21 março 2017

480 - As eleições... de 2017

Em alguns jornais nacionais e locais, neste caso do concelho, começam a soltar-se a conta gotas, como deve ser, os candidatos putativos ou confirmados aos diversos cargos a eleger. Ao contrário das eleições legislativas, que elegem apenas um conjunto de pessoas que irão formar a Assembleia da República, as autárquicas são para eleger um presidente de junta e uma assembleia de freguesia.

Para as nossas bandas ainda nada transpira de quem serão os cabeças de lista, nem tão pouco alguns dos componentes das respetivas listas. O que se tem falado, com alguma crítica, é sobre um ou outro candidato que terá mudado de cor partidária das últimas para as próximas, mas isso é algo que acontece a nível nacional - e local, senão todos os anos eleitorais, pelo menos em alguns.

Os "vira-casacas" são criticados pelos simpatizantes dos partidos opositores e/ou que os perderam, que por sua vez, tentam justificar a "transferência" por uma ou outra razão mas, normalmente, a mais apregoada é porque querem servir melhor a sua freguesia.

Sinceramente ainda não me debrucei muito sobre este personagem que, segundo os opositores "vira a casaca", mas que, segundo eles próprios, é para melhor servir a freguesia. Mas tenho constatado, com alguma angústia, aqueles que, sem olhar a meios, apenas olham para a sua barriga sem se preocuparem minimamente com o bem estar da "sua freguesia".

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

15 março 2017

479 - Ora bolas...

Foto:Açorianooriental.pt
Falava-se sobre Segmentação e Diferenciação - segundo o entendido na matéria - duas palavras chave no marketing político. Olhei para os apontamentos que tinha rabiscado e li:
Um político tem de vender esperança, proclamar a desgraça não é um desígnio político. Tem de apresentar soluções. Não basta dizer que está mal. Tem de dizer que isto está mal, mas eu tenho a solução.

Mais à frente, noutro ponto da folha de rabiscos:
Se não tem programa, se não tem nada para fazer, que esteja calado. Se não tenho soluções/propostas não posso criticar os outros. Até se pode construir um candidato, mas tem de ser credível, os votantes têm de acreditar e perceber aquela maneira de criticar.

A ainda relativamente ao Desempenho e à Imagem:
O Desempenho leva à avaliação por parte do consumidor;
A Imagem leva ao sentimento afetivo que temos sobre o candidato ou sobre uma marca.

É claro que eu posso ter percebido mal o que o entendido na matéria terá dito, mas....

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

02 março 2017

478 - O que me cai na sopa.

Foto:CMG
Esta terça-feira foi gorda. Até o golo com o pé fora da Lei foi gordo. Tudo a condizer com gorduras. Falou-se menos dos sms que fazem enjoar que, junto com as gorduras do cozido, seriam ainda mais indigestos. Mas logo a seguir vieram os milhões que saíram ou não dentro da Lei. Demasiadas coisas para digerir. Ah e o CCTaipas, que tem tido resultados excelentes nas últimas semanas, que nos avisa para nos prepararmos que nem sempre assim será e um dia menos gordo poderá trazer/trará a míngua dos pontos que, em nada desvalorizará a magnífica época que estamos a atravessar. Serão apenas coisas da vida. Ou antes, serão os habituais dias de jejum da Quaresma, que nos farão transportar para a Ressurreição Pascal. 

Há um ano escrevi no Facebook, relativamente à sessão de apresentação/esclarecimento sobre a requalificação do Centro das Taipas, que teríamos a "oportunidade de ser esclarecidos (...) e, eventualmente, darmos opinião" sobre  a obra, acrescentando esperar "que a sessão não seja demasiado técnica e politizada, de forma ao cidadão comum não perceber patavina". Ao ler hoje pela manhã esta "memória" cheguei à conclusão que, pese embora a grandiosidade da obra, não fiquei completamente esclarecido. E outros, eventualmente não totalmente esclarecidos como eu, ficaram ainda preocupados com a possibilidade do empreendimento e as obras do mesmo, lhes prejudicarem o negócio.

De repente dei comigo a pensar e a fazer a ligação entre terça feira gorda e quaresma. Entre fartura e abstinência. Entre fartazanas e algum jejum. Transportando para as Taipas e para a política, entre obras já realizadas e asseguradas a sua realização e alguma paragem/meditação/abstinência.  Será que depois de um mandato de fartura - leia-se obras executadas em Caldas das Taipas e ainda outra que avança no período de férias (EB 2,3) - não seria de parar um pouco com a pretensão de avançar imediatamente e com calma, com algum jejum nesta obra de requalificação, explicá-la melhor aos Taipenses e, principalmente, aos diretamente beneficiados com ela? Depois da fartura da carne do Talho do sr. Augusto, que tal umas pencas da Olivinha do Picão?

Pela forma como tem tratado as Caldas das Taipas, facilmente vislumbro que o presidente de Câmara quer o melhor para as Taipas e que estará na disponibilidade de protelar o lançamento desta obra que prometeu para este mandato, de forma a que todos saibamos o que vai sair daquele projeto e que a maioria - porque agradar a todos é impossível - ficará a beneficiar com o empreendimento.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando. 

25 fevereiro 2017

477 - Porque será?

Por razões que a - minha - razão desconhece a news letter (penso que se escreve assim) do jornal Público, cai-me todos os dias úteis, não no prato da sopa mas na minha caixa de correio, que está consignada como "E-mail de lixo" e com o aviso "Esta mensagem foi identificada como spam. Iremos eliminá-la após de 9 dias". Algumas vezes cliquei onde diz "Mostrar conteúdo bloqueado" mas, posteriormente, achei que era melhor não me mostrarem nada, pois as notícias cada vez são menos notícias e mais mexericos e artigos de opinião.

Efetivamente os senhores que andam "na política" gostam de dizer que "os portugueses têm o direito de saber, de ser esclarecidos" pelo que criam comissões para apurar factos relevantes para o País e de comichão em comichão ficamos sem saber nada, pois os relatórios das ditas comichões, servem apenas para os senhores "políticos" se coçarem mutuamente. Os resultados das ditas cujas, nunca ninguém os viu/ouviu/leu. É um desfilar de personalidades e mais personalidades, gastar rios de tinta e de cassetes de gravações e no final, nada.

Agora destas "notícias" e mexericos alguma coisa ficamos a saber: Salvo RARAS EXCEÇÕES, todos estes senhores têm rabos de palha, apesar das culpas morrerem solteiras. Vai daí, mexerico por mexerico, mais vale ler naquelas páginas onde eles são verdadeiramente assumidos.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

Nota Final: Para quando a notícia dada por aqueles que berraram contra as não obras da EB 2,3 e que queriam apenas o remendo, dizendo à comunidade que afinal vão ter escola nova? Ou isso não é notícia? Ou a notícia é apenas o bota abaixo?

17 fevereiro 2017

476 - No fundo.

Foto: Google
Quando pensava que esta semana já tinha sido pródiga em desgraças nacionais suficientes, sim, porque baixarem défices, desemprego e outras coisas mais não são de interesse nacional, pois este apenas se debruça sobre sms e outras merdices tipo Comissões de Inquérito que nunca dão em nada, exceto em exposição mediática, horas extras e televisões a passar horas a fio a mesma conversa, veio agora o senhor Presidente Aníbal Cavaco Silva colocar a cereja no topo do bolo.

Então não é que o senhor que foi presidente da República uma década, depois de ter sido primeiro ministro outro tanto tempo, que mercê do cargo continua com estatuto especial nomeadamente carro, motorista, gabinete e não sei que mais, veio agora publicar um livro que - segundo ouvi em alguma Imprensa Especializada (em mexericos) - o senhor Presidente da República, dá conta das conversas privadas que manteve com os primeiro-ministros, nas habituais reuniões privadas e de assuntos de Estado? Conversas que não eram públicas nem objeto de "comunicado final" por serem sigilosas e onde apenas o senhor Presidente podia ter o tal caderninho e agora, por razões que a própria razão desconhece, publica um livro com essas conversas?

Eu devo ser muito burrinho por achar isto um ato com "pouco sentido de Estado" e devo ser o único, dado o manancial de gente importante que estava presente no lançamento do livro.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, vou publicando às sextas feiras e outros dias.

13 fevereiro 2017

475 - As verdadeiras, boas, notícias.

Foto: JMR-CCTaipas
Ontem fui ver o jogo do Clube de Caçadores das Taipas a contar para o Campeonato Pró Nacional da A.F. Braga. E fiquei contente. Não apenas por ter acompanhado e feito as "honras da casa", como me competia, ao Deputado da Assembleia da República eleito pelo círculo de Braga, nem tão pouco pelo meu grande amigo Delfim Duarte que andava arredado dos encontros dos Caçadores. Ah e - pasme-se - nem especialmente pela saborosa vitória por 3 bolas sem resposta. Não. A melhor parte estava reservada para o intervalo.

Conforme nota de Imprensa  - que aqui agradeço ao vice-presidente de Comunicação e Imagem que sempre me inclui nestas notas - foram distinguidos 41 atletas da Formação do Clube, pelo bom desempenho escolar que tiveram, demonstrado que é possível conciliar este bom desempenho com a prática desportiva.

Para os Associados e Simpatizantes, nos quais me incluo, normalmente é ponto de destaque as vitórias das equipas principais. No entanto, a área de Formação, não sendo tão seguida como a outra, é um dos pilares fundamentais para a longevidade dos Clubes. E é um trabalho muitas vezes desconhecido do grande público e pouco acarinhado. No entanto, nos dois clubes desportivos mais representativos das Caldas das Taipas, este trabalho é feito com seriedade pelo que, o trabalho dos seus dirigentes e colaboradores deve ser enaltecido.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

10 fevereiro 2017

474 - As Caldas das Taipas mexe?

Foto: RFXDigital (editada)
Alguns Meios de Comunicação Social (MCS) dão algumas notícias sobre a nossa terra. Algumas agradáveis, outras sem conteúdo e outras que dão vontade de rir. Antes de me espalhar neste comentário gostaria de dizer duas coisas:

Coisa um: a opinião é minha e não é coincidente com todos (felizmente, abaixo os unanimismos)  e com o risco até de nem ser com ninguém, mas como costumo dizer é minha (a opinião) e meu (o espaço), pelo que...
Coisa dois: incluo em (MCS) tudo que bole com opiniões/notícias, neles incluído jornais nacionais, regionais e locais, pasquins, sítios da internet, blogues, facebooks, comentários, etc,etc,etc,.

Ponto prévio lançado, vou ao que aqui me trouxe. Começo com uma notícia no renovado RFXDigital sobre a Coligação Juntos por Guimarães (JpG) e do vereador André Coelho Lima. Segundo o mesmo MCS "o candidato do PSD (...) reclama para si (...) a requalificação (...) de Caldas das Taipas ter sido colocada na agenda política e reafirma que, para a coligação, este é (...) um assunto prioritário, lamentando que a Câmara (...) não tenha conseguido iniciar a obra, em quatro anos. Garante ainda que a nova Avenida da República será uma realidade no próximo mandato."

Outro vereador numa coluna de opinião no mesmo RFXDigital - Ricardo Araújo, reafirma que foi a candidatura JpG à Câmara "bem como (...) à Junta de Caldelas" a defender publicamente "um projeto de requalificação para a Avenida da República e restante Centro Cívico das Taipas". Termina esta sua opinião no RFXDigital esperando que "a discussão pública contribua para que o projeto final saiba articular (...) a renovação (...) com a funcionalidade devida para quem lá vive, trabalha e circula, "pensando nas pessoas em primeiro lugar"".

Lidas a notícia e o artigo de opinião tirei duas conclusões (atenção ao "Coisa um"). Deixando para segundas núpcias o quem é o pai da criança, estou completamente de acordo com a última parte do artigo de opinião de Ricardo Araújo. Apesar do projeto já estar em discussão há muito tempo e ter sido apresentado duas vezes publicamente, deve ser objeto de maior esclarecimento público com informação pormenorizada, mesmo que estas informações atrasem o projeto para além do tempo desejado pelo presidente da Câmara.

Quanto à paternidade da criança, bem, aí achei imensa piada. Será que alguém me vai agradecer, por não ser feito um remedeio na EB 2,3 das Taipas e se fazer uma obra de raíz?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.





08 fevereiro 2017

473 - O não do Notícias do Café do Tónio.

Como quase sempre, hoje fui tomar o cafézinho ao café do Tónio (é quase como "Vou ali ao pecebelho"). A mulher do Jó estava a sair pelo que deduzi que o Notícias estaria vago pois, àquela hora, apenas o Francisco Matos lá costuma estar mais o Nuno da Aninhas Cartola, mas esses são adeptos do "A Bola". Entrei, pedi o café ao Tónio - uma maneira de ele parar de fazer o sodoku e largar o jornal - e comecei a ler os títulos e algumas notícias que me poderiam interessar.

Constatei duas realidades. Ou melhor, reservo dois assuntos. Melhor ainda, reservo um assunto e um não assunto. 
Assunto: Li que um tribunal condenou a, salvo erro, três anos um presidente de câmara porque, no final do mandato, veio embora da autarquia e trouxe o Ipad que lhe esteve distribuído durante o mandato. Obviamente que o senhor não tinha nada que trazer o equipamento da autarquia, mas condenado a prisão pelo desvio que foi... que faremos a outros.
Não assunto: Procurei a notícia sobre a via estruturante ao Ave Parque e outros empreendimentos anunciados ontem pelo ministro da tutela e pelo primeiro ministro e... nada. No Notícias do Tónio, não tinha a notícia ou então, não era notícia.

Vim para casa e procurei na internet. Algumas notícias sobre o assunto já estavam publicadas com data de ontem e hora não muito tardia. O Notícias não foi ao Entroncamento eventualmente com medo de algum fenómeno. Ou então a notícia não era importante. Bem...

Eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

02 fevereiro 2017

472 - O que ontem era verdade, hoje... continua a ser verdade.


Este excerto foi retirado dum jornal nos finais do último ano, do último quartel do século XX. De repente, e aligeirando as coisa como agora se costuma fazer, apercebi-me que o notícia já vem... do século passado.

De lá para cá as coisas, ou seja o tema que deu origem à opinião escrita, não sofreram evoluções positivas, pois, tanto quando nos é dado aperceber, a cousa bota pró pior e não pró  melhor. 

Melhor dizendo: se naquela altura não poderia dizer-se, e passo a citar, "(...) que a praia fluvial seria possível com a descarga de esgotos a montante" , agora o assunto está pior pois, quase duas décadas volvidas, os sinais de poluição no Ave são denunciados, e vislumbrados, sistematicamente.

Um destes dias fui de bicicleta ao Zéquinha do sr. Júlio comprar umas pantufas. Vim pelo parque, pelo ribeirinho e passei nas obras do Tojal. No fim da rua deparei com este "Aviso". Li e tirei um retrato, até porque achei o painel muito bonito.

Agora pergunto: como se pode criticar escrevendo uma coisa no século passado e agora botar um painel destes? Algo mudou? Não. Apenas a posição do opinador que era "oposição" e agora é poder. 

Termino citando novamente o escrito no século passado: "O lançamento da ideia (...) da praia fluvial aconteceu com fins puramente eleitoralistas". Quem escreveu... lá sabia o que escrevia.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

30 janeiro 2017

471 - (...) Deus escolheu o que é louco.

Foto: Google.
Na Eucaristia de ontem a leitura da Primeira Epístola do Apóstolo S. Paulo aos Coríntios, abordava a escolha de Deus não pelos mais sábios, influentes e bem nascidos, mas pelos que aos olhos do mundo são menos importantes, a fim de que "nenhuma criatura se possa gloriar diante de Deus". 

Todos nós gostamos de gabar os nossos feitos, por mais pequenos que eles sejam e, normalmente, minimizamos os dos outros. É frequente utilizar-se a primeira pessoa do singular dos pronomes pessoais, para nos vangloriarmos de algo que - muitas vezes apenas nós próprios - consideramos um feito.

Mas, mais do que isso, ainda há quem, utilizando a tal primeira pessoa, se arrogue de feitos que nem sequer são seus, mas de outros e, para os quais, o seu contributo foi "ZERO".

Por coincidência a Missa de ontem, entre outros, foi pela Sãozinha do Terrique que celebrava o 7º dia do seu falecimento. Serviu para me lembrar dela e de um amigo comum (que ontem festejou o seu aniversário natalício), que atravessava muitas vezes a loja de bicicletas do S' Joaquim Terrique, para ir ao tanque ver se os furos das câmaras de ar estavam bem remendados. Mas isto são histórias apenas para quem bebeu a água do leão. E histórias daqueles, como dizia S. Paulo, "que nada valem aos olhos do mundo".

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.



25 janeiro 2017

470 - Juntando as peças II (continuação de 468)

Depois da publicação do "468 - Juntando as peças", coloco hoje mais uma notícia publicada em 23 de janeiro de 1985, aquando da inauguração da remodelação das instalações do Jardim Infantil das Caldas das Taipas.

Nesse dia e numa breve conversa com o vice-presidente da Associação, neste breve trecho poderemos ver o que se falava EM 1985  sobre novas instalações para o Jardim Infantil.

Oportunamente (leia-se, quando me apetecer) darei novas peças para este puzzle. Claro que, no final, ainda haverá gentinha que ache que o que aqui aparece é mentira, pois A VERDADE, é apenas o que eles dizem.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

21 janeiro 2017

469 - 1980 e 2016. Nota alguma diferença?

Esta notícia publicada em 28 de agosto de 1980 no Jornal "O Povo de Guimarães" - e por acaso de minha autoria - relatava as comemorações dos 40 anos de elevação a Vila da povoação de Caldas das Taipas.

O envolvimento da população e das coletividades nestas comemorações, parecem-me bem diferentes das, poucas, subsequentes.

Porque será? Porque de uma participação intensa se passou para sessões "solenes" onde o envolvimento foi substituído pelo afrontamento? 

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

12 janeiro 2017

468 - Juntando as peças . . .

Esta figura aqui ao lado foi retirada da propaganda da campanha para as eleições de 1993,  de um dos partidos concorrentes à mesmas.

Claro que isto é apenas parte de uma vasta descrição de realizações de anos anteriores e de intenções para os seguintes, mas serve apenas para começar a juntar peças de um puzzle que alguns remataram/mostraram como lhes interessava mostrar, sem conhecer as peças, nem os processos, nem o puzzle.

Para esses, que podem nem saber do que se trata, apesar de saberem tudo, segue-se um "glossário":
Junta Turismo (funcionamento): r/c-Dtº Edifício da GNR;
Casa do Povo (funcionamento): r/c Esqº Edifício da GNR;
Edifício do Turismo: esta descrição refere-se a todo o Prédio onde funcionava GNR, Turismo, Casa Povo, Escola Primária, Legião Portuguesa, Cantina Pobres e não apenas o r/c-Dtº Edifício da GNR.

Oportunamente deixarei outras peças do puzzle para as pessoas que não sabem destas coisas - apesar de falarem delas como se fossem donos da verdade.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

06 janeiro 2017

467 - Água, pedra, calhau.

Foto: Google.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

O meu amigo Lima Pereira partilhou na sua página do Facebook, uma publicação com o título acima. Este provérbio faz parte da sabedoria popular e lembro-me dele desde . . . que me lembro. E lembro outros, alguns deles mesmo populares e com alguns erros, como p.e. aquele do "Prato ruim não cai abaixo do louceiro", o "Quanto mais me bates, mais gosto de ti" o "A cavalo dado não se olha ao dente" e ainda o "Vozes de burro não chegam ao céu".

As "relações" da junta de freguesia com a câmara municipal de Guimarães são das coisas mais disparatadas a que tenho assistido neste sessenta e dois anos de vida.
Uma coisa é o reivindicar, com polimento e respeito pelas instituições - no mínimo, congéneres - para que a nossa freguesia tenha o que necessita e que seja, materialmente, possível. (Repare-se que não digo politicamente possível). Outra é estar sempre com quatro pedras na mão, saber que não tem competências materialmente possíveis, para fazer determinadas coisas e que depois, quando elas aparecem, se arvorem em "construtores", quando o não são. Aliás, muitas das vezes, são "obstrutores", apesar de apelidarem os outros de travão e outras merdisses que tais.

Quem tem o trabalho e a chatice de me ler, sabe que não morro de amores pelas últimas juntas da nossa freguesia; e que, ao contrário, simpatizo com o executivo concelhio. Tais - desamores e simpatias - não me impedem de pensar pela minha cabeça. Assim estou à vontade para parafrasear o Almirante Pinheiro de Azevedo, com um ligeiro retoque na sua frase: "Não gosto de ser enganado, é uma coisa que me chateia, pá." E completaria com outra frase sua: "É apenas fumaça".

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.


31 dezembro 2016

466 - Bom ano (não é) para todos.

Foto: Minha tirada ao JN
Hoje pela manhã, como faço habitualmente, fui tomar uma cafezada ao café do Tónio. O Jornal de Notícias, entregue pela manhã pelo Toninho da Cozinheira, estava a ser lido pela mulher do Jó que, depois de o ler, entregou-o à minha mulher. Esta, depois de o ter estudado, deu-mo para passar uma vista d'olhos.

A notícia da foto saltou-me aos olhos, salvo seja, e causou-me estupefação. Uma pipa de massa para nove câmaras todas da mesma cor e as outras, de outras cores, nada, dizia a crónica. Dou - por gostar deste governo - o benefício da dúvida ao critério utilizado. Pode ser critério e pode ser correto, mas que me cheira a esturro, isso cheira.

Depois de ter assistido à Assembleia de Freguesia de ontem e ao tomar conhecimento do que a Câmara de Guimarães já investiu e vai ainda investir no próximo ano, na minha santa terrinha, não posso deixar de manifestar o meu contentamento por termos a Câmara que temos. Olha se o exemplo - a ser verdadeira a notícia - fosse seguido no concelho!

Por falar em AF. Continuamos na mesma. Só conversa fiada para iludir o povão. Continuamos a assistir a asneira em cima de asneira e bota culpas em cima de bota culpas. Admirei o presidente da AF pelo estofo em aguentar tanta verborreia. Então a reta final!!!

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

29 dezembro 2016

465 - Para todos um Bom Ano.

Foto: Quim Vilas
Embora ainda não tenha lido nada na Comunicação Social (CS) vi na porta da Junta que, nos termos da Lei, amanhã temos a última Assembleia de Freguesia (AF) Ordinária deste ano. Uma boa maneira de acabar o ano e se tudo correr como previsto, lá estarei.
Embora não tenha lido nada na CS recebi uma carta a comunicar que no próximo dia 4 de janeiro teremos uma AG da Taipas Turitermas, esta Extraordinária. Uma boa maneira de começar o ano e se tudo correr como previsto, lá estarei.

De repente dou comigo a pensar: Que engraçado! Acabo um ano e começo outro, com duas AG(F)'s de duas entidades importantes para as Caldas das Taipas. E, curiosa e infelizmente, duas entidades de costas voltadas, ou, pelo menos, com diferendos latentes.

Pergunto: por que razão as pessoas teimam em arranjar problemas em vez de soluções e não conseguem coabitar pacificamente? Como por exemplo no meu local de café quase diário: o Tónio, dono do Café do Tónio, é um benfiquista assumido e, no entanto, à entrada do seu café, tem dois símbolos do Sporting. Quem havia de dizer: Da Charneca - ou Pinhel como eu gosto de dizer - vem o exemplo.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

25 dezembro 2016

464 - A todos um Bom Natal . . . p'ra mim.

Não sou adepto das frases feitas e ditas/escritas sem grande sentido, mas sou, por outro lado, acérrimo defensor dos - BONS - usos e costumes. Assim quando nestes dias mando alguma sms via telemóvel a relembrar o Natal escrevo, normalmente, com o coração. Mas, para escrever a todas as pessoas que gostaria, passava horas agarrado ao telemóvel e, como tenho os dedos grossos, a iniciativa torna-se muito difícil. Assim vou socorrer-me deste sítio para o fazer.

Desejo que me possam acompanhar em muitos anos de vida todos aqueles de quem preciso. Egoísmo? Talvez. Mas não posso viver sem muita gente, não só a Família mas imensa gente. Quero ao meu lado para me apoiar: o meu Médico de Família, o Café do Tónio, o Augusto do Talho, o Pão da Padaria, os Mercados Tradicionais ou não, a casa daqueles onde bebo uma cervejinha depois da caminhada ao AvePark. Das pessoas por quem passo na rua e - mesmo não andando em campanha eleitoral - os saúdo e me saúdam; daqueles que me cedem passagem na passadeira e daqueles a quem eu cedo passagem e não se passeiam na passadeira; daqueles que não me agradecem por ceder passagem nos cruzamentos e daqueles que, não querendo facilitar a circulação, não me deixam passar e param em cima do cruzamento; daqueles que, estacionando em cima do passeio, impedem a minha passagem quando peão.

Preciso de toda a gente, mesmo daqueles de quem não gosto, quanto mais não seja para os poder criticar. Ah e gosto das Taipas. Gosto mesmo muito das Taipas. E por isso também gosto daquelas e daqueles que a preservam; que a tratam como se de sua se tratasse, mas que nunca esquecem que É DE TODOS; que tratam e cuidam das Associações e Instituições, como se fossem suas, mas apenas a pensar no bem comum que elas proporcionam.

Quero todos a acompanhar-me por muitos e muitos anos e, quando for desta p'ra melhor, quero que os poucos que forem ao velório se lembrem das coisas boas e más que fizemos: das asneiras da primária; das viagens a carregar livros para Guimarães; dos Psictos, dos Cajas, do GAAT e do CART; das Provas de Perícia; do Campeonato Regional de Iniciados de Automóveis de 1980; dos Torneios de Futebol de Salão do CCTaipas e do CART; da passagem pelo Externato Carvalho Araújo; da "Nova Oportunidade" que me deram na ESCT; dos maiores de 23 da UM; da Ciência Política da UM; das diversas Associações; da passagem (mas não da expulsão) dos Bombeiros; das Empresas onde trabalhei. Já viram a conversa de velório que isto dava? E do pessoal do teatro, quantas histórias a contar!!! E dos Reis mal cantados e bem comidos? E do murinho da GNR? E das noites a dar cabo da cabeça do Piteco?

Bem, espero que o Padre Agostinho seja condescendente quando presidir ao cortejo que me há-de levar para aquele sítio onde ninguém quer ir e ficar, mas se imponha e não deixe o povo portar-se mal. Pode contar com o Delfim, para o ajudar.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando. Feliz Ano Novo.

03 dezembro 2016

463 - As lembranças dos nomes de quem.

Foto: CCTaipas
Esta fotografia foi feita numa noite em que me encontrava particularmente satisfeito, porque o Clube de Caçadores das Taipas comemorava os seus 93 anos de existência ao serviço da comunidade e servido por homens dessa mesma comunidade. Nas pessoas dos presidentes de direção da primeira metade do século XX, foram homenageados todos aqueles que, ao longo dos anos, serviram o Clube e tornaram possível festejar os noventa e três.

Sempre fui adepto das homenagens das pessoa em vida. Recorrer a homenagens póstumas, só as compreendo pela impossibilidade de as mesmas serem realizadas na altura certa. Foi o caso do Dr. Alfredo Fernandes quando o Clube comemorou 90 anos e agora os presidentes que se lhe seguiram, segundo os dados possíveis de recolher pela direção do Clube: João Batista Sampaio, Artur Batista Sampaio e Laurentino Rodrigues.

Ao ter a felicidade de tomar parte nestas homenagens, uma vez mais me veio à lembrança uma Associação e uma personagem que nunca foi homenageada por ela. Estou a referir-me à Associação Bombeiros das Taipas e à personagem Manuel de Sousa Marques. A este, com a sua teimosia e determinação e o ter envolvido o Governador Cívil de então, se deve a construção do Quartel ansiado por todos. O Dr. Fernando Alberto tem uma simples placa com o seu nome à entrada do Salão Nobre, mas Manuel de Sousa Marques nunca foi alvo da recompensa a que tem direito. E eu, que até fui corrido dos Bombeiros durante a sua presidência da direção, até posso falar/escrever sem qualquer conflito de interesses.

E eu vou andando por aí e, sempre que achar oportuno, vou assobiando.

29 novembro 2016

462 - Explicar aos portugueses (editado).

Foto: DNDigital
Tive oportunidade de ler/ouvir em alguns OCS que o primeiro ministro de Portugal no exílio disse ser "puro desrespeito para com os portugueses" a possibilidade do primeiro ministro não  explicar as demissões na CGD. Estou absolutamente de acordo. O primeiro ministro deve explicar que se passou na CGD.

Mas também é um "puro desrespeito para com os portugueses", para não o adjetivar de outra forma, o primeiro ministro, agora no exílio, NUNCA ter explicado porque nos mentiu durante os anos do seu governo, dizendo que não havia alternativa à austeridade e que Bruxelas impunha e não negociava. Afinal o governo atual até bate o pé e NEGOCEIA com Bruxelas as suas imposições.

Só duas notas finais: alguém me pergunta porque chamo "primeiro ministro no exílio" a PPC. A coligação liderada pelo PSD nas eleições anteriores enganou o povo, dizendo que as mesmas se destinavam a "eleger o primeiro ministro". Daí PPC estar no exílio, porque a coligação por si liderada venceu as eleições. E para reforçar que ele ainda pensa que o é, aquele emblema na lapela inaugurado quando exercia funções e que ainda o não retirou.
Segunda nota: deixarei de escrever "PM no exílio" quando os senhores políticos e deputados deixarem de utilizar frases menos próprias e até indecorosas, como "geringonça" e "bater a sola".

E eu vou andando por aí e, sempre que me apetecer, também vou assobiando.

10 novembro 2016

461 - Dois mais dois são quatro, ou não?

Nos papeis que tenho lá por casa - uns que eu fui colecionando e outros que meu Pai deixou, mas nunca nenhum roubado ou negociado de forma menos clara - tenho este que publico, parte, na foto ao lado. É do presidente da Junta de Turismo a esclarecer um imbróglio qualquer, com uma entidade da capital do reino.

Mas a parte que interessa para o dois mais dois é esta: o Parque pertence à Junta de Turismo. Quem o afirma/escreve/assina é o insuspeito J.F. Rosas Guimarães. Ora, conjugando este extrato, com o que coloco a seguir, parece-me que NINGUÉM deve ter dúvidas, de quem é dono e senhor do Parque de Turismo.

Com os meus cumprimentos e, se alguém quiser consultar alguns dos elementos que possuo, que diga, sujeitando-se a marcação.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.



02 novembro 2016

460 - As Termas, o Jornal e o Intendente

Foto: www.cm-torresnovas
No passado sábado com a minha mulher e a minha filha, mais o Delfim a mulher e a filha, fomos ao Centro Cultural Vila Flor assistir ao desenrolar do problema da inquinação das águas termais.

O Médico responsável pela água da estância balnear debate-se com um grave problema: As águas das Termas estão inquinadas, são um problema de saúde pública e, como tal, devem ser encerradas. Nesta luta conta com o "progressista" diretor do jornal local e do tipógrafo, que fazem força para que o médico os deixe publicar as análises, pois, sendo uns reputáveis vanguardistas e defensores do povo, querem que a verdade seja como o azeite. Do outro lado da barricada encontra-se o presidente da câmara (Intendente), por sinal irmão do médico, que não quer de maneira nenhuma que o caso seja relatado à população pois, o encerramento das termas, traria graves problemas económicos à região.

Independentemente de ter gostado da peça ou não, fica-nos na retina as cambalhotas especialmente dos representantes da Comunicação Social que, sendo ao princípio fieis defensores da verdade e que a mesma deveria ser contado ao público, quando chamados à razão (dele) pelo Intendente, apressadamente viram o bico ao prego e não só escondem a notícia, como até atacam ferozmente o Médico. Para corolário desta história, ficamos ainda a saber que o próprio médico também tinha interesse ocultos na divulgação desta calamidade.

Moral da história: Pimenta no "coiso" dos outros, ainda continua a ser refresco.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.


21 outubro 2016

459 - Ainda . . . Partilhas ao acaso.

Por direito próprio - e não por inerência de qualquer cargo que ocupe - participei na última Assembleia Geral (AG) da Taipas Turitermas (TT) que tratou, entre outros pontos, da Eleição dos membros dos órgãos sociais não nomeados pela Câmara Municipal de Guimarães (CMG).

Porque estava lá na minha qualidade de acionista ou cooperante/cooperador, estava sem qualquer responsabilidade e sem a obrigação de defender interesses além dos meus. É uma responsabilidade com a qual posso arcar sem qualquer medo, pois respondo apenas perante mim próprio e não por qualquer entidade coletiva, seja ela associação, empresa, instituição ou autarquia. Por isso a minha posição na AG apenas a mim diz respeito e, nela, posso defender o que acho bom para mim, para a cooperativa, para a freguesia, ou para o país e, por outro lado, posso criticar o que acho estar mal, sem estar a pensar se isso será politicamente correto ou não, ou se estarei a interpretar os anseios dos meus representados.

Assim, da mesma forma que votei em determinado sentido as deliberações da AG, poderia tê-lo feito no sentido oposto, sem precisar de "pensar duas vezes". Mas outros há que mercê da sua participação na AG "por inerência do cargo" têm de pensar duas(?) vezes antes de se manifestarem em determinado sentido, porque representam um coletivo e não a si próprios. Não gabo a sorte dos representantes pois podem errar e, posteriormente, serem chamados à pedra, pelo seu representado. Ou não? Será que alguém pode representar alguma instituição e pensar apenas em si, esquecendo o que interessaria ao coletivo?

Vou ser mais claro: Será que o representante da Freguesia de Caldelas, estaria a pensar na freguesia quando, na Assembleia Municipal votou contra a injeção de capital por parte da CMG na TT, para que esta pudesse completar os melhoramentos a que se propõe? Ou, antes pelo contrário, pensou apenas no seu partido e para agradar a este, votou desfavoravelmente que a CMG "metesse" dinheiro na TT, para esta conseguir fazer as obras que todos(?) reclamamos há tanto tempo?

Vai sendo tempo dos representantes deixarem de olhar para o umbigo e pensarem na qualidade de vida - entre outras coisas - dos seus representados.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

18 outubro 2016

458 - Partilhas ao acaso.

Foto: Facebook NE25A
Assisti no passado dia 24 na nossa ESCT ao colóquio organizado pelo Núcleo de Estudos 25 de abril, com o título Cidadanias-2016 - O regresso às Origens. Com os convidados Vasco Lourenço, Rosado da Luz e Adelino Gomes. Os primeiros, elementos da Associação 25 de Abril e do Movimento dos Capitães. O terceiro, jornalista presente nas movimentações militares do dia 25 de abril de 1974.

Cada um à sua maneira relatou casos vividos por si naquele dia. Partilho aqui algumas afirmações que achei curiosas.

Vasco Lourenço afirmou que uma das causas que leva os oficiais do Quadro Permanente a movimentar-se se deve a "quando sentimos que nos estão a mexer no bolso, que estamos a ser prejudicados, reagimos". 

De Rosado da Luz, responsável pelos contactos com Salgueiro Maia, no Carmo, retiro que quando Salgueiro Maia se preparava para abrir fogo, aparecem dois indivíduos, completamente à margem do Movimento, que conseguem desbloquear a situação.

Por fim Adelino Gomes. Descreve a Conferência de Imprensa de Salgueiro Maia, de costas voltadas para o Quartel do Carmo e a 50 metros do inimigo, que ainda se não tinha rendido e que afirmava aos jornalistas que o Movimento tinha do seu lado todas as viaturas blindadas do Exército Português. A seu lado um Alferes acrescenta: "E temos o Povo."

Porquê estas partilhas? Por nada de concreto. Apenas quando sentimos que nos estão a mexer no bolso, reagirmos; donde menos se espera, surgem as soluções para problemas que parecem insanáveis; e podemos ter tudo, mas ter a razão do nosso lado é fundamental.

E eu vou andando por aí e, pode ser que um dia destes, faça um desenho...

07 outubro 2016

457 - Ainda A Pensão Vilas.

Nunca tive pretensões - até hoje, o que não quer dizer que não possa vir a ter - de fazer parte dos órgãos autárquicos da nossa freguesia. Se as tivesse tido e se algum partido me incluísse em lugar elegível, cumpriria a minha obrigação de estar presente na Assembleia de Freguesia (AF) de hoje e teria um osso duro de roer. Colocado perante a questão do ponto da Ordem de Serviço (OS), da tal votação da venda da Pensão Vilas, teria muitas dúvidas da forma como iria levantar o braço.

Perante a inércia e a falta de capacidade da junta de freguesia (JF) em construir o prometido Lar de Idosos, com quatro vagas garantidas para as pessoas carenciadas, seria obrigado a ver com bons olhos qualquer iniciativa para desamarrar o nó em que a junta se/nos colocou. Sim, porque retirar das receitas cobradas aos contribuintes uma verba mensal de três mil euros, em prejuízo de outras iniciativas, é muita massa para quem tem receitas quase nulas. Depois, dar à exploração o bem proveniente dessa mensalidade cobrada aos contribuintes, é outro nó. Seguidamente não ver a obra a crescer, apesar das promessas renovadas de que estaria quase a ficar pronta, é mais um nó. Como os nós são muitos e estão muito atados, agora chutam a responsabilidade de o desatar para uma AF a quem, o executivo, sempre se recusou a dar explicações formais e corretas, do modo como a coisa se estava a processar. Ouvi em algumas AF o executivo, quando interpelado sobre o andamento das obras, dizer para ir "perguntar à ADIT".

Agora a AF vai ter de se pronunciar sobre um assunto que sempre lhe foi colocado à margem. Vai ter de escolher entre continuar tudo na mesma ou dar mais um passo, que se pode tornar a curto prazo noutro nó. Sim. Porque segundo o jornal da vila, o empreiteiro queixa-se que a ADIT lhe não pagou a obra feita; a ADIT vai pagar à freguesia o dinheiro investido e o resto ao investidor; a ADIT tem de dar continuidade ao Lar. Já escrevi que não tenho motivos para duvidar da bondade das pessoas que fazem parte da ADIT, mas nada me garante que a associação tem recursos para acabar o Lar. E se não tiver? E se a coisas se complicarem e não conseguir construir o Lar? Como vai ser? 

Felizmente que não faço parte da AF. Mas não invejo a posição de Cândido Capela Dias (que segundo o jornal da vila, vai regressar ao plenário) nem dos elementos do PS. Sim, porque a freguesia vai perder património. Parece-me que CDU e PS estarão encurralados, no nó que outros deram.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

04 outubro 2016

456 - Afinal gosto mesmo das Taipas?

Digitalização comunicado Junta freguesia
Passei na porta da sede da freguesia e li que na próxima sexta feira vai realizar-se uma Assembleia de Freguesia (AF). De entre os diversos pontos da Ordem de Serviço (OS) consta qualquer coisa como a venda(?) do meu local de nascimento, propriedade da freguesia, a uma instituição da vila. Claro que não sou membro da AF e não conheço - nem quero conhecer - os meandros do negócio, mas pela OS não se sabe se a venda tem como finalidade a construção do tão propalado Lar de Idosos, motivo de comunicados e contra comunicados nas eleições de 2009 e seguintes.

Não tenho motivos para duvidar da bondade das pessoas que compõem a ADIT, na sua vontade de construir um Lar de Idosos para a freguesia. Aliás, já escrevi neste mesmo local que, por mim, poderiam vir dois ou mais lares desde que fossem para servir os cidadãos que deles necessitem. Agora, não ter motivos para duvidar da bondade das pessoas (...) da ADIT, não me obriga a não duvidar daqueles que, nos períodos de campanhas eleitorais prometeram mundos e fundos - estou a referir-me concretamente ao comunicado da digitalização que, lido na íntegra, é um ótimo exemplo das constantes trapalhadas relativas ao Lar de Idosos da Pensão Vilas - e que depois de caçar o voto ao povo com falsas promessas e outras falsidades, deixam tudo em águas de bacalhau.

E a terminar o porquê do título. É que as pessoas podem duvidar do meu apego à terra que me viu nascer e crescer por, estando em questão um caso tão importante para as Taipas eu esteja, à hora da AF, sentado à mesa com alguns amigos numa freguesia vizinha. Eu explico: É que, vomitar por vomitar, que seja com o estômago cheio, de boa comida e bebida e não pelo nojo de assistir a coisas que me façam vomitar.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.