09 março 2013

331 - Março de 1922, 1949 e 2013.



Março de 1922. Março de 1949. Março de 2013.

Nascimento, fixação nas Caldas das Taipas e 91 anos após o nascimento. O dia 9 de Fevereiro de 2013, não é data que queira memorizar.
Guardo as suas qualidades, as suas convicções, a sua entrega. O seu gosto de viver e a sua presença nas minhas horas de ansiedade e sofrimento. E nas minhas horas felizes como a que a fotografia documenta.
Guardo na minha memória a penúltima vez que estivemos juntos, quando o fui buscar a casa para o acompanhar a uma assembleia geral das suas Termas e da última, em 24 de Dezembro, quando o visitei rodeado de alguns elementos do seu Estado-Maior.

Várias vezes, conversando, tive oportunidade de colher alguns dos seus ensinamentos de vida. E também ouvir algumas reprimendas, nomeadamente quanto aos meus anseios para a toponímia Taipense.

Pai e marido dedicado, plenamente correspondido, tinha na Família a sua grande alegria e orgulho. Nas nossas poucas conversas nunca se queixou de nada, mas notava-se a tristeza nos olhos - e tê-la-ia no coração - por algumas injustiças de que a Família foi alvo.

E eu vou andando por aí . . .


2 comentários:

Anónimo disse...

SENHOR DOUTOR AUGUSTO MEU AMIGO !

Li agora o comentário do meu irmão Quim e não posso ficar calada.
O Senhor Doutor era, é, e continuará a ser um grande AMIGO nosso, aliás como toda a Família Dias de Castro e de um modo muito especial a Senhora Dona Maria Adelaide, a quem ainda não tive a coragem de visitar desde que o Senhor Doutor partiu.
Desde essa altura que me fartei de pensar que hoje já não lhe podia telefonar a dar os parabéns como gostava de fazer todos os anos neste dia 10 de Março.
Costume dizer muitas e muitas vezes, que o Senhores são nossos amigos desde 1949,( há 64 anos) altura em que vieram viver para as Termas e os meus Pais viviam no Hotel, por isso eramos os vizinhos mais próximos.
Tenho imensas recordações de alguns momentos que tive o previlégio de passar com o Senhor Doutor, que poderia aqui dizer,
mas não o vou fazer, porque teria "pano para mangas"...
Mas não resisto a contar uma coisa que me lembro desde muito pequenina. Quando algum de nós estava doente e o Senhor Doutor ia lá a casa, dava a consulta, medicava e não levava dinheiro (isto nem era preciso dizer),se fosse perto da hora de almoço ou jantar, e que a Mãe estivesse a cozinhar, o Senhor Doutor dizia :
- Cheira bem D. Sara!
E sem cerimónia levantava o testo do tacho para ver o cozinhado, isto só se faz em casa de amigos.
Também não me esqueço da última vez que o visitei, não há muito tempo, já bastante debilitado, em que disse várias vezes :
- Oh! Laide não mandas fazer o lanche para a "Lelé" ?
Nome pelo qual me tratava carinhosamente.
Vou mesmo terminar, agradecendo do fundo do coração a amizade que sempre nos dispensou . Lelé

Anónimo disse...

Muto obrigado aos manos pelas palavras elogiosas com que enalteceram a memória do meu Pai
Espero poder contar sempre com a vossa amizade
Abraço
Mário Dias