![]() |
Foto: RFX adaptada |
Vi na passada semana, no Diário da República, o Despacho 4374/2022, onde o MAI designou "como técnico especialista deste Gabinete o mestre João Manuel Fernandes da Silva Ribeiro para exercer funções na sua área de especialidade."
Um Blog de António Joaquim Oliveira, descendente de Francisco de Oliveira, o primeiro Vilas das Taipas.
![]() |
Foto: RFX adaptada |
Vi na passada semana, no Diário da República, o Despacho 4374/2022, onde o MAI designou "como técnico especialista deste Gabinete o mestre João Manuel Fernandes da Silva Ribeiro para exercer funções na sua área de especialidade."
Há mais de cinquenta anos que fiz parte do compasso pela primeira e única vez. Tenho poucas lembranças. Sei que começamos perto "do Pinto Lisboa", que almoçamos na Casa quase a estrear do Dr. Augusto Dias e do Reitor, a impor o ritmo, que as casas eram muitas.
Numa das primeiras casas - e disso lembro-me bem - o patrão da mesma presenteou-nos com carne cozida e broa que, àquela hora da madrugada, foi que nem caldo.
Tudo isto para dizer que quem repartia o presigo era o S' Manuel Servo. Homem bom que estávamos habituados a ver na Igreja e, algumas vezes, a dormitar na sacristia. De baixa estatura, estava ali, para quem era rato de sacristia, um grande homem, que não deixava ninguém colocar o pé em ramo verde. Nos funerais, quando nos debatíamos para "levar a opa" a voz do S' Manel era respeitada.
Aos 95 anos o S' Manuel deixou-nos. Vai amanhã pelas 18H00 para o local onde, com a cruz ao alto, acompanhou tanta gente. E eu, lá estarei. Para me despedir dum homem de tamanho pequeno, que nunca precisou de se colocar em bicos de pés, para ser visto. Paz à sua alma.
Um poema da senhora D. Sophia de Mello Breyner Andresen eternizado, para o povo do meu tempo, pela voz e viola de Francisco Fanhais (padre), a "Cantata da Paz" versava:
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar. (...) Relatórios da fome, (...) O caminho da injustiça. (...) A linguagem do terror. (...) Vergonha de nós todos.
Dos povos destruídos Dos povos destroçados Nada pode apagar.
Ouvíamos estes versos dedicados à Guerra no Vietname e em África, poema escrito para uma vigília na famosa Capela do Rato.
Precisei de me inteirar sobre um assunto de há vários anos. Como tenho as compilações do RFX fui procurar e, no final do ano de 1995, sim mil novecentos noventa e cinco, vi algo que já tem 25, sim vinte e cinco, anos.
Aliás, o Hotel ainda não arrancou precisamente porque a Junta de Freguesia levantou algumas questões importantes ao projecto nessa altura. Não estou de acordo com a reconstrução do Hotel nos moldes que está projetada. Um hotel de setenta quartos não tem cabimento. Representa um investimento na casa dos quinhentos mil contos e não vejo em nenhuma área termal fazerem-se investimentos dessa ordem.
(...) Pensamos que o ideal seria algo mais pequeno(...). Com muito menos dinheiro pode-se criar no edifício actual, uma zona com trinta quartos, e talvez com menos salas do que este projeto.
Na possibilidade de querem ler a entrevista, ver Jornal RFX, passe a publicidade, de 1995.
E eu vou andando por aí, expectante, se alguém tirará a razão ao segundo filho do senhor Doutor dos Banhos