma boa possibilidade de ter um vereador na Câmara. É sempre uma pessoa que está lá dentro. (...) Mas foi uma hipótese que se perdeu.

Pois é:
Apoio ao investimento por parte da Câmara na Turitermas e;
a utilidade de um vereador cá do sítio.
Onde é que eu já ouvi/li isto? Perdão. Onde é que eu já ouvi o contrário disto?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

01 maio 2017

487 - Egoísmo da minha parte.

Arquivo QV
Fico triste pelo meu egoísmo, egocentrismo, olhar para a barriga e só pensar em mim.
No dia em que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas, comemora 130 anos da sua fundação, estando em festa, só me consigo recordar do que se passou há trinta anos.

Mas, os cães (eu) ladram e a caravana passa. E, como se cantava nos meus tempos da mocidade portuguesa "Lá vamos, cantando e rindo".

E eu vou andando por aí e, por respeito pelo passado e compreendendo o presente, também vou assobiando.

24 abril 2017

486 - Carta aberta aos Taipenses, sejam eles donde forem.

Nestes últimos tempos, que não consigo balizar, temos vindo a assistir a uma disfunção de funções, (passe a redundância, se existir) onde parece andar tudo ao contrário. Os Órgãos ditos democráticos, legitimados por eleições, andam em autêntica disfunção: ao invés de se respeitarem e àqueles que os botaram no sítio a que chamam "casa da democracia", todos os dias nos brindam com autênticos desrespeitos e falta de civilidade.

Os responsáveis de associações onde o futebol é a estrela principal, alguns acumulando com a responsabilidade principal em Sociedades Anónimas "ditas" Desportivas, contrariando a função de "associação" e de "desportivas", incendeiam os adeptos menos preparados, que depois cometem excessos inqualificáveis.

Nós Taipenses, daqueles que por aqui somos nados e criados, que bebemos da água do leão, que para aqui viemos por necessidade ou opção, que aqui trabalhamos ou dormimos, que, que, que, e desde que o queiramos, seremos todos taipenses. Entendo que quando se pergunta a alguém que nasceu num lado e vive noutro, pelas razões acima apontadas, devem dizer: Sou "de", mas vivo "em". Sendo isto um mero pro-forma, o que importa para este comentário, é que por estas bandas - e embarcando na histeria nacional - também os responsáveis, os menos responsáveis e os irresponsáveis, também advogam a disfunção, ou seja, estão preocupados com o "acessório" esquecendo o "essencial".

É o caso do local do amostramento da requalificação do centro da Vila. Já repararam que de há uns tempos a esta parte, já não se discute que "a Câmara não faz nada nas Taipas, que o projeto não presta, que há pouco estacionamento, que os comerciantes vão perder clientes", para discutirem onde é que se mostra o dito cujo?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

23 abril 2017

485 - Carta aberta ao meu Médico de Família.

Exmo senhor Coordenador da Unidade de Saúde Familiar:
Nesta.

Exmo senhor:
Dignou-se Vexa em consulta efetuada nessa USF em Dezembro de 2011, prescrever-me para redução/combate às maleitas de que me queixava, uma medicação, a qual, segundo os seus doutos estudos académicos, seriam o paliativo indicado para me livrar de tal padecimento.
Cumpri, na integra, o referido receituário. Todavia, passados que foram mais de cinco anos, a caminho dos seis, continuo com as mesmas maleitas.
Como tal não fosse, de per si, motivo bastante para a minha reclamação, tenho a comunicar a Vexa. que o medicamento receitado, não apenas não produziu melhoras, como desencadeou, principalmente nos últimos tempos, um mal estar quase permanente com diarreias constantes e vómitos consecutivos.

Assim sendo, outro remédio (de remediar) não terei, que não seja solicitar ao Coordenador da minha USF, que me transfira de Médico prestador de cuidados de saúde, sob pena de, continuando o tratamento receitado, vir a padecer de diarreia mental compulsiva, o que em nada abonaria a minha saúde, bem como de todos aqueles que, à minha volta, proliferam.

Sendo o que se me oferece, e de momento, sou,
Atento e venerado,
Este que s'assina,




14 abril 2017

484 - Amizade

Foto: GMR Digital (editado by QV)
Não sei se será possível nos tempos que correm, repletos de confusão e de provocações, com afrontas e ataques sistemáticos muitas vezes - quase sempre - infundados e sem provas, promover e pelejar pela unidade, seja ela da família, da comunidade ou do país. No entanto, concordo, não devemos desistir desse objetivo e lutar por ele.

Como habitante há mais de 60 anos da Faixa de Gaza, tenho assistido à animosidade entre os habitantes das duas cidades que nos estão próximas. Numa - a sede do concelho - onde passeei livros durante quase uma década, pude constatar da animosidade para com os da sede de distrito. Na outra, nos tempos atuais, vejo que a "paixão" pelo berço da nação, é recíproca à nutrida pelos vizinhos. E nós, aqui no meio, temos adeptos das duas formações.

Temos visto, esporadicamente, responsáveis nas duas cidades, tentarem, sem grandes comprometimentos, uma aproximação entre as duas sedes de dois concelhos vizinhos. Desejo sorte aos intervenientes e que os seus concidadãos, os sigam - o que já não será tão fácil. Agora, sou adepto de um relacionamento livre e espontâneo, sem "armas" a intimidar o adversário, que se quer amigo.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

09 abril 2017

483 - Amigo

Prop: Vimeo.com
Um Amigo meu hoje faz anos. Pela primeira vez em muitos anos, não lhe vou telefonar a dar os parabéns. Não porque ele não esteja entre nós, mas apenas devido a situações não posso telefonar e será melhor não aparecer para não perturbar esse meu Amigo. Mas não será por não lhe telefonar ou visitar, não será pela minha ausência, que deixei de respeitar e considerar esse meu Amigo. Apenas porque penso, que em certas alturas, a nossa ausência é melhor e mais significativa que a nossa presença.

Sempre gostei deste meu Amigo, que antes de ser meu, já o era de meu Pai. Sempre tive o cuidado de respeitar os Amigos de meu Pai, mas este não era por isso. Este é mesmo meu Amigo. E, apesar de alguma diferença de idade, em muitas ocasiões a conversa era de "rapazes" da mesma idade.

Há Amigos e há amigos. Opiniões diferentes, credos diferentes e até clubes de futebol diferentes. Mas isso para mim não é importante. O meu verdadeiro Amigo pode ser do que quiser, desde que seja meu Amigo. E não precisa de estar de acordo comigo e deve permitir que eu discorde dele. Mas seremos sempre Amigos.

N.B. - Esta colocação não é para ler nas entrelinhas. Nem tem pulga atrás da orelha. É mesmo isto e apenas isto que eu quero dizer ao meu Amigo. E o filho dele, se me ler, sabe do que e de quem estou a falar. Parabéns meu Amigo.



30 março 2017

482 - Aqui nasceu...

Foto: Sara R Oliveira
Li esta semana na blogosfera alguns comentários sobre a frase colocada na cidade de Guimarães - Aqui nasceu Portugal. Hoje esperava pela Sara, sentado frente à casa da D. Maria da Rio, da Quezinha e do senhor Noé, de costas para o esqueleto daquela onde nasci. Sim, sensivelmente por cima da minha cabeça na foto que a Sara fez vê-se uma janela que seria a do quarto n.º 5 onde, no longínquo ano de 1954, minha Mãe deu à luz um magnífico bebé (hoje reproduzido na foto homem feito).

Naquela casa, arrendada por meu Avô e adquirida depois por meu Tio e Padrinho (penso que no último quartel do século passado), foi vendida pelos seus herdeiros legítimos e com legitimidade para o fazer (na primeira década deste século) e mais tarde, segundo esta notícia, adquirida pela Junta de Freguesia de Caldelas.

Hoje, sentado naquele muro onde em tantas noites estivais vi: sentada a Emilinha Tim Tim, depois de estar em amena cavaqueira com a D. Aurora e a D. Maria do Rio; a Quezinha à Janela à espera do sr. Joaquim (ou a ver se o Mingos vinha a horas de Jeito); o sr. Noé a chegar a casa para o almoço domingueiro (com o jornal debaixo do braço), constato que esse movimento desapareceu. Mas, além dessas pessoas, que com o desenrolar normal da vida foram desaparecendo, há outro fator que me entristece: é que, na antiga Pensão Vilas onde nasci, prometeram-nos vezes sem conta que teríamos o movimento normal de um Lar de Idosos e isso, até hoje, nada.

Quer dizer: nada do movimento inerente ao funcionamento de um Lar de Idosos porque, a sua promessa como facto consumado, será feita muito em breve ou não estivesse próximo o dia 1 de outubro.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

27 março 2017

481 - Mesmo vindo disfarçados... sabemos quem anda por trás.

APAJ.pt
Ontem, depois de comemorar em Família o aniversário da minha sogra, passei pela Igreja Paroquial, designada de capela de S. Tomé, para velar o corpo de um amigo e conviver um pouco com os familiares. Nestas ocasiões a conversa vai sempre cair no "lembras-te daquela vez em que" e esta não foi exceção. A determinado passo de colocar as contas em dia de amigos e ex-vizinhos que não se encontram há anos, o Manel puxou à conversa algumas histórias em que a minha mãe e a sua generosidade vieram à baila e outra que eu não me lembrava de maneira nenhuma. É essa que vou reproduzir:

Frente a nós viviam três irmãs: A sra Aurora, a Rosinha e a Laidinha. Boas senhoras que cuidavam dos filhos da primeira e de quem éramos amigos. No quintal adjacente à casa da sra Aurora, pelos vistos e segundo o Manel contou, havia uns morangos e, em determinado dia, o Manel e eu, parece que nos enganamos e saltando o muro experimentamos alguns desses morangos. No dia seguinte a sra Aurora, atravessando a rua, levou - ainda segundo a crónica do Manel - "um pratinho com morangos para a D. Sarinha" e de caminho deu dois ou três ao Manel e disse-lhe "Manel, pega. Come que tu disto nunca provaste." Nesta altura da história, e apesar de velarmos o corpo do Pai do Manel, não resistimos e ambos nos rimos com gosto.

Pois é, a sra Aurora pensava que estava a dar ao Manel algo que ele nunca tinha provado. E nem que tivesse sido a Laidinha a dar os morangos ao Manel, nós sabíamos que era a sra Aurora que "estava por trás da oferta" e o Manel (e eu pelo vistos) já estava farto de provar o que nos era oferecido.

Moral da história: Há pessoas que pensam que nos estão a oferecer novidades, mal sabendo que estamos fartos de as conhecer. E, nem que esse oferecimento venha por outra pessoa, nós sabemos quem está por trás. Por isso... cuidado com o que nos querem oferecer, nem que venha de cara lavada, é mais do mesmo.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.



21 março 2017

480 - As eleições... de 2017

Em alguns jornais nacionais e locais, neste caso do concelho, começam a soltar-se a conta gotas, como deve ser, os candidatos putativos ou confirmados aos diversos cargos a eleger. Ao contrário das eleições legislativas, que elegem apenas um conjunto de pessoas que irão formar a Assembleia da República, as autárquicas são para eleger um presidente de junta e uma assembleia de freguesia.

Para as nossas bandas ainda nada transpira de quem serão os cabeças de lista, nem tão pouco alguns dos componentes das respetivas listas. O que se tem falado, com alguma crítica, é sobre um ou outro candidato que terá mudado de cor partidária das últimas para as próximas, mas isso é algo que acontece a nível nacional - e local, senão todos os anos eleitorais, pelo menos em alguns.

Os "vira-casacas" são criticados pelos simpatizantes dos partidos opositores e/ou que os perderam, que por sua vez, tentam justificar a "transferência" por uma ou outra razão mas, normalmente, a mais apregoada é porque querem servir melhor a sua freguesia.

Sinceramente ainda não me debrucei muito sobre este personagem que, segundo os opositores "vira a casaca", mas que, segundo eles próprios, é para melhor servir a freguesia. Mas tenho constatado, com alguma angústia, aqueles que, sem olhar a meios, apenas olham para a sua barriga sem se preocuparem minimamente com o bem estar da "sua freguesia".

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

15 março 2017

479 - Ora bolas...

Foto:Açorianooriental.pt
Falava-se sobre Segmentação e Diferenciação - segundo o entendido na matéria - duas palavras chave no marketing político. Olhei para os apontamentos que tinha rabiscado e li:
Um político tem de vender esperança, proclamar a desgraça não é um desígnio político. Tem de apresentar soluções. Não basta dizer que está mal. Tem de dizer que isto está mal, mas eu tenho a solução.

Mais à frente, noutro ponto da folha de rabiscos:
Se não tem programa, se não tem nada para fazer, que esteja calado. Se não tenho soluções/propostas não posso criticar os outros. Até se pode construir um candidato, mas tem de ser credível, os votantes têm de acreditar e perceber aquela maneira de criticar.

A ainda relativamente ao Desempenho e à Imagem:
O Desempenho leva à avaliação por parte do consumidor;
A Imagem leva ao sentimento afetivo que temos sobre o candidato ou sobre uma marca.

É claro que eu posso ter percebido mal o que o entendido na matéria terá dito, mas....

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

02 março 2017

478 - O que me cai na sopa.

Foto:CMG
Esta terça-feira foi gorda. Até o golo com o pé fora da Lei foi gordo. Tudo a condizer com gorduras. Falou-se menos dos sms que fazem enjoar que, junto com as gorduras do cozido, seriam ainda mais indigestos. Mas logo a seguir vieram os milhões que saíram ou não dentro da Lei. Demasiadas coisas para digerir. Ah e o CCTaipas, que tem tido resultados excelentes nas últimas semanas, que nos avisa para nos prepararmos que nem sempre assim será e um dia menos gordo poderá trazer/trará a míngua dos pontos que, em nada desvalorizará a magnífica época que estamos a atravessar. Serão apenas coisas da vida. Ou antes, serão os habituais dias de jejum da Quaresma, que nos farão transportar para a Ressurreição Pascal. 

Há um ano escrevi no Facebook, relativamente à sessão de apresentação/esclarecimento sobre a requalificação do Centro das Taipas, que teríamos a "oportunidade de ser esclarecidos (...) e, eventualmente, darmos opinião" sobre  a obra, acrescentando esperar "que a sessão não seja demasiado técnica e politizada, de forma ao cidadão comum não perceber patavina". Ao ler hoje pela manhã esta "memória" cheguei à conclusão que, pese embora a grandiosidade da obra, não fiquei completamente esclarecido. E outros, eventualmente não totalmente esclarecidos como eu, ficaram ainda preocupados com a possibilidade do empreendimento e as obras do mesmo, lhes prejudicarem o negócio.

De repente dei comigo a pensar e a fazer a ligação entre terça feira gorda e quaresma. Entre fartura e abstinência. Entre fartazanas e algum jejum. Transportando para as Taipas e para a política, entre obras já realizadas e asseguradas a sua realização e alguma paragem/meditação/abstinência.  Será que depois de um mandato de fartura - leia-se obras executadas em Caldas das Taipas e ainda outra que avança no período de férias (EB 2,3) - não seria de parar um pouco com a pretensão de avançar imediatamente e com calma, com algum jejum nesta obra de requalificação, explicá-la melhor aos Taipenses e, principalmente, aos diretamente beneficiados com ela? Depois da fartura da carne do Talho do sr. Augusto, que tal umas pencas da Olivinha do Picão?

Pela forma como tem tratado as Caldas das Taipas, facilmente vislumbro que o presidente de Câmara quer o melhor para as Taipas e que estará na disponibilidade de protelar o lançamento desta obra que prometeu para este mandato, de forma a que todos saibamos o que vai sair daquele projeto e que a maioria - porque agradar a todos é impossível - ficará a beneficiar com o empreendimento.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.