04 Novembro 2009

144 – Assembleia e junta, instaladas.


Passando os olhos pelas notícias do RFX Digital e pelos comentários dos leitores anónimos, ficamos com a percepção que, nas Caldas das Taipas, a politiquice continua. Alguns dos comentários – que não merecem qualificação - continuam a raiar o insulto, mas pior que isso é a confusão que se faz entre bairrismo e partidarismo agudo.

Retirando estas confusões e apesar de alguns cartazes ainda continuarem a poluir a vila, as coisas tenderão a voltar à normalidade e veremos o que nos reservarão os próximos quatro anos. No novo figurino, a assembleia e a junta de freguesia, viram aumentar os seus membros em número de quatro e dois, respectivamente. Ironicamente, Armando Abreu que foi apontado como o principal impulsionador dos cinco mil eleitores e há dois mandatos no executivo, não foi escolhido pelo presidente da junta para o actual elenco.

Manuel Araújo Ribeiro, transita da presidência da assembleia para vogal da junta e Pedro Martinho presidirá à assembleia. Tanto na junta como na assembleia, surgem várias caras novas. A ver vamos se este refrescamento se traduz em ideias arejadas. No entanto não deixa de causar estranheza, o facto de Armando Abreu sair do executivo. A sua presença na sede da freguesia, foi uma constante no mandato anterior e o presidente de junta, chegou a defini-lo como seu braço direito. Esta não continuidade no executivo – apesar do presidente propor para vogal quem entender – não deixa de causar alguma estranheza.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

27 Outubro 2009

143 - Mais um tirito no pé.


Algumas pessoas simpáticas e de entre elas alguns amigos, sugeriram-me que lhes explicasse o meu último comentário. Registei com agrado a curiosidade, mas não lhes satisfiz essa pretensão. Houve mesmo dois ou três, que se abalançaram num palpite que eu, como é óbvio, não confirmei nem desmenti. O enigma permanecerá até que se efective – na cabeça das pessoas.

O Reflexo Digital, acaba de publicar uma notícia onde dá conta que José Luís Oliveira, representante da câmara na Taipas Turitermas, será substituído por Ricardo Costa. Não me pronunciarei sobre o que penso desta substituição, porque é assunto dos cooperantes e, se for essa a minha intenção, fá-lo-ei em próxima assembleia, onde, como sempre, exercerei os meus direitos. Todavia, convém esclarecer que esta substituição é um direito que assiste ao accionista maioritário da cooperativa.

Outro assunto – embora relacionado com o mesmo – é opinar sobre a oportunidade política desta iniciativa. É o segundo tiro no pé, depois do dia 11, da candidatura do Ricardo. Se o seu testemunho “Consciência Tranquila” já foi, tudo o que não se faz em política, o aceitar ou reivindicar o lugar de representante da câmara no Turitermas, é mais uma machadada. Mas a minha estupefacção é mais em relação aos experimentados políticos de Guimarães, que ao acto precipitado do Ricardo. Escrevi - e mantenho – que a lista do Ricardo era a melhor para as Taipas, mas a política do afrontamento, começa do lado que eu menos esperava.

No meio disto tudo, apenas uma satisfação pessoal. O afastamento do Zé Luís, de todas estas confusões dos últimos quatro anos, que tantos dissabores lhe causaram e aos seus familiares.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

20 Outubro 2009

142 – Ele há cada um…

O Padre Manuel Joaquim de Sousa, Reitor da paróquia de Caldelas no século passado, costumava utilizar o púlpito, para dizer o que lhe ia na alma, sem grandes subtilezas e muita frontalidade. Tal costume originou-lhe algumas críticas e contratempos. Ouvi-o algumas vezes terminar o seu raciocínio, com uma frase pronunciado com voz forte: “Ele há cada um…”

No principio desta semana tresouvi (ouvi de través) um boato, que espero não passe disso, que se avizinham movimentações na Vila, que em nada serão do interesse da mesma, mas antes e uma vez mais, para servir interesses mesquinhos e particulares, de pessoas que apenas nelas pensam.

Porque tudo que seja para colocar aquela que me viu nascer, em situação delicada e ridícula, me causa transtorno e azia, sim azia, espero que o boato não passe disso mesmo e as pessoas deixem de olhar, apenas e só, para o seu umbigo.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

15 Outubro 2009

141 - Terminaram as eleições.


Na noite de Domingo passado ficamos a saber que a larga maioria dos Taipenses quer nos próximos quatro anos, o PSD a governar a freguesia. Logo, a grande maioria dos Taipenses, não quis que a lista apresentada pelo PS, governasse a freguesia. Os Taipenses assim quiseram e, como mandam as mais elementares regras democráticas, assim terá de ser. PSD governa e PS terá de ser oposição responsável, como dizia a presidente do PSD relativamente ao resultado das legislativas.

Também ficamos a saber, que a larga maioria dos Taipenses, queria que o PSD governasse a câmara e fosse o partido mais representativo na assembleia municipal. Mas a larga maioria dos eleitores das 69 freguesias do concelho, preferem que seja o PS a governar e que o PSD seja oposição responsável. Pelo acima exposto não pode oferecer dúvidas a ninguém que nas Taipas o poder é o PSD, no concelho o poder é o PS.

Mas, diz-se, quem tem o poder é o povo. E o povo decidiu está bem decidido. Se o poder é o povo e se o povo maioritariamente assim escolheu, não restará outra solução aos escolhidos, que não seja a de respeitarem a vontade do povo. Ser eleito, não é difícil. O difícil é exercer e interpretar aquilo que é melhor para o todo que representam. Não haverá presidente de câmara do PS e outro da oposição. Não haverá presidente de junta do PSD e outro da oposição. E aqueles que não escolheram a maioria, fizeram-no democraticamente, logo, não serão excluídos, mas tratados como iguais.

Os eleitores conscientes, não terão dúvidas que se avizinham tempos difíceis.
Os eleitos conscientes da sua função, não terão dúvidas, que está nas suas mãos, minorar e ultrapassar as dificuldades que se avizinham. E ao fazê-lo, estão a cumprir a sua obrigação.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

09 Outubro 2009

140 – Ainda a consciência e a liberdade, dela.


Posteriormente ao que escrevi no Reflexo em Abril, surgiram mais três candidaturas. A CDU, o BE e o CDS/PP. Depois de no mandato anterior, ter apostado num quadro concelhio com raízes às Taipas, este ano o CDS/PP brindou-nos com o João 23. O TAC aproveitou a boleia da bandeira do BE e propõe Jorge Ribeiro e a CDU volta a colocar Capela Dias à cabeça da sua lista.

Pelo seu passado político, pelas suas intervenções nas assembleias de freguesia, pelos seus comentários na internet e pela leitura integral da entrevista aos candidatos, Cândido Capela Dias obrigou-me a um exercício suplementar de ponderação, sobre quem seria efectivamente melhor candidato para as Taipas. Mas essa ponderação, nesta recta final, apenas se confina a Capela Dias e Ricardo Costa.

Não existisse a candidatura encabeçada pelo Ricardo e o meu voto iria para Capela Dias - não para a CDU - sem qualquer constrangimento. Analisando os elementos da lista do PS e os seus apoiantes, vejo gente com passado, vejo Taipenses com provas dadas no presente e alguns que podem ser úteis no futuro. O programa do PS, para mim, é demasiado ambicioso, mas essa ligeireza vem no seguimento dos programas das últimas autárquicas.

A candidatura do Ricardo é a melhor para as Taipas. Ganhando o PS a Câmara, muitas dessas promessas podem tornar-se realidade. Sendo esta ganha pelo PSD, terá este a oportunidade de remediar o marasmo a que, segundo eles, a Câmara nos votou nos últimos quatro anos. Algo que está a passar ao lado desta campanha, mas que para mim é importante, é quem o PS indicou, pelo segundo ano consecutivo, para candidato à presidência da A.M. As Caldas das Taipas, afinal têm algum peso político.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

08 Outubro 2009

139 – A consciência e a liberdade dela.


Escrevi uma cronicazita no Jornal Reflexo de Abril passado. Dela retiro:

" (. . .) Obviamente não passo cheques em branco:
- As pessoas que me conhecem – mas que conhecem mesmo, não aquelas que pensam conhecer-me – sabem que nunca passei cheques em branco. Nem daqueles que se entrega no Banco para tentar trocar por dinheiro, nem dos que, sem se conhecer o conteúdo, assinamos por baixo, o que, na gíria popular se diz muitas vezes “de assinar de cruz”.
Foi com estes pressupostos, de que não abdico, que não estive presente no jantar de apoio à candidatura de Ricardo Costa, como cabeça de uma lista, concorrente às eleições para a nossa freguesia. Sim, porque por muito que alguns queiram escamotear o facto, aquele jantar foi de apoiantes da candidatura do Ricardo
.

Obviamente que as Taipas ficou a perder:
- Se quisermos ser honestos e pôr de lado a paixão clubista, facilmente aceitamos que o actual elenco da junta de freguesia ficou muito aquém das expectativas criados aquando das eleições. Muitas promessas e poucas concretizações. Muito confronto com tudo e por nada. Foi uma “gestão” a que se consignou chamar populista.
Assim sendo e acompanhando os testemunhos prestados no blogue, que nos permitem ir conhecendo os seus apoiantes - apesar de não conhecer a sua equipa e o seu programa da candidatura – nesta altura, posso considerar que Ricardo Costa reúne as condições para votar nele sem violentar a minha consciência e os meus princípios. Quando conhecermos o seu programa e os elementos da sua lista, poderemos analisar se será o melhor para as Taipas. (. . .) "

02 Outubro 2009

138 - A "política" do vale tudo.



Desculpem lá, mas só podem estar a brincar com os eleitores...

Não vou aqui escalpelizar quem marcou primeiro, pois esse exercício será feito pelas pessoas que estão mais interessadas em confundir, que esclarecer. Mas não posso deixar de manifestar a minha indignação por este acto. Parece que os candidatos querem apenas convencer, aqueles que já estão convencidos.

Pior que isso, é por à disposição de "...todos os presentes, sardinhas, febras e vinho da região." bem assim como porco no espeto , tudo isto separado por umas dezenas de metros.
E depois não me venham dizer que os Taipenses são gente civilizada e nada acontece. É claro que as pessoas serão civilizadas, mas mediante as cenas que se têm passado na assembleia de freguesia, nada me espantará.

Este acto é condenável e não me venham com histórias tipo mariquices, que comigo não pega. É um acto que em nada dignifica a democracia e vem dar razão a todos aqueles que deixaram de acreditar nos "políticos" e que dizem que para estes, vale tudo.

E eu vou andando por aí, mas, confesso, perdi a vontade de assobiar.

30 Setembro 2009

137 - Isto é dose . . .


Isto é dose…”, dizia hoje de manhã numa rádio nacional um político no activo, relativamente ao andar desde Junho, em eleições (Europeias – Legislativas – Autárquicas). Concordei, sem pensar duas vezes, com esta afirmação. Mas, se é dose para os políticos, para um simples cidadão, a dose é a dobrar.

Não morro de amores com as politiquices, nem com os seus actores, mas neste caso o homem tem razão. Não há dia que não me interrogue, sobre o que estes profissionais andam a fazer, para além de criarem e alimentarem factos políticos, desmentidos, contra-desmentidos, comunicados, contra-comunicados, conferências de Imprensa, exigências de pedidos de desculpa, etc, etc, etc. E então é vê-los, com aquela pose de pessoas letradas, a botarem boca fora toda a espécie de afirmações, como se nós nos convencêssemos das suas doutas palavras.

Um dia destes tropecei com a Lei Orgânica n.º 3/2006. Não sabe o que é? Eu explico: estabelece que as LISTAS para a assembleia da República, parlamento europeu e autarquias, têm de ser compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos, pelo que não podem conter mais de dois candidatos do mesmo sexo, consecutivamente, na ordenação da LISTA. Quer dizer, o problema está na elaboração das LISTAS, porque depois as pessoas pedem a suspensão ou a renúncia do/ao mandato e já podem ficar todos do mesmo sexo.

E então esta história de contos infantis, relativamente ás pretensas escutas? Já tiveram a pachorra de pensar na tristeza que isto é? Parece que a única verdade, é a troca da correspondência entre os jornalistas do Público, porque tudo o resto não passa de alucinações e entretimentos, de quem deveria trabalhar – no poder e na oposição – para bem do País. Mas nesta história, até o Supremo Magistrado da Nação fica muito mal na fotografia.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

24 Setembro 2009

136 – Adjectivação imprópria.

Segundo relato no RFX Digital, na última assembleia de freguesia, Ricardo Costa foi acusado de ter utilizado “… adjectivação maléfica”, na queixa apresentada à CADA.
Ainda segundo o mesmo relato, o Zé Luís e o João Pedro, que não concorrem às próximas eleições despediram-se “… fazendo um balanço (…) e penitenciando-se por algum excesso. A Junta(…) e Mesa da Assembleia(…) agradeceu o trabalho destes deputados pedindo também desculpas por algum excesso verbal ao longo destes quatro anos.”
Tipo cereja em cima do bolo, o presidente da junta entregou a estes membros e um do PSD, uma recordação.

Tivesse eu nascido ontem e nunca tivesse assistido a uma assembleia de freguesia, diria que as Taipas estão bem servidas de políticos e são um exemplo na forma de relacionamento. Como não nasci ontem e tenho um longo curriculum de assistência a assembleias de freguesia, só tenho uma classificação para este acto: MARIQUICES.
Neste mandato, deixei de assistir às assembleias, porque me incomodava a falta de respeito e de civismo, dos que andaram nesta última aos abraços.

Já sei, que um jogador pode pastar durante todo o jogo, metendo um golo nos minutos finais, passa a ser o melhor do mundo. Mas não se pode apagar com penitências e pedidos de desculpas, uma legislatura completa de ataques, afrontamentos, insultos e desconfianças. O relacionamento junta/assembleia e entre os membros desta, neste mandato, foi mau de mais para ser esquecido ou apagado, com abraços e mariquices.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

17 Setembro 2009

135 - O debate e as eleições.


Pensava eu, ingenuamente, que a questão do debate á porta aberta ou fechada estava resolvida. Todavia, parece que a procissão ainda vai no adro e até ao próximo sábado, dia da sua realização, ainda será debatido mais algumas vezes, nos comentários dos Blogues e do RFX Digital.

A coisa parecia-me simples: O jornal organiza, o jornal dita as regras. Os candidatos são convidados e aceitam, ponto final. Não aceitam, e se assim entenderem dizem porque não, e ponto final. No entanto não é assim. O baile continua.

De todas as leituras que fiz, a que mais estranhei e fiquei meio baralhado, foi a crónica do Henrique no Taipas XXI. Sendo um elemento responsável dos Órgãos Sociais da Associação e do Corpo Redactorial, faz algumas afirmações que me deixam preocupado. Porque ele não pode mentir, as mesmas são prenúncio de que muita coisa vai mal nas Taipas. “Falta de cultura democrática” – “É preciso muita presunção” – “demonstra muita hipocrisia” – “Asfixia democrática e pressão política”, são algumas delas. Descreve ainda que acha “…intolerável o juízo feito, com adjectivação imprópria, na mensagem de Ricardo Costa sobre a questão do debate…”.

É claro que nem por sombras ponho em dúvida a honorabilidade do Henrique. Como membro responsável, que é, duma duma associação e dum jornal, se escreve o que escreve, terá as suas razões. Até porque seria pouco prudente, numa altura em toda a gente ferve em pouca água, escrever coisas de ânimo leve. No entanto, lendo o texto do Ricardo, não descubro em lado nenhum a tal “adjectivação imprópria”, mas...

Foto: Google.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

10 Setembro 2009

134 - O Reflexo e as eleições.


Leio mensalmente o Reflexo e diariamente o Reflexo Digital. É óbvio que este jornal, nascido não sei há quantos anos, me diz alguma coisa. O ser das Taipas e para as Taipas, já seria suficiente para ter a minha simpatia, mas aliados a esse facto, outros há se calhar bem mais fortes, que originam este meu sentimento. Por não ser importante, prescindo de os indicar.

Desde sempre o Reflexo foi, com maior ou menor intensidade, criticado por uns, tolerado por outros e detestado por alguns. Possivelmente alguns personagens, já tiveram para o Reflexo as três situações descritas – sinais da globalização. Mas de uma forma ou de outra, penso que a população em geral, já não dispensaria este órgão de comunicação – falo por mim. No presente como no passado, esta associação/jornal, teve algumas iniciativas reconhecidas. Nem só de jornal em papel ou digital, se fizeram as vivências do Reflexo.

Perdoem-me se não concordam comigo, mas “As conversas com . . . “ como das primeiras iniciativas do jornal para viver o passado das Taipas, passando pelas “Personalidades do século” uma iniciativa do binómio e os "Maios Floridos", gostava de as destacar. Também os “Debates” promovidos com os candidatos autárquicos, estão bem vivos na minha memória. Se hoje o jornal acabasse, seria uma saudade para muitos Taipenses. Com as novas tecnologias, o lançamento do Digital, foi mais um marco importante e a sua manutenção, será uma tarefa bem trabalhosa e difícil, para a redacção.

Termino falando sobre o debate programado com os concorrentes às próximas autárquicas, que se realizará à porta fechada. Quem organiza o debate é o Jornal e ele, ditará as regras de jogo. Tenho imensa pena, que o mesmo não seja aberto ao público, para avaliarmos os candidatos. Mas, se tenho pena por esse facto, compreendo que assim não seja. Para mim existem duas razões: Uma a promoção/obrigação de compra do jornal, para as pessoas terem um documento sobre o que disseram os candidatos; outra: Lendo os comentários azedos e ressabiados, que diariamente os comentadores reproduzem no Digital, quem aguentaria tal horda numa sala?

Foto: Reflexo Digital.

08 Setembro 2009

133 - Ainda a assembleia e o seu presidente


A fazer fé no nosso Reflexo Digital - e não tenho razão nenhuma para nele não acreditar - esta quarta feira a junta vai decidir "sobre o fornecimento, ou não, do referido documento. Sendo certo, porém, que se a decisão for a de não fornecer a cópia do contrato, a mesma será devidamente fundamentada".

E digo isto porque ao passar ontem ao final do dia, vi afixado na sede da freguesia, que a junta terá a sua reunião pública de Agosto no dia 9 de Setembro.
Foto: Reflexo Digital.

03 Setembro 2009

132 - A assembleia e o seu presidente


Felizmente para mim, não tenho ódio de estimação a ninguém em particular. Há pessoas com quem simpatizo e outras que antipatizo mesmo. De permeio há aquelas que me são indiferentes e outras que assim, assim.

O Advogado Manuel Ribeiro, pessoa sobre quem já escrevi em tempos neste blogue, está no lote dos intermédios. Ao voltar a falar nele, pode pensar-se que – como diz o povo - não o topo nem com molho de tomate. Convém esclarecer que, tal facto, não é verdadeiro.

No entanto, há coisas no Dr. Manuel Ribeiro, das quais discordo em absoluto. Estou a referir-me concretamente ao que o mesmo pensa/escreve, sobre o relacionamento Guimarães – Taipas e ainda da forma como conduz/intervem nas assembleias de freguesia.

Lendo ontem o site da candidatura do Ricardo, fiquei com a sensação que o Dr. Ribeiro tinha descansado um pouco e não cumprido com eficiência, as suas funções de presidente da assembleia de freguesia. Ao ler hoje o Guimarães Digital a sensação passou a espanto. Diz lá, preto no branco, que “(…) Manuel Ribeiro não tem dúvidas que se trata de um documento que tem de ser facultado aos membros da Assembleia de Freguesia.”.

O presidente da assembleia de freguesia, órgão fiscalizador da actividade da junta, não tem dúvidas e a junta tem e não entrega??

Foto: Google.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

26 Agosto 2009

131 - As seriedades e as parecenças



Faço parte dos portugueses que felizmente ainda podem gozar férias - embora cá dentro – pelo que, ando menos assiduamente pelas Taipas e nesta segunda metade de Agosto, apenas passo por lá, fugazmente, um a dois dias por semana.

Todavia como qualquer Taipense que se preze e que tenha acesso às novas tecnologias, não dispenso a consulta diária do nosso Reflexo Digital onde procuro - nele e nos blogues - colher notícias da terra.

Foi assim que soube quem eram as listas candidatas às eleições pela CDU (RFX Digital) e pelo PS (blogue). Exceptuando os cabeças de lista, para conhecer os restantes elementos das outras três forças concorrentes, tive de fazer uma deslocação rápida à Praça da Mumadona.

Surpresas nas constituições das Listas? Algumas. Desconhecimento dos candidatos? Alguns. Mas, como diz o repórter de exteriores do Tele Rural, não foi isso que me trouxe aqui. O que aqui me trás a partilhar com os meus leitores - se é que os tenho - é uma notícia do nosso RFX Digital e alguns comentários a essa mesma notícia.

Diz a notícia que a junta de freguesia “(…) vai disponibilizar transporte gratuito para os interessados em participar na sexta edição da “Azurara Beach Party”. Um dos “comentadores devidamente não identificado”, daqueles que tem sempre de criticar, permite-se fazer um comentário estúpido a esta iniciativa, o que me obrigou a fazer também um.

Mas se acho o comentário estúpido, por relacionar a notícia com algo que nada tem a ver, já o seu objecto – da notícia - me deixa algumas dúvidas. Porquê a junta resolver dar a música de Azurara? Estava no seu programa eleitoral? E porque não nos outros espectáculos? E porque não para os jogos dos clubes da terra? E porque não para isto e para aquilo? E – nos comentários - querer equiparar esta iniciativa aos passeios da terceira idade, é um absurdo de todo o tamanho.

Mas no meio desta palhaçada toda, algo me intriga ainda mais. Porquê a colocação de diversos cartazes pela vila, a anunciar a benesse? E porquê a publicidade ao evento, num sítio de uma juventude partidária, que nada deveria ter com o assunto?

Foto: JSD-TAIPAS.BLOGSPOT.COM

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

20 Agosto 2009

130 - Os políticos são nossos amigos.


Aos eleitores que conseguem ter férias, os partidos políticos por intermédio dos seus legais representantes, aproveitam todas as ocasiões para os divertir.

Agora, envolvendo os habitantes do Palácio de Belém, é o PSD, por intermédio dum dos seus vice-presidentes, que acusa o PS de criar “rumores, mentiras e insinuações". Por seu lado, o PS, por intermédio do presidente do G.R. dos Açores, diz que suspeita de vigilância é "história ridícula". António Capucho, conselheiro de Estado e gostava de frisar "conselheiro de Estado", diz que “algo de anormal se passou” no caso da vigilância e o nosso primeiro, diz que tudo isto "são disparates de verão".

De disparate em disparate, os senhores que pensam - e são pagos para isso - fazer política, apenas tentam divertir-nos com as suas baboseiras, para nos fazer esquecer as dificuldades por que todos - excepto os políticos - passamos. Não fora a tristeza destas atitudes e muito nos fariam rir.

Já agora - e de certeza na tentativa de nos fazer rir como os políticos - também gostei muito de ler o que uma professora universitária disse ao jornal I. "...eu não tenho bolso, a minha reforma é péssima e, por isso, funciono com o bolso do meu marido.".
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

13 Agosto 2009

129 - Os exemplos


António Barreto, Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas fez o Discurso da função na sessão Solene das comemorações. Dele, na altura, o Paulo Sousa fez algumas transcrições. Pela sua pertinência não resisto em passar algumas partes.

(...) Pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo, os portugueses seguirão o exemplo com mais elevado sentido de justiça.
Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir.
Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos.
Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis.
Em momentos de crise económica, de abaixamento dos critérios morais no exercício de funções empresariais ou políticas, o bom exemplo pode ser a chave, não para as soluções milagrosas, mas para o esforço de recuperação do país.(...)

06 Agosto 2009

128 - É tempo de dizer basta.


Gosto de ler as crónicas de Cândido Capela Dias. Este gosto é insuspeito, porque apesar de ser pessoa por quem nutro respeito, os nossos contactos pouco passam do trivial “Bom dia doutor” e pela resposta do “Olá Quim tás bom?”.

Porque não é pessoa de andar a nanar ou comer sono, soube que eu apoiei na campanha anterior a lista do Zé Luís e, ao contrário de outros, continuou a tratar-me da mesma forma.

No blogue do seu partido escreve um artigo, do qual retiro dois parágrafos:
“Basta de gabarolice inconsequente. É necessário servir as Taipas e não servir-se das Taipas para subir na carreira."
"Não se pode perder tempo com birras e bazófias. É tempo de dizer BASTA!
"


Do Reflexo Digital, retiro um outro:
“Os Taipenses são gente orgulhosa da sua história e dos seus Antepassados que tem sido explorada por arrivistas sem conhecimentos, sem cultura política, que se serve dela para fins privados.”

Faço minhas – com o devido respeito – as palavras do sobrinho da senhora D. Marieta do senhor Camilo. Realmente é tempo de dizer basta. Concordo plenamente com estes parágrafos, embora tal não queira dizer que comungue dos mesmos meios. Mas o fim é o mesmo.


E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

30 Julho 2009

127 - Eu resmungo, tu resmungas, ele faz


Queixava-se o Henrique Cunha no seu TAIPAS XXI, dos jornais da cidade, relativamente ao pouco interesse manifestado pelos assuntos que às Caldas das Taipas dizem respeito.
Indignava-se o Paulo Sousa no seu Dumas e d'Outras, sobre o pouco ou nenhum relevo que as televisões deram à apresentação da CEC 2012.

Admito sem qualquer problema, que o Paulo tem razão e, sem qualquer constrangimento, que o Henrique terá alguma legitimidade no seu comentário. E até confessar que ambos - cada um à sua maneira - dão um contributo para umas Caldas das Taipas melhor.

Todavia é conveniente deixar claro, que vem sendo hábito nesta santa terrinha criticarmos tudo e todos e nada fazer. Para alguns é melhor estar parado e impedir os outros de andar, que meter os pés ao caminho e deixar de lado as porvoíces saloias e os desmandos verbais e escritos.

Outras terras há, a quem estavamos habituados a apelidar de aldeias e atrasadas, que tomando atitudes bem mais dialogantes e inteligentes, vão metendo os pés a caminho e nos vão passando a perna.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

27 Julho 2009

126 - Farmácias Portuguesas - Ninguém o trata como nós.

No sítio da internet da Associação Nacional de Farmácias, tem um item muito curioso.

Clicando nele aparece uma frase sugestiva: "Farmácias Portuguesas - Ninguém o trata como nós.

Depois de ouvir na televisão os insultos do presidente Cordeiro, ao primeiro ministro, fiquei sem perceber se a ANF trata como ninguém os utentes das farmácias ou o primeiro ministro.

Já o tenho escrito várias vezes, que as pessoas que ocupam cargos de relevância, deveriam ter cuidado com o que dizem.

Curiosamente no JN de ontem José Leite Pereira, num artigo de opinião, escreve sobre a intervenção do lobo vestido de cordeiro.

Com exemplos que nos chegam de muitos dos órgãos de soberania, das autarquias locais, de muitas instituições e de pessoas que deveriam ser respeitáveis e respeitadoras, como podemos esperar dos cidadãos, respeito e senso comum?

Foto: google
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

19 Julho 2009

125 - Os outros é que devem cumprir

Não morro de amores pela embaixadora e deputada ao parlamento europeu Ana Gomes. Aliás sou crítico da sua atitude, que considero agressiva e até lesiva do interesse nacional, relativamente à teimosia sobre os voos da CIA.

Mas não posso deixar de lhe dar razão no texto publicado no blogue Causa-Nossa. Para quem não quiser ler o texto todo, deixo aqui o ponto dois:

2. Estou exactamente na mesma situação em que estava o Deputado Manuel Alegre quando se candidatou à Presidência da República: a exercer um mandato parlamentar. Ele, então, não se demitiu do cargo de deputado para ser candidato presidencial. Não tendo sido eleito PR, ele continuou a exercer funções parlamentares, até hoje.Responda, Sr. Carreira, ao menos para os seus botões: o que dá então autoridade política e ética ao Deputado Manuel Alegre para me vir agora interpelar?

17 Julho 2009

124 - Assembleia de freguesia





Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim.


Fonte: Chico Buarque de Holanda


E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

10 Julho 2009

123 - Bodas de Ouro.

Pela minha irmã mais nova – pessoa geralmente bem informado nestes assuntos – tive conhecimento das Bodas de Ouro que se vão celebrar este fim-de-semana. Alegro-me com o facto, pois, além do mais, parece-me conhecer desde sempre estes dois sacerdotes.

O Padre Machado, dos meus tempos de Escola Comercial e dele no Egas Moniz. Depois na década de setenta, no Porto, na compra das taças para as provas de perícia do GAAT/CART. A seguir pela colaboração ao Reitor Joaquim de Sousa e, finalmente, nos Bombeiros.

O Padre Arnaldo, comecei a ouvir falar dele lá em casa, na década de sessenta, por causa da passagem dos meus irmãos por Angola. Em 1975, encontrei-o como capelão Militar no RIP e de há uns anos a esta parte, tenho grato prazer de ver amiúde o nosso Major, pelas Taipas.

Duas personalidades diferentes? Possivelmente. Duas maneiras de atingir o mesmo ideal? Certamente. Mas dois homens dedicados a uma causa, em que acreditam, durante 50 anos é efectivamente uma data assinalável e motivo de regozijo, não só para eles, mas para todos os que os rodeiam.

Dos dois guardo o prazer da reciprocidade ao meu cumprimento, quando nos cruzamos. Porque no próximo Domingo não nos veremos, deixo daqui, a ambos, testemunho do meu apreço pela comemoração das Bodas de Ouro e um grande obrigado, pela favor da deferência com que me tratam.

03 Julho 2009

122 - Eleições.



Ufa, posso respirar de alívio. Por volta das três horas da tarde e em Famalicão, exerci a minha OBRIGAÇÃO de votar a bem do País.

No carro onde me desloquei, iam 40 votos. Os meus 20, foram direitinhos para o homem que nos últimos anos, criou condições para a nação levantar a cabeça.

Criou as bases para se sonhar com vitóras. Se elas não vierem, vai ser um "ai Jesus".

Tenhamos confiança.

12 Junho 2009

121 - Eleições: Ninguém pode faltar


As primeiras eleições deste ano já se realizaram, mas outras se lhe seguirão. Se no passado dia 7 os portugueses escolheram preferencialmente a abstenção, para seu representante no parlamento europeu, alheando-se das mesmas, agora não o deverão fazer, pois serão bem mais importantes para o país e para o bem-estar dos portugueses.

Todos aqueles que têm direito a voto, terão de escolher os seus preferidos. Para alguns não será tarefa fácil, para outros será ainda um dilema.

No entanto, quando está em causa o futuro do país, temos de votar conscientemente, naqueles que nos podem içar a patamares mais altos.

É por isso que, no próximo acto eleitoral, ninguém pode faltar a bem do país e da Nação


05 Junho 2009

120 – Campanhas?! Perdoem-me o desabafo.


Parece que entramos nas últimas horas, dedicadas à campanha eleitoral, para as eleições europeias. Perdoem-me o desabafo: já não era sem tempo.

É óbvio que nem todos os meus concidadãos pensam o mesmo. Aliás, alguns/muitos/quase todos/todos, vibrarão com este frenesim da campanha e delirarão com os ataques e contra ataques – em nome da democracia – perpetrados pelos senhores candidatos e apoiantes. Pela minha parte, perdoem-me o desabafo, estou farto. Farto e enojado.

Aliás, ando a ficar farto e enojado, não só com esta campanha, mas com tudo relacionado com os senhores que, perdoem-me o desabafo, dizem fazer política: Insultam-se em todo o lado; insultam-nos – com as suas atitudes – a toda a hora; chamam-nos burros, continuamente. Vejam o canal do Parlamento. Sigam as discussões (?) nos plenários e nas comissões. Falam de tudo, dedicam-se a tudo, menos à nobre arte de fazer política. Não é só com a não eleição do Provedor de Justiça, é com tudo e mais alguma coisa. E o nobre povo, da nação valente e imortal, assiste, triste e defraudado, a todas estas atitudes.

Mas voltando às eleições – europeias e não só – soa tudo a falso. Perdoem-me o desabafo, mas até na composição das listas, nomeadamente com a paridade, gozam connosco. Aprovaram uma Lei, que não tem pés nem cabeça e apressar-se-ão, no dia seguinte às votações a, inteligentemente, fazerem tábua rasa, da dita cuja paridade.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.