19 janeiro 2019

508 - Eu digo, tu escreves, ele sopra

Reflexo novembro 1993

Andei uns dez anos - mais ou menos - a escrevinhar no Reflexo. Antes, já o tinha feito noutros jornais da sede do concelho. Fiz "coberturas" jornalísticas em várias Assembleias de Freguesia e outras atividades, nomeadamente das associações da Vila. Sempre - e este sempre é mesmo sempre – separei o relato e a notícia, do comentário, que muitas vezes fazia ao lado da própria notícia.

Colaborei em algumas entrevistas, dentro e fora de portas, e nelas, juntamente com o(s) meu(s) Colegas de jornal, coloquei as questões que entendia pertinentes, confrontei os entrevistados com posições assumidas, mas sempre dentro da maior urbanidade e tentando que o leitor ficasse o melhor esclarecido possível.

Hoje, as coisas não funcionam assim. Saem parangonas que, depois de passar ao texto, nada têm a ver com o título. Crucifica-se. Esfola-se. Mata-se. Tudo em prol do que chamam de informação. Sensacionalismos, digo eu. Fazem-se julgamentos, acusa-se, sem o menor problema e não pensando no leitor, que estamos a induzir em erro. Apenas o eu, o sensacionalismo, a bomba, a calúnia, interessam. O artista não é o entrevistado, é o entrevistador.

Com os facebooks passa-se algo de parecido, mas mais tenebroso. Não só anonimamente, mas com perfis de quem não tem perfil, ataca-se tudo que mexe, desde que não seja da nossa opinião. E não interessa que estejam a fazer as coisas bem, nem o que é necessário, nem o que deve ser feito. Tudo o que “os outros” fizerem é mau. E se for preciso contradizer-se 2, 3, 10 vezes, não há problema. O pobo tem fraca memória - pensam eles - e não se lembra do que (não) fizemos. É preciso é camionetas de areia, para deitar para os olhos dos mais incautos.

Mas – como gosta de dizer o Vereador das Finanças – o caminho faz-se caminhando e, quando chegarmos ao fim, vamos fazer as medições.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

13 janeiro 2019

507 - A legitimidade do quarto poder.

Imagem: ibmec.br
Nos compêndios da Ciência Política, ou até nos da quarta classe, diz-se que temos três poderes: o Legislativo, o Executivo e o Judicial. O primeiro com eleição direta; o segundo por eleição daqueles que o foram diretamente; e o terceiro pela Lei e pelos seus pares. Não vou falar sobre estes três, mas sobre aquele a que se entendeu designar de quarto. Não quarto de dormir, nem da hierarquia, mas quarto poder: a Comunicação Social.

Um elemento necessário à sociedade, um bem de que todos queremos usufruir e que, alguns, querem pôr e dispôr. A CS é necessária. A Imprensa é necessária e toda ela tem lugar na sociedade: a escrita (no papel), a falada e a audiovisual. Em qualquer uma delas, temos de separar a notícia da opinião. Nem sempre é fácil, não porque sejamos menos letrados ou instruídos, mas porque os autores, por ignorarem o verdadeiro jornalismo ou por interesses, misturam a notícia e a opinião, baralhando o leitor menos atento.

Mas, e ainda dentro da escrita e na subdivisão notícia, há os que procuram a notícia e os que adulteram a notícia. Com o imediatismo dos dias de hoje, há pessoas na imprensa, nas relações públicas, na comunicação política, que, facilitando a vida aos órgãos de CS e também no seu próprio interesse, enviam para a CS alertas sobre eventos futuros e até relatos do próprio acontecimento, facilitando assim o trabalho à CS.

Tudo legal, tudo normal, tudo pacífico. O que não é normal, honesto nem ético, é quando se envia um texto,  fornecido com a melhor das intenções, e este é adulterado a bel-prazer por aqueles a quem, a única coisa que se lhes pede, é isenção.
Aceita-se que comentadores políticos puxem a brasa para a sua sardinha, agora, não se aceita que órgãos de CS ou os seus Colaboradores, adulteram o que se lhes fornece.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

09 janeiro 2019

506 - A (in)dependência ou a falta dela.

Foto: QV.
Todos somos (in)dependentes. Para o bem e para o mal. Todos podemos/devemos dizer e agir da forma que achamos mais correta. Claro que a forma que é a mais correta para mim, pode não ser para o outro, mas isso não me impede de pensar/achar, que a minha é a mais correta. Estive a falar em opções individuais. Estive a falar daquilo que apenas me interessa a mim, ou que a mim diz respeito.

Se as minhas opiniões/convicções, deixam de ser individuais, aí o caso muda de figura. Tenho de as discutir, moldar e conciliar com o pensamento coletivo. O coletivo, o conjunto, ou a sua ideia/opção, terá de ser tomada como minha e eu defendê-la como tal. É o custo de pertencer a organizações democráticas.

Posto isto, passemos à minha interpretação sobre as ideias que eu quero inculcar nos outros. Quero que os outros aceitem as minhas ideias e então, faço trinta por uma linha, para "cativar" o desencontrado e trazê-lo para a minha equipa. Se o convencer a aceitar as minhas ideias, tanto melhor. Se não conseguir, pelo memos que faça parte da equipa.

Vamos passar a outra fase, que será a última que se faz tarde. É eu transmitir a minha ideia, convicção, o que eu acho, o que eu quero, como se não fosse isso, mas antes um pensamento e uma afirmação comum. Como se fosse outro a dizer. Como se eu estivesse "a relatar" o que outro disse, quando, na verdade, era apenas a minha ideia.

Dou um exemplo. Eu digo: - O senhor não repita o insulto. Tenha cuidado com o que diz, quando na verdade, o outro nada disse. O "outro" fica tão estupefacto que nem responde, mas a opinião pública, distraída, até pensa que ele disse. Ah, a opinião pública fica estupefacta e a opinião publicada, publica, porque lhe agrada/quer agradar.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, faço de conta que não percebo o que "eles" querem. 


05 janeiro 2019

505 - Continuo a andar por aí.

O Rui Vitória foi embora do Benfica. Os teóricos questionam-se: Foi ele que se despediu? Foi o Benfica que o despediu? Foi por mútuo acordo?

Eu prometo ao meu filho dar-lhe 100€. Por dificuldades, não lhe consegui dar o dinheiro. A minha mulher, porque eu tinha assumido e o rapaz estava a contar com ele, deu-lhe do dela. Eu, embora não sendo teórico, questiono-me: Fui eu que dei o dinheiro? Foi a minha mulher que deu o dinheiro? Fomos os dois?

O meu vizinho costuma dar anualmente, por altura do Natal, 100€ a uma instituição, para ajudar nas despesas. A instituição teve, a meio do ano, problemas e pediu-lhe se poderia contribuir com 300€. O meu vizinho contribuiu. Chegados ao Natal, não deu os habituais 100€, porque já tinha dado 300 extras. Os intervenientes dividem opiniões: O Mecenas diz que deu mais 200€ que o costume. A instituição diz que não recebeu os 100€ do costume.

Nunca fui bom em matemática, mas costumo pensar. E se o primeiro caso apenas serviu para introduzir o tema, no segundo foi a minha mulher que deu o dinheiro e no terceiro a instituição recebeu 200€ a mais que o habitual. E quem disser o contrário, joga de má fé.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

29 dezembro 2018

504 - Uma ano inteiro.

Foto: Internet/Reflexo Digital.
Se a memória não me atraiçoa, durante o ano que agora termina, não escrevi nada neste espaço. E, mesmo depois do dia 01 de outubro de 2017, apenas escrevi no dia 10 desse mês e, por razões tristes,  apenas por aqui apareci a 17 de dezembro. Depois, e até hoje, nunca mais.

Algumas vezes me apeteceu escrever alguma coisa, mas, por esta ou aquela razão, mais por aquela, não o fiz. No entanto, um ano é um ano e gostaria de me despedir, saudando tod@s aquelas e aqueles, que durante o ano andaram por aí e ajudaram a escrever, um pouco mais, a história desta vila, deste concelho e deste país.

Povo anónimo ou mais conhecido que, à sua maneira, contribui para uma freguesia, um concelho e um País melhor.

Que no ano a iniciar todos tenham muita saúde, muitas alegrias e trabalho, lenitivos para lhes permitir ser felizes.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, tentarei dar o meu contributo.

17 dezembro 2017

503 - Mais um Amigo...

Deixei de passar por este sítio há mais de dois meses. Hoje vejo-me obrigado a regressar. Pelos piores motivos.
Estava a almoçar e o meu filho disse-me uma coisa que não me agradou. Liguei a um Amigo que me confirmou que o meu Amigo tinha sido internado por dificuldades respiratórias.
Por volta das cinco e meia chegou-me a notícia. O pior tinha acontecido. O meu Amigo não aguentou e deixou-nos.
Pois é! Mais um Amigo. Pode ser novo, ser de meia idade ou ter alguma idade. Mas é um Amigo. E quando os Amigos partem, ficamos tristes. E para mais quando é um Amigo que já era Amigo dos nossos Pais.
Assim, estou triste. Muito triste. Perdi um Amigo, coisa que, hoje em dia, sendo raro, não queremos perder.

10 outubro 2017

502 - Eu voto, tu (...) ELES votam.

A Vira Bichoila; a Sãozinha do Aragão e a irmã, a Glória do senhor doutor dos Banhos; a Aninhas Cartola; o meu primo Custódio Padre Santo; a Aurorinha viúva do senhor José da Farmácia; o meu amigo senhor Américo do Custódinho; a D. Helena Monteiro; a Aurorinha da Sapataria Machado; a Aurorinha mãe da minha amiga Arminda Gomes; o amigo José Ferreira pai da Fátima e do Carlos e a D. Adília viúva do senhor Cabo Soares, que terão em comum?

Vivem todos nas Taipas, dirão alguns; são todos pessoas conhecidas, dirão outros; são todos boas pessoas, dirão outros ainda. Podem ser tudo isso e ainda alguns que vejo quase todos os dias, outros muitas vezes, outros ainda raramente e até uma, a Aurorinha do senhor José da Farmácia, que não via há anos. Mas tudo isso não é razão para os colocar aqui, a razão é outra: é que estas pessoas, apesar das dificuldades de locomoção de algumas, e da bonita idade de quase todas, estão entre as 3.857 pessoas que passaram no dia 1 de outubro, pela Escola do Pinheiral, para exercer o seu direito de voto.

Quando pessoas desta qualidade querem exercer um direito, a que alguns também chamam dever, devemos estar satisfeitos e ter a esperança de que nem tudo está perdido.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

29 setembro 2017

501 - Porta a Porta: Prego (do sapato) a fundo.

Foto: Todos Somos Taipas
Com exceção do comício a realizar ao princípio da noite de hoje, estará terminada a campanha eleitoral da lista do Partido Socialista, candidata à Assembleia de Freguesia de Caldelas e liderada pelo deputado Luís Soares. Já escrevi que o período durante o qual foi preparado o Programa Eleitoral foi muito participado e incluiu cidadãs e cidadãos não conotados com a força política em questão. Foi difícil condensar tantas propostas surgidas e elaborar um Programa exequível e credível. Todos colaboraram com o candidato a presidente de junta, que teve uma ajuda digna de registo por parte da mulher de contas - a Economista Cristina Marques.

Foi gratificante o trabalho de preparação e uma surpresa os dias de pré e de campanha. O voluntarismo de todos foi algo que pensei estivesse arredado da sociedade. A entrega e a disponibilidade para acompanhar a pedalada do Luís – sempre a acelerar e nos limites – em dias ininterruptos, com muitos quilómetros de estrada/ruas e muitos degraus de escada, foi um autêntico calvário.

O contacto porta a porta ao final da tarde e as sessões de esclarecimento ao início da noite, da forma como foram participadas, eram um lenitivo para o cansaço diário. Hoje completamente estourados, mas no dia seguinte lá estávamos outra vez. E se destaco o esforço dos participantes, tenho de enaltecer a compreensão dos familiares para a ausência e as refeições em horas incertas.

O entusiasmo foi tal que nem a derrota dos 5-0 do Benfica me abalou: primeiro porque estava numa sessão de esclarecimento e não vi o jogo;  segundo, porque tenho esperanças de ganhar o próximo desafio - e até quem sabe - por uns expressivos 8 golos e será uma vitória estonteante.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

15 setembro 2017

500 - Finalmente decidi (pude decidir) Conclusão.

Foto: PSTaipas (editada)
Nos cinco comentários anteriores justifiquei - sem necessidade/obrigação de o fazer - o porquê de integrar a lista de Luís Soares. A disponibilidade demonstrada nestes textos, iniciados a 3 de agosto p.p. , está hoje ultrapassada e foi substituída por uma vontade de integrar essa mesma lista e nela, e com ela, ganhar as próximas eleições. Prestar um serviço à comunidade e proporcionar aos Taipenses condições para se sentirem felizes como tal, é o principal objetivo.

Depois da apresentação do Programa aos eleitores das Taipas, não só aos simpatizantes mas também àqueles que não comungam das nossas ideias, começamos a distribuir esse mesmo programa porta a porta. Encontramos muitas portas fechadas pela ausência dos seus moradores, outras que se nos abriram e receberam o nosso candidato a presidente de junta e o convite a lerem o programa e a estar presentes na sessão de esclarecimento que realizamos e realizaremos pelos diversos lugares da freguesia.

O trabalho porta a porta não é fácil. Algumas queixas, algumas descrenças mas, na generalidade, as pessoas ouvem-nos. Não vou dizer com alguma esperança na mudança, não. Seria demasiada presunção da minha parte. Até porque o desabafo mais frequente era o "cheios de promessas estamos nós". O que fomos fazendo sentir às pessoas era o não terem deixado os nossos candidatos anteriores mostrar se cumpririam ou não o programa deles/nosso, porque não tinham recebido mandato dos eleitores.

O Programa que apresentamos é exequível. Parte dele com receitas próprias da Junta e outra parte com a Câmara Municipal, para o qual tivemos o aval do recandidato do Partido Socialista. Não estamos preocupados com o programa (ou falta dele) das outras forças partidárias. Estamos preocupados em explicar o nosso para - caso os eleitores assim queiram - o pormos em prática.

Nestas semanas que mediaram entre o início da minha colaboração com a lista do Luís Soares e o dia de hoje, em que escrevo este comentário, tenho aprofundado conhecimentos sobre a personalidade do Luís. A sua vontade de trabalhar; a força e a dinâmica que imprime aos outros; a sua determinação; e, caso raro entre muita gente, a sua disponibilidade para ouvir e discutir com quem de direito os temas e assuntos mais diversos. Estas últimas semanas não têm sido fáceis. Mas as deturpações e aproveitamentos manhosos, as distorções da realidade, a repetição infindável de entendimentos duvidosos e outras "notícias" mais, parecem não abalar a vontade e a força de Luís Soares.

Por tudo o que me tem sido possível testemunhar, neste contacto diário com o Luís Soares, ficou uma garantia: se quando decidi apoiar e integrar a candidatura de Luís Soares estava mais interessado em ficar de fora que integrar a equipa, neste momento tenho a certeza que dei o passo certo:

O Luís Soares é o homem certo para liderar uma equipa que retirará as Caldas das Taipas do marasmo a que os nossos eleitos dos últimos mandatos, mercê da sua atuação conflituosa e de confrontação permanente, nos lançaram.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

29 agosto 2017

499 - Finalmente decidi (pude decidir) V.

Foto: QuimVilas (09/10/2005)
Os eleitores são soberanos. As suas escolhas são livres. NINGUÉM é detentor da verdade absoluta. Também eu sou eleitor. Eu escolhi nestes últimos anos quem eu achava que podia ser uma mais valia para as Caldas das Taipas. Este ano vou fazer o mesmo. E ninguém me pode levar a mal que eu tenha uma escolha que não seja a sua. E ninguém me pode levar a mal que eu integre uma lista que não seja da sua simpatia. Eu tenho a consciência tranquila, pois o meu voto vai para quem pode fazer mais e melhor pela terra onde nasci.

Tenho alguma dificuldade em ler nas redes sociais as “conversas” que vamos assistindo sem me sentir triste e magoado. Nada de construtivo. Nada de querer o melhor para as Taipas. Apenas “conversa” de pessoas que, com direito a manifestar a sua opinião, a maioria das vezes a omitem e apenas atacam aqueles que não são/serão os seus eleitos. Não mostrando os trunfos dos seus escolhidos, mas antes tentando denegrir “o adversário”, com insinuações fáceis e gratuitas. Atacando, achincalhando, ofendendo aqueles que, num direito de cidadania, fazem parte de uma lista concorrente às eleições para a Assembleia de Freguesia. Alguns novos na freguesia – e em idade – outros que, ocultando-se num perfil menos identificado – falso ou não – é difícil saber se andam por cá, se são de cá, se vivem cá. Porém tal não os coíbe de dizer/escrever o que pensam. E muito bem. Estão no direito de escreverem o que pensam, mas não tem o direito de atacar com frases e impropérios, próprios do terceiro mundo. Sim, porque frases a raiar o insulto não são próprias de pessoas civilizadas.

O apontar o dedo a tudo que os outros fazem, como estando sempre mal, é próprio de quem tem dor de cotovelo ou não tem nada de útil, positivo e construtivo para apresentar/fazer. Confundir a atividade de uma cooperativa com a de uma junta de freguesia; confundir os dinheiros canalizados para uma cooperativa como sendo possível transferir para uma junta de freguesia; apontar o dedo a uma cooperativa, como se a mesma fosse obrigada a fazer o que NÃO faz uma junta de freguesia - é próprio de quem não sabe como as coisas funcionam ou, pior ainda, quer confundir os menos acautelados.

Estou confiante na vitória expressiva da lista liderada pelo Luís Soares. Estou confiante que uma maioria qualificada de eleitores Taipenses estão com a lista de Luis Soares. Estou certo que, conjugados os dois fatores enunciados anteriormente, as Caldas das Taipas darão o passo qualitativo nos próximos quatro anos. Pela minha parte, estou disponível para colaborar no sentido das Caldas das Taipas ter aquilo que merece.

Continua .../.. e conclui na próxima semana.

23 agosto 2017

498 - Finalmente decidi (pude decidir) IV.

Foto: QuimVilas (09/10/2005)
Quanto à disponibilidade. Quanto à presença. Dois temas que têm inundado as redes sociais e que são tão queridos de algumas pessoas. Quem pode estar disponível 24 horas por dia? Na minha modesta opinião, nem os reformados. Ninguém está disponível 24 horas por dia. Ninguém tem capacidade para trabalhar 24 horas todos os dias. Ninguém está presente, em lado nenhum, 24 horas por dia. Trabalhei em meia dúzia de Empresas, em algumas delas com funções de responsabilidade. Tenho bem presente quando as encomendas tinham de ser entregues numa data específica, sob pena de serem recusadas, do enorme esforço que era pedido às pessoas para trabalharem quase, repito, quase 24 horas seguidas. Nas horas que passavam as 9 diárias habituais, o rendimento começava a decrescer, o discernimento era cada vez mais difícil, os erros eram mais frequentes. E então, finalizadas as “quase 24 horas”, o tempo de repouso não era suficiente e nas horas em que se voltava a trabalhar, mesmo que fossem apenas as 9 habituais, pouco tempo passado os erros iam aparecendo. E quem não conhece as horas seguidas de reuniões, para cansar os presentes e, assim, os mesmos não discernirem convenientemente e os assuntos são encerrados para o lado daquele(s) que adotaram o “trabalho contínuo”. Talvez este “trabalho de 24 horas” e esta “sempre presença” explique a falta de discernimento para algumas atitudes dos mandatos anteriores, que redundaram em atos lesivos do interesse da freguesia.

Eu não preciso de um presidente “sempre presente”. As Caldas das Taipas não precisam de um presidente “sempre presente”. Precisamos de alguém que esteja presente, quando for preciso. Um presidente de consensos, dialogante, que saiba negociar, que saiba onde se dirigir e com quem falar, que resolva os problemas da freguesia e das pessoas. Um presidente que seja líder de uma equipa forte, motivada, coesa e ciente das suas responsabilidades, porque num órgão colegial todos são responsáveis e as decisões são tomadas por maioria.

Pelo seu passado - que alguns se recusam a conhecer - pela sua condição política atual, pelos seus conhecimentos e amizades, o Luís Soares é a pessoa indicada para liderar uma equipa que pode fazer muito pelas Caldas das Taipas. E há imensos assuntos que não são resolvidos na freguesia, dentro das quatro paredes da sede da junta ou nas mesas de café, mas nos centros de poder. Na Câmara quando os assuntos forem da Câmara, ou noutros locais, quando eles forem mais abrangentes. E para isso podemos contar com as iniciativas de Luís Soares para, no momento e no local certos, resolverem os problemas que nos afligem.

Continua .../..

16 agosto 2017

497 - Finalmente decidi (pude decidir) III.

Foto: QuimVilas (09/10/2005)
Não é meu propósito criticar quem tenta puxar a brasa para “a sua freguesia”, no entanto é preciso ver a forma como se puxa, pois não se pode/deve utilizar uma “política de carroceiro” (sem desprimor para a profissão já em desuso). Essa “política” não leva a lado nenhum, ou antes, leva à animosidade e ao “pé atrás” de quem é ofendido e apontado como o causador de todos os malefícios. É a “política” do bota abaixo, da rasteira, da acusação fácil, das costas largas para os outros. Tudo o que de mal acontece ou quando nada acontece, a culpa é sempre do outro. E não me venham apregoar que não são submissos, porque estaremos a falar de coisas diferentes: submissão não é o mesmo que diálogo, respeito mútuo, cortesia e até educação.

Um autarca, ou para melhor dizer um órgão executivo, não pode olhar apenas para o seu umbigo e pretender apenas a satisfação do seu ego. Um autarca tem de ter a freguesia e os seus habitantes como o centro das atenções e tudo fazer para que aquela e estes tenham uma vida digna e usufruam daquilo a que têm direito. Repito: a que têm direito. Porque as pessoas têm direitos, é um facto. Uns que devem ser satisfeitos pela Administração do Estado, outros pela Administração Autónoma do Estado e outros pela Administração Independente do Estado. No segundo caso inclui-se os municípios e as freguesias.

Os eleitos para as assembleias de freguesia e que, com o primeiro da lista mais votada, formarão o Órgão Junta de Freguesia têm competências e obrigações. As competências vertidas no Regulamento Jurídico das Autarquias Locais, entre outras, especificam que as juntas de freguesia devem “apoiar atividades de natureza social (…) promover a conservação de abrigos de passageiros (…) promover a limpeza de balneários (…) conservar e reparar a sinalização vertical (…) proceder à manutenção e conservação de caminhos, arruamentos e pavimentos pedonais”. Por último diz ainda que compete à JF “Dar cumprimento ao Estatuto do Direito de Oposição”.

É isso que tem sido feito? É essa a preocupação daqueles que têm estado na Junta de Freguesia nos últimos tempos? Será que a resposta é por demais evidente? E o tratamento que este órgão dá ao órgão fiscalizador? A Assembleia de Freguesia é tratada como deve ou antes pelo contrário, é um enorme frete ter de nelas participar e prestar os esclarecimentos previstos na Lei? A política do quero, posso e mando, com o despontar da democracia e com a sua consolidação, não pode existir. E não me tentem comover com slogans arrancados das mais bonitas histórias e contos de fadas, tipo disponibilidade permanente e devoção “à causa” 24 horas por dia.

Continua .../...

10 agosto 2017

496 - Finalmente decidi (pude decidir) II.

Foto: JoséMaiaFreitas.
Não é de agora, nem de há meia dúzia de meses, que venho passando ao papel, o que é para mim as Caldas das Taipas. Sei que há imensa gente – eventualmente todos os que cá nasceram mais aqueles que a escolheram para viver – que gostam das Taipas tanto quanto eu. Ou até mais, pelo menos na ideia deles. Mas tenho o direito – e porque não, o dever – de gostar dela à minha maneira. E posso e devo dizer/escrever/provar que as pessoas que têm governado a freguesia nestes últimos doze anos não estão a fazer o que é melhor para as Caldas das Taipas e para os seus habitantes. Estão a fazer uma política – que não duvido pensam ser a melhor – que nos tem trazido anos a fio a penar e a ver outras localidades ocupar, ou pelo menos tentar, o estatuto que nos estava destinado há muitos anos. Desde tempos imemoráveis que nos revoltamos porque nos consideramos marginalizados pela cidade, nomeadamente em detrimento da ex-vila mais importante do concelho: Caldas de Vizela. O seu poder económico, o seu tecido empresarial, o seu bairrismo, os “seus”, sempre lhes permitiram sentar, ou darem bem, com a cadeira do poder concelhio. Os industriais de Vizela, nomeadamente a Família Sousa Oliveira e o seu Comendador – que já no meu tempo de Escola Comercial dava prémios aos melhores alunos - com o poder económico que as suas empresas lhe granjeavam, com as suas ligações ao poder central, sempre alcandoraram Vizela a um patamar que as Taipas também queria, mas não conseguia acompanhar.

Vizela tinha poder económico e político. Lembro-me que quando fazíamos a Festa do Aniversário dos Bombeiros, íamos a Vizela pedir os capacetes de Gala emprestados, porque nós não tínhamos capacetes suficientes. O Comandante Mendonça Pinto, dos B.V.Vizela, era vereador da Câmara de Guimarães. Sempre Vizela se impôs e se colocou num patamar acima do nosso. Até as suas Termas (autoproclamadas de Rainha das Termas de Portugal) tentavam ser superiores às nossas. Na única coisa que levávamos avante sobre Vizela é que eles não tinham Governador e nós tínhamos.

Numa das suas muitas intervenções, algumas polémicas, o presidente da Junta Carlos Remísio Dias de Castro chegou a comentar que se Vizela fosse concelho tanto melhor para as Taipas, que assim seriam a Vila mais importante do concelho. O que é facto é que, por razões que não posso justificar, Guimarães tem neste momento mais de meia dúzia de Vilas e a importância que deveria ser das Taipas, por longevidade naquela situação, pelo menos não é notada e, em alguns casos, o desenvolvimento das outras, que a ele também têm direito, é mais significativo. Este maior desenvolvimento pode ser/será justificado em alguns casos por carências significativas e noutros porque estavam/estão em patamares abaixo em relação às Taipas e pela necessidade de bens elementares que nós já teríamos.
 Continua .../...

03 agosto 2017

495 - Finalmente decidi (pude decidir) I.

Foto: PSTaipas.
Como os meus amigos já devem ter conhecimento, vou fazer parte da lista do Partido Socialista que concorre às próximas eleições para a Assembleia de Freguesia de Caldelas e que terá como candidato à Junta de Freguesia o deputado Luís Soares.
Vou fazer parte da Lista porque as condicionantes que me impediram de o fazer nas três eleições anteriores, deixaram de o ser. Tal facto - fazer parte da lista - não será impeditivo de continuar a ser quem sou e manter as amizades que tenho, sejam elas de simpatizantes deste lado, dos outros lados ou sem qualquer simpatia/tendência partidária.

Quando o Dr. Luís Soares, em abril, me abordou para colaborar nos fóruns onde se discutiria, com mais de uma centena de pessoas das diversas áreas e atividades, o que seria o Programa da sua Candidatura, imediatamente dei o meu assentimento e colaborei nos dois dias de trabalho. Nos dias/semanas subsequentes, o Programa foi tomando forma e, nos diversos contactos que fomos mantendo, mercê da compilação desse mesmo programa, nunca foi abordada a possibilidade de eu fazer parte da Lista.

Até que um dia, depois de ter falado comigo sobre algumas pessoas que queria que fizessem parte do seu grupo de trabalho, o Luís convidou-me a integrar a equipa que apresentaria aos Eleitores Taipenses. Disse-lhe que não estava nos meus propósitos intervir na vida autárquica, mas o Luís foi-me dizendo que “reclamamos que as coisas não correm bem mas, quando somos chamados a intervir, quedamo-nos na comodidade e não nos empenhamos na mudança”. Depois de mais algumas conversas, disse-lhe que iria falar com a minha mulher, os meus filhos e os três candidatos anteriores (que tiveram a amabilidade de me fazer um convite igual) e que depois lhe daria a minha resposta. A minha mulher (desta vez) não se opôs, os meus filhos apoiaram e os candidatos anteriores deram força, pelo que me coloquei à disposição do Luís para integrar a sua Lista, de preferência depois dos dez primeiros. Fui informado que as pessoas eram convidadas a integrar a lista, mas que o posicionamento seria da escolha do primeiro candidato.

Assim surjo na segunda posição que significa apenas isso, ir em segundo lugar, e nada mais. Confesso que não estava nas minhas prioridades me "meter nestas coisas", mas é um facto que tenho sido, desde sempre, um contestatário às coisas más que se fazem na freguesia e denunciador das oportunidades perdidas, pelo que... Mas, neste comentário, não Vos venho falar de mim, nem da minha atividade na vila, nem nos diversos trabalhos que exerci na sociedade civil antes de passar "à situação de reforma". Não. Venho apenas justificar aos meus amigos porque decidi integrar esta Lista candidata às próximas eleições.

E eu vou andando por aí e nos próximos dias continuarei este raciocínio e, por simpatia, também vou assobiando.
Continua .../...

18 julho 2017

494 - O utilitarismo de Jeremy Bentham

Um destes dias decidi arquivar/arrumar/dispor, na prateleira para melhor consulta quando necessário, uns livros e apontamentos destes últimos anos, que me foram úteis/necessários. Deparei com um de Michael J. Sandel que, entre outras coisas é filósofo, onde, também entre outras coisas, aborda o Utilitarismo de Jeremy Bentham. - para quem, em Inglês, pouco mais sabe que yes/no, estou a abusar.

A (des)talhe de foice, vou abordar  duas atitudes de duas pessoas, pelo conhecimento pessoal e direto que tenho de uma delas e por leituras na net de outra.
Um cidadão eleitor, com responsabilidades autárquicas num determinado mandato, resolve no mandato seguinte mudar de clube, porque - segundo confidenciou ao jornal da terra - no que estava não lha daria hipóteses de subir de divisão. Por isso a mudança.
Um outro cidadão eleitor, com responsabilidades máximas  autárquicas num determinado mandato, resolve no mandato seguinte mudar de clube, porque - segundo confidenciou no lançamento da sua candidatura - mudando teria hipóteses de fazer mais pela sua terra e, eventualmente até terá dito, que queria "agradecer" a quem o ajudou a fazer obra no mandato a terminar.

Acreditando na bondade das duas personagens e lendo o plasmado na fotografia acima, segundo as ideias de Sandel e Bentham, quem estará a olhar melhor pela "felicidade da comunidade como um todo (...) sendo a comunidade composta pela soma dos indivíduos"?

Daí o meu espanto na preocupação pela mudança do segundo exemplo. Se ele acredita que a sua mudança de clube lhe permitirá "fazer aquilo que maximize a felicidade da comunidade como um todo", na minha modesta opinião, não está a cometer nenhum crime.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando. 

14 julho 2017

493 - Ontem fui ao carteiro, perdão, ao Cartório.

Na passada quarta feira, montei na Sachs Minor e fui ao Cartório Notarial requisitar umas cópias dos Estatutos de um dos Clubes cá da terra, onde exerço funções na mesa da Assembleia Geral. À saída, ao franquear a porta para entrar um Advogado com raízes cá na Vila, deparei com algumas pessoas que aguardavam pela sua hora de entrada. Olhei e reconheci toda a gente: eram os filhos do senhor João Teixeira (dos pentes) e da D. Zótinha do Carregal. O Jorge vejo amiudadas vezes, mas as irmãs, não. E foi com alegria que as revi - especialmente a Cristina e que as outras me desculpem - pois sempre foi, comigo, das mais simpáticas.

Saí e passei na Fidelidade onde meti conversa com o filho da Machadinho da Ribeiro e da Carminho Palhas, versando o tema das Vespas e quejandas e ainda outros assuntos que, mais pessoais e familiares, aqui não vêm ao caso. A conversa já tinha passado das vespas para as pranchas de Wind Surf, quando surge do lado do Notário mais um amigo, este vimaranense, colega do meu irmão Zé na Escola Industrial: O Toninho Mendes (ex-Videirinha da Cidade) que me perguntou se as Taipas estavam a invadir a cidade, pois andavam muitos Taipenses naquela zona.

É claro que o João Filipe teve de esperar que o Toninho e eu nos abraçássemos mais umas vezes e que ele me tivesse chamado uma vez mais "Zé Manel" e mandasse abraços para "o teu irmão Zé Manel e para a tua irmã" .

Palavra de honra. Fico feliz com pouca coisa. Ver os filhos do senhor Teixeira, do Machadinho da Ribeira e o Toninho da Videirinha, foi o suficiente para me alegrar o dia. Algumas vezes, dou comigo a pensar: Tantas merdisses, tantas chafurdisses, tantas..... e nunca pensamos, que as coisas simples, são as melhores.

Bem vou embora que se faz tarde e quero comer uma bifana e um caldo verde.

10 julho 2017

492 - Uma ajudinha a quem precisa.

Foto: sol.sapo.pt
Hoje levantei-me com o dia a que costumo designar de assim-assim. Quer dizer, nem estava bom nem mau, estava mais ou menos, dependendo, é claro, do avaliador, que neste caso sou eu. Parecia-me que não estaria bom para meter ombros a uma empreitada pendente, mas, ao mesmo tempo, até poderia dar. E deu. Transpirei um pouco mas deu. Coisas/ossos do (des)ofício.

Terminada a primeira parte da empreitada, porque ela será longa, vim para casa, peguei na bicla e fui ao Jotinha para trocar de capacete que pensava não ser o meu, comprei 5 pães na Centenária e regressei a casa. Tomei banho, (re)vesti-me e quando batiam as doze badaladas na torre (não de S. Denis, mas da Matriz) bem acompanhadas por uma musiquinha suave, ouvi a mota do carteiro.

Fui buscar o Reflexo à caixa de correio e dei comigo a pensar num assunto. Vou partilhar:
Na rua onde eu moro - que por sinal já foi 1 e agora tem o nome do Avô da minha mulher - e nas outras duas do loteamento o carteiro passa dia sim dia não. Ou seja: Umas semanas passa duas vezes e outras três. Isto para o correio normal pois para correspondência "azul" ou "registada", há exceção. E então o que é que eu pensei: Para facilitar a vida aos residentes e para não onerar os CTT's - que pelos vistos são tudo gente boa e zelosa do interesse público - podíamos combinar entre os moradores do loteamento, ir a Guimarães buscar a correspondência e depositá-la no Café do Tónio. Depois as pessoas saiam de casa - mesmo para aquelas de difícil locomoção até era bom para fazer exercício - e íamos ao Tónio, munidos do Cartão de Cidadão, levantar as cartas. Assim já tínhamos correspondência diária e era bom para o Tónio, pois enquanto escolhíamos a correspondência, podíamos gastar um cafézito.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.


03 julho 2017

491 - Quem tem medo de Ricardo Costa?

Saiu uma notícia, penso que no fim de semana, no JN sobre a questão de um chefe de Divisão da Câmara Municipal de Guimarães, que teria feito uma proposta na sua qualidade de colaborador da CMG, sobre um ato em que teria participado como interessado. A dita Divisão pertence ao Pelouro da Câmara de que é responsável o Vereador Ricardo Costa. Li na notícia que os partidos da Oposição questionaram a permanência de Ricardo Costa no executivo, ou sobre a confiança que o presidente de Câmara ainda teria no mesmo.

Hoje no Café do Tónio li a notícia que coloco aqui metade. É obrigação das oposições fiscalizarem os atos de quem governa (neste caso do executivo da CMG) e é compreensível pedirem as cabeças dos seus próprios opositores, apesar de saberem que a CMG e até o Pelouro de Ricardo Costa, são demasiado grandes para se pretender que o Vereador controle tudo, ou seja, papel a papel.


Mas o Ricardo Costa é um homem a abater. Tem um Pelouro e uma posição na Câmara que incomodam muita gente. Tem obra feita no executivo. Tem obra feita na Turitermas, no Centro de Dia e no Centro Social. Tem outras ocupações e tem muito trabalho feito que incomodam. Mete ombros ao trabalho e imprime um ritmo que incomoda. Ah! E tem outra coisa. Não é da cidade. É das Caldas das Taipas - que para muitos "é aldeia" - e tem origem numa família humilde e que teve de trabalhar para educar os filhos. E subiu a pulso. E isso incomoda.

Mas, claro que Ricardo Costa não é um Deus, tem os seus defeitos. E um deles foi, no passado, quando o acusaram de intervir no que não interveio (caso swaps/BPI), desistir da queixa, depois do caluniador ter confessado "não ter tido intenção de caluniar e ofender o bom nome e consideração" de Ricardo Costa. Se o Ricardo fosse com o processo p'ra frente, talvez as pessoas tivessem mais cuidado.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.



18 junho 2017

490 - Todos temos o direito de.

Nós - e quando digo nós, é mesmo NÓS e não apenas os outros - achamos sempre que temos direitos e olvidamos muitas vezes o seu contrário: OBRIGAÇÕES.
Porque somos todos boa gente, generosamente aplicamos pimenta no Cartão de Cidadão dos outros, porque achamos que essa especiaria é refresco.
Eu tenho o direito de, e de, e de e eventualmente de e até de, mas o seu contrário - ou esses todos "des", quando os outros o reclamam para si -  bem, aí, alto e pára o baile, "se calhar até nem é bem assim". 
Ah!!! E a honestidade?!?! Por favor, quem dúvida "da minha honestidade!?!? Por acaso o amigo pensa que eu sou desses?!?! Se calhar está a ver-se ao espelho?!?!"

Acho que já o escrevi e se não o fiz, aqui vai agora. Tenho muitos defeitos: assumo. Tenho algumas virtudes: espero que sim. Se calhar, como todos. Ou quase. Porque há alguns, que são um modelo de virtudes. Mas se há coisa que detesto e não aguento que me façam (tentem fazer) é de parvo.

Ah e esta colocação vem a respeito de quê? De nada. Apenas porque me levantei cedo, já li os jornais do Café do Tónio, já li os emails recebidos durante a tarde/noite, ainda não são horas de passar na Casa do Delfim e a minha mulher foi trabalhar doze horas e meia, pelo que não tenho mais que fazer. E já agora duas notícias importantes: O meu Médico de Família terminou hoje "O Caminho de Santiago " e o meu Primo Custódio (Padre Santo para os Amigos) acaba hoje as merecidas férias e chega a casa logo à noite.

E, tirando estas duas notícias, nada mais a acrescentar, exceto que...
Eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

13 junho 2017

489 - Doações e Indignações.

Tenho andado arredado deste sítio. Tenho andado longe porque tenho pressa de arrumar com algo, que já queria ter arrumado no ano passado por esta altura. E, por isso, ando arredado disto e d'outras coisas, mormente das leituras de jornais - exceto do jornal do Café do Tónio, do qual não prescindo - e de uma ou outra passagem pela net.

Por isso e com mais uma exceção - a casa do Delfim que é um lenitivo para o final da tarde - não tenho saído muito e até a minha mulher, condescendente, estando com uns dias de férias, não me acusa de não sair.

No entanto - e nas pausas do que tenho pressa de arrumar, que já devia ter arrumado o ano passado - vou passando os olhos por alguns acontecimentos. E, assim, vi que: ontem houve assembleia de freguesia; O Dr. Coelho está indignado por o homem que fez a reversão do contrato da TAP a favor do Estado, tenha ido para lá, como um dos representantes desse mesmo "revertido".

Para quem, como eu, tem a mania que sabe muitas coisas sobre Caldas das Taipas, foi uma surpresa a Família Agrelos ter feito uma doação "para a abertura da Alameda Rosas Guimarães". Sabia, por documento datado de 26 de agosto de 1956 emanado da Junta de Turismo, que o senhor Carlos Agrelos tinha doado 200 metros quadrados de terreno que fazem parte da esplanada da Piscina, mas muito me alegra e nada me admira, que a Família tenha doado, como diz o RFXDigital, para a abertura da Alameda.

Quanto à nomeação do homem que negociou a reversão que tanta indignação causou ao Dr. Coelho eu compreendo-o, pois quando o Dr. Catroga negociou, não a reversão a favor do Estado, mas a venda por parte do Estado, a privados e depois foi nomeado pelos privados para fazer parte da coisa, também me indignou. É a mesma coisa? Talvez não, mas para pior.

E eu vou andando por aí e, na esperança que possa voltar, brevemente, a este e outros sítios, também vou assobiando.


10 maio 2017

488 - Juntando as peças iii

De há uns tempos a esta parte - e quando me apetece - vou mexendo em papeis que tenho cá por casa e colhendo algumas informações. Um dia - se me apetecer - publicarei aqui ou noutro local ou então facultarei a terceiros, para esclarecer algumas pessoas e para chamar de mentirosos e aldrabões a outras. Estas que pensando que tudo sabem, afinal são uns ignorantes e não sabem mesmo nada ou então, não são ignorantes, pois sabem, mas são aldrabões e mentirosos, porque dizem o contrário da realidade.

Com pouco mais de vinte anos, vejo alguém que andou em lugares de responsabilidade nas Taipas - e que por sinal ainda anda, mas lugares diferentes daquele em que na altura disse o que transcrevo:

 - A Câmara não olha as Taipas como deveria ser. (...) As Taipas são da Câmara. Pois então se são da Câmara, porque é que não arranja, por exemplo, as termas velhas? Não é o maior accionista da Turitermas? Tudo é deles. As termas, o parque, as piscinas, os campos de ténis e o ringue. Pois então que arranjem tudo. (...) A Câmara tem a maioria, quis a maioria, então que faça as coisas.

E, relativamente a alguém que não quis ir para a vereação: - As Taipas perdeu uma boa possibilidade de ter um vereador na Câmara. É sempre uma pessoa que está lá dentro. (...) Mas foi uma hipótese que se perdeu.

Pois é:
Apoio ao investimento por parte da Câmara na Turitermas e;
a utilidade de um vereador cá do sítio.
Onde é que eu já ouvi/li isto? Perdão. Onde é que eu já ouvi o contrário disto?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

01 maio 2017

487 - Egoísmo da minha parte.

Arquivo QV
Fico triste pelo meu egoísmo, egocentrismo, olhar para a barriga e só pensar em mim.
No dia em que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas, comemora 130 anos da sua fundação, estando em festa, só me consigo recordar do que se passou há trinta anos.

Mas, os cães (eu) ladram e a caravana passa. E, como se cantava nos meus tempos da mocidade portuguesa "Lá vamos, cantando e rindo".

E eu vou andando por aí e, por respeito pelo passado e compreendendo o presente, também vou assobiando.

24 abril 2017

486 - Carta aberta aos Taipenses, sejam eles donde forem.

Nestes últimos tempos, que não consigo balizar, temos vindo a assistir a uma disfunção de funções, (passe a redundância, se existir) onde parece andar tudo ao contrário. Os Órgãos ditos democráticos, legitimados por eleições, andam em autêntica disfunção: ao invés de se respeitarem e àqueles que os botaram no sítio a que chamam "casa da democracia", todos os dias nos brindam com autênticos desrespeitos e falta de civilidade.

Os responsáveis de associações onde o futebol é a estrela principal, alguns acumulando com a responsabilidade principal em Sociedades Anónimas "ditas" Desportivas, contrariando a função de "associação" e de "desportivas", incendeiam os adeptos menos preparados, que depois cometem excessos inqualificáveis.

Nós Taipenses, daqueles que por aqui somos nados e criados, que bebemos da água do leão, que para aqui viemos por necessidade ou opção, que aqui trabalhamos ou dormimos, que, que, que, e desde que o queiramos, seremos todos taipenses. Entendo que quando se pergunta a alguém que nasceu num lado e vive noutro, pelas razões acima apontadas, devem dizer: Sou "de", mas vivo "em". Sendo isto um mero pro-forma, o que importa para este comentário, é que por estas bandas - e embarcando na histeria nacional - também os responsáveis, os menos responsáveis e os irresponsáveis, também advogam a disfunção, ou seja, estão preocupados com o "acessório" esquecendo o "essencial".

É o caso do local do amostramento da requalificação do centro da Vila. Já repararam que de há uns tempos a esta parte, já não se discute que "a Câmara não faz nada nas Taipas, que o projeto não presta, que há pouco estacionamento, que os comerciantes vão perder clientes", para discutirem onde é que se mostra o dito cujo?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

23 abril 2017

485 - Carta aberta ao meu Médico de Família.

Exmo senhor Coordenador da Unidade de Saúde Familiar:
Nesta.

Exmo senhor:
Dignou-se Vexa em consulta efetuada nessa USF em Dezembro de 2011, prescrever-me para redução/combate às maleitas de que me queixava, uma medicação, a qual, segundo os seus doutos estudos académicos, seriam o paliativo indicado para me livrar de tal padecimento.
Cumpri, na integra, o referido receituário. Todavia, passados que foram mais de cinco anos, a caminho dos seis, continuo com as mesmas maleitas.
Como tal não fosse, de per si, motivo bastante para a minha reclamação, tenho a comunicar a Vexa. que o medicamento receitado, não apenas não produziu melhoras, como desencadeou, principalmente nos últimos tempos, um mal estar quase permanente com diarreias constantes e vómitos consecutivos.

Assim sendo, outro remédio (de remediar) não terei, que não seja solicitar ao Coordenador da minha USF, que me transfira de Médico prestador de cuidados de saúde, sob pena de, continuando o tratamento receitado, vir a padecer de diarreia mental compulsiva, o que em nada abonaria a minha saúde, bem como de todos aqueles que, à minha volta, proliferam.

Sendo o que se me oferece, e de momento, sou,
Atento e venerado,
Este que s'assina,




14 abril 2017

484 - Amizade

Foto: GMR Digital (editado by QV)
Não sei se será possível nos tempos que correm, repletos de confusão e de provocações, com afrontas e ataques sistemáticos muitas vezes - quase sempre - infundados e sem provas, promover e pelejar pela unidade, seja ela da família, da comunidade ou do país. No entanto, concordo, não devemos desistir desse objetivo e lutar por ele.

Como habitante há mais de 60 anos da Faixa de Gaza, tenho assistido à animosidade entre os habitantes das duas cidades que nos estão próximas. Numa - a sede do concelho - onde passeei livros durante quase uma década, pude constatar da animosidade para com os da sede de distrito. Na outra, nos tempos atuais, vejo que a "paixão" pelo berço da nação, é recíproca à nutrida pelos vizinhos. E nós, aqui no meio, temos adeptos das duas formações.

Temos visto, esporadicamente, responsáveis nas duas cidades, tentarem, sem grandes comprometimentos, uma aproximação entre as duas sedes de dois concelhos vizinhos. Desejo sorte aos intervenientes e que os seus concidadãos, os sigam - o que já não será tão fácil. Agora, sou adepto de um relacionamento livre e espontâneo, sem "armas" a intimidar o adversário, que se quer amigo.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.