19 julho 2009

125 - Os outros é que devem cumprir

Não morro de amores pela embaixadora e deputada ao parlamento europeu Ana Gomes. Aliás sou crítico da sua atitude, que considero agressiva e até lesiva do interesse nacional, relativamente à teimosia sobre os voos da CIA.

Mas não posso deixar de lhe dar razão no texto publicado no blogue Causa-Nossa. Para quem não quiser ler o texto todo, deixo aqui o ponto dois:

2. Estou exactamente na mesma situação em que estava o Deputado Manuel Alegre quando se candidatou à Presidência da República: a exercer um mandato parlamentar. Ele, então, não se demitiu do cargo de deputado para ser candidato presidencial. Não tendo sido eleito PR, ele continuou a exercer funções parlamentares, até hoje.Responda, Sr. Carreira, ao menos para os seus botões: o que dá então autoridade política e ética ao Deputado Manuel Alegre para me vir agora interpelar?

17 julho 2009

124 - Assembleia de freguesia





Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim.


Fonte: Chico Buarque de Holanda


E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

10 julho 2009

123 - Bodas de Ouro.

Pela minha irmã mais nova – pessoa geralmente bem informado nestes assuntos – tive conhecimento das Bodas de Ouro que se vão celebrar este fim-de-semana. Alegro-me com o facto, pois, além do mais, parece-me conhecer desde sempre estes dois sacerdotes.

O Padre Machado, dos meus tempos de Escola Comercial e dele no Egas Moniz. Depois na década de setenta, no Porto, na compra das taças para as provas de perícia do GAAT/CART. A seguir pela colaboração ao Reitor Joaquim de Sousa e, finalmente, nos Bombeiros.

O Padre Arnaldo, comecei a ouvir falar dele lá em casa, na década de sessenta, por causa da passagem dos meus irmãos por Angola. Em 1975, encontrei-o como capelão Militar no RIP e de há uns anos a esta parte, tenho grato prazer de ver amiúde o nosso Major, pelas Taipas.

Duas personalidades diferentes? Possivelmente. Duas maneiras de atingir o mesmo ideal? Certamente. Mas dois homens dedicados a uma causa, em que acreditam, durante 50 anos é efectivamente uma data assinalável e motivo de regozijo, não só para eles, mas para todos os que os rodeiam.

Dos dois guardo o prazer da reciprocidade ao meu cumprimento, quando nos cruzamos. Porque no próximo Domingo não nos veremos, deixo daqui, a ambos, testemunho do meu apreço pela comemoração das Bodas de Ouro e um grande obrigado, pela favor da deferência com que me tratam.

03 julho 2009

122 - Eleições.



Ufa, posso respirar de alívio. Por volta das três horas da tarde e em Famalicão, exerci a minha OBRIGAÇÃO de votar a bem do País.

No carro onde me desloquei, iam 40 votos. Os meus 20, foram direitinhos para o homem que nos últimos anos, criou condições para a nação levantar a cabeça.

Criou as bases para se sonhar com vitóras. Se elas não vierem, vai ser um "ai Jesus".

Tenhamos confiança.

12 junho 2009

121 - Eleições: Ninguém pode faltar


As primeiras eleições deste ano já se realizaram, mas outras se lhe seguirão. Se no passado dia 7 os portugueses escolheram preferencialmente a abstenção, para seu representante no parlamento europeu, alheando-se das mesmas, agora não o deverão fazer, pois serão bem mais importantes para o país e para o bem-estar dos portugueses.

Todos aqueles que têm direito a voto, terão de escolher os seus preferidos. Para alguns não será tarefa fácil, para outros será ainda um dilema.

No entanto, quando está em causa o futuro do país, temos de votar conscientemente, naqueles que nos podem içar a patamares mais altos.

É por isso que, no próximo acto eleitoral, ninguém pode faltar a bem do país e da Nação


05 junho 2009

120 – Campanhas?! Perdoem-me o desabafo.


Parece que entramos nas últimas horas, dedicadas à campanha eleitoral, para as eleições europeias. Perdoem-me o desabafo: já não era sem tempo.

É óbvio que nem todos os meus concidadãos pensam o mesmo. Aliás, alguns/muitos/quase todos/todos, vibrarão com este frenesim da campanha e delirarão com os ataques e contra ataques – em nome da democracia – perpetrados pelos senhores candidatos e apoiantes. Pela minha parte, perdoem-me o desabafo, estou farto. Farto e enojado.

Aliás, ando a ficar farto e enojado, não só com esta campanha, mas com tudo relacionado com os senhores que, perdoem-me o desabafo, dizem fazer política: Insultam-se em todo o lado; insultam-nos – com as suas atitudes – a toda a hora; chamam-nos burros, continuamente. Vejam o canal do Parlamento. Sigam as discussões (?) nos plenários e nas comissões. Falam de tudo, dedicam-se a tudo, menos à nobre arte de fazer política. Não é só com a não eleição do Provedor de Justiça, é com tudo e mais alguma coisa. E o nobre povo, da nação valente e imortal, assiste, triste e defraudado, a todas estas atitudes.

Mas voltando às eleições – europeias e não só – soa tudo a falso. Perdoem-me o desabafo, mas até na composição das listas, nomeadamente com a paridade, gozam connosco. Aprovaram uma Lei, que não tem pés nem cabeça e apressar-se-ão, no dia seguinte às votações a, inteligentemente, fazerem tábua rasa, da dita cuja paridade.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

25 maio 2009

119 - Não se pode sair de casa

Por razões que não vem ao caso, tive de me ausentar desde o final do dia de quarta-feira, até Domingo. Numa terra onde dizemos que nada se passa, de repente, pelas notícias a que hoje tive acesso, passaram-se imensas coisas:

O PSD realizou uma sessão de esclarecimento;

O Clube de Ténis comemorou quinze anos de existência;

O II Forúm de saúde fez rastreios à população;

O PSD de Guimarães considera-se esclarecido sobre quem recebeu quem;

São notícias com títulos do jornal da nossa terra. Porém no desenvolvimento da notícia em título, sobre o PSD se considerar esclarecido e no último parágrafo, diz o meu amigo Paulo Sousa, que "... foi aprovada (...) a proposta de doação ao Centro Social (...) de um terreno, (...) para a edificação de um lar de idosos. Igualmente (...) a proposta de viabilização do contrato de comodato que permite à Taipas-Turitermas obter o título de entidade proprietária (...) dos Banhos Velhos. Esta titularidade será necessária para (...) um processo de candidatura ao QREN, com vista à transformação daquele edifício num museu de instrumentos e técnicas relacionadas com a medicina termal."

Como já o disse/escrevi várias vezes, estou-me borrifando se é o Ricardo Costa, o Centro Social ou a junta, que vão construir o Lar de Idosos. Porém, com esta doação, estará meio caminho andado. Também a Turitermas ao conseguir apresentar mais uma candidatura ao QREN, é facto de assinalar.

Como disse ao iniciar este botar postas de pescada, aconteceram muitas coisas em tão pouco tempo. Às tantas, até a junta já fez a sua reunião pública mensal, só que ninguém noticiou.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

23 abril 2009

118 - Idosos são o que está a dar.


A moda é os idosos. A terceira idade, os mais sábios, os mais usados, são algumas das afirmações que servem para designar aqueles que – presume-se - já deram o seu contributo para a sociedade e agora precisam de gozar o resto da vida, com um determinado estatuto: o da idade.

Cabelos brancos, ar grave, andar pausado e aspecto austero, são algumas das atribuições que poderemos dar àqueles que nos precedem nesta caminhada inexorável do tempo.

Porque já há muitos blogues a filosofar, vou parar por aqui. E volto ao princípio do texto: “… os mais sábios, os mais usados…”.

O candidato do PS às próximas eleições, tal como o candidato do PSD às anteriores, colocaram placards na Vila a prometer um Lar de idosos. No campeonato anterior aceitamos o anúncio do candidato do PSD como uma promessa e – como diz o povo – de promessas está o mundo cheio. Agora, aliado à promessa no referido cartaz, o candidato do PS faz a descrição de pormenores sobre a sua passagem a facto consumado, passando o limiar da promessa.

Gostaria que Ricardo Costa dissesse, que todos estes movimentos para a construção do Lar, são para continuar ganhe ele ou não as eleições. Depreendo isso do que leio no seu blogue , mas não está escrito preto no branco.

Ontem ao passar na sede da junta, deparo com um facto novo. Um Edital a convocar uma assembleia extraordinária, com um ponto único que considero muito vago e confuso, mas que é qualquer coisa relacionada com uma autorização à freguesia ""… para promover o edifício conhecido como de “Pensão Vilas” a funcionar como Lar de Idosos…”".

Porque já há muitos blogues a filosofar, vou parar por aqui. E volto ao princípio do texto: “… os mais sábios, os mais usados…”.

Esperemos que os idosos, a terceira idade, os mais sábios, não sejam usados e que um, dois ou mais Lares sejam construídos, promovidos pelo candidato do PS e pela junta, órgão autárquico e com responsabilidades que, como tal, não faz promessas eleitorais.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Foto: Google.

20 março 2009

117 - A República

Temos assistido – quem quer – a alguns episódios, nestes tempos mais recentes, que em rigorosamente nada abonam a nossa democracia.

Desde às denúncias de coisas feias, até aos insultos dos senhores deputados na assembleia da República, passando pelas constantes intervenções públicas, onde a palavra EXIJO é o pão nosso de cada dia, de tudo, lemos, ouvimos e lemos.

Sinto-me defraudado e por vezes revoltado, com a desfaçatez de algumas pessoas que pensam, ao ocupar determinado lugar, que tudo lhes é permitido, ao invés de lhes dar maior responsabilidade na sua conduta.

O episódio dos senhores deputados, onde um manda o outro para aquele lado e o desafia lá pra fora, é o bater no fundo, da casa que deveria ser de exemplo de democracia.

Até quando seremos obrigados a assistir a estas palhaçadas, perante o olhar complacente dos líderes que não viram, nem ouviram? Será que os membros daquela casa, pensam que o povo não vê o seu comportamento?

Com exemplos destes . . .
Vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

05 março 2009

116 - Os prós e os contras

Saiu o Reflexo n.º 153, de Março de 2009. Recebi-o em casa e, como de costume, passei-lhe os olhos na vertical. Costumo deixar para segundas núpcias, a leitura mais atenta.

Deparou-se-me a capa, com destaque para a ex-presidente da junta de freguesia de Sande S. Clemente e futura ex-Conservadora do Paço dos Duques de Bragança.

Seguiam-se-lhe, em primeira página ainda, destaques para freguesias, política, Taipas e desporto. A terminar, como habitualmente, a menina da Soprolar. Passo à segunda página e salta-me à vista, sorridente, o Manel Piteco.

Na página 7, paro a ler o meu textozito, como se não o conhecesse, delicio-me com o polvo assado na brasa, que cada vez se mastiga melhor, passo os olhos pelo que escreve o meu afilhado e leio, em profundidade, o artigo de opinião de Cândido Capela Dias.

Quando da primeira candidatura de Capela Dias escrevi – penso que no Reflexo - que a CDU tinha mostrado respeito pelas Taipas, ao propor como cabeça de lista, um ex-deputado da assembleia da República, ex-Vereador e deputado municipal.

O que achava na altura, continuo a achar. Embora isto possa “aborrecer” algumas pessoas, acho que Capela Dias, apesar de eu não ter votado na sua lista, foi uma mais valia para as Taipas.

Do texto, realço a palermice que muitos aplaudem: No relacionamento Taipas/Sede do concelho e pelo lado das Taipas, ou se está de cócoras ou abertamente contra.

Estas duas posições antagónicas e igualmente estúpidas, só prejudicam as Taipas.

Entretanto vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

25 fevereiro 2009

115 - As colunas de opinião


Conclusão
Em conclusão desta pequena volta pelas duas últimas crónicas do Reflexo, penso que podemos afirmar que o presidente da assembleia da nossa freguesia, demonstra sem qualquer dificuldade dois pesos e duas medidas, nas análises que fez e nas atitudes que tomou e toma, no papel de presidente da assembleia.

Exigente para com Carlos Remísio de Castro, agora, no actual mandato, é complacente para com algumas atitudes menos correctas, do actual executivo. Sendo dever da assembleia “…acompanhar e fiscalizar a actividade da junta…” estas omissões são um desrespeito à Lei.

Quando da minha efémera passagem pela Ribeira, onde troquei pontapés na bola, na Poça e nas Carvalhas, com seus irmãos António e João, ainda o Dr. Ribeiro era demasiado novo, para ser escolhido para as equipas. Penso – embora possa estar errado - que os primeiros contactos com o Dr. Ribeiro - aliás uma contestação às eleições na Banda de Música – seriam nas colunas do Reflexo. Também assisti ao lançamento da Associação dos Benfeitores das Taipas, onde ele era presidente da Assembleia-geral. Participamos na constituição do Clube de Ténis das Taipas e, posteriormente, cruzei-me com ele em uma ou duas assembleias do CART. Já no Sporting Clube Taipense, como eu não era associado, nunca nos cruzamos.

Por esta demonstração, pode ver-se que nada me move contra Manuel Ribeiro. Todavia sendo eu, no mínimo, tão Taipense como o colunista, não posso ficar indiferente ao ler as suas afirmações e manter-me calado. Até porque pessoas menos avisadas, podem pensar que o pensamento do Dr. Manuel Ribeiro está correcto e que nós, Caldas das Taipas, somos apenas uns desgraçados e umas vítimas da prepotência Vimaranense.

Não, também recebemos coisas boas e não é só nos outros, que está o problema.

Entretanto vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

19 fevereiro 2009

114 - As colunas de opinião

Parte III

.../.. Continuação

O autor faz algumas afirmações que podem ser, no mínimo, objecto de discordância. Quando aponta o facto, da câmara apoiar com igual montante todas as freguesias, o que lhe causa tanta indignação, possivelmente para os habitantes das outras freguesias será uma medida ajustada.

Quanto à dita campanha para “…amordaçar a AUTONOMIA…” não posso deixar de retirar do texto um dos exemplos desse amordaçamento: “No passado foi o CART com uma intervenção desavergonhada da Câmara de Guimarães”. Sincera e conscientemente, não sei qual terá sido a intervenção desavergonhada da câmara no CART.

Já quanto a alguns autores que “só neles pensam: nos seus empregos, nos seus amigos, na sua família, no seu partido.”, aí já entendemos onde o Dr. Manuel Ribeiro quererá chegar. Aliás, conheço mesmo outros casos - que o Dr. Ribeiro conhece até muito melhor que eu, embora não fale neles, mas isso . . .

Também discordo completamente, quando diz que “A Junta de Freguesia tem-se comportado na defesa incondicional dos interesses das Taipas;…”. Na minha opinião a junta de freguesia tem privilegiado neste seu mandato, o ataque cerrado à câmara de Guimarães, esquecendo as suas promessas eleitorais e para muitas das quais, dizia, não precisar da câmara para nada.

Aliás, esta junta, tem demonstrado mesmo, sobranceria e desrespeito para com os eleitores, nomeadamente não realizando assiduamente as reuniões públicas de junta, como é seu dever e não facultando atempadamente aos membros da assembleia – conforme estes se vêm queixando – os documentos de análise à sua gestão.

Isto o Dr. Manuel Ribeiro, como presidente do Órgão fiscalizador da junta, não comenta nem se apoquenta, em contra ciclo com o mandato anterior, onde muito se preocupava – e bem - com as questões legais.

Mas neste capítulo, apesar da sua responsabilidade ser evidente, pelo cargo que ocupa, não é apenas o Dr. Ribeiro que me espanta com a sua atitude, mas outros bem mais reivindicativos nos mandatos anteriores, que agora parece tudo lhes passar ao lado.

Foto: Arquivo pessoal.

…/.. (Continua)

11 fevereiro 2009

113 - As colunas de opinião

Parte II

.../.. Continuação

Utilizar a coluna do Reflexo para fazer política, será um direito que lhe assiste, até porque reconheço, que no partido do poder, é entre Manuel Ribeiro e Armando Marques, que serão combinadas e concertadas, as formas de levar avante a estratégia do partido nas Taipas.

Poderíamos até e utilizando termos futebolísticos, dizer que os dois são os organizadores de jogo, os homens do meio campo. Têm um ou dois pontas de lança, que chutam a bola conforme lhes servem os argumentos e uma retaguarda ou defesa, que fica à espera dos estragos, que eventualmente são causados pelos pontas de lança e resolvem as coisas, de maneira a não causar mossa, aos homens de meio campo.

Nas assembleias de freguesia, Manuel Ribeiro domina o andamento dos trabalhos e faz as intervenções de fundo ou, se quisermos, mais políticas, deixando para os outros membros do órgão, praticamente a parte destinada às votações.

Armando Marques, assume as despesas do órgão executivo na Assembleia e mesmo fora dela, nos casos mais mediáticos, como mais recentemente ao ser instrutor do processo disciplinar à chefe de secretaria.

Sendo esta a minha ideia/opinião, não deveria estranhar as intervenções políticas de Manuel Ribeiro, na coluna do Reflexo. E realmente não estranho. Contesto – e nisso a estratégia deste e de Armando Marques, já divergem – é a forma como ataca o que, no seu entender estará mal e fazendo afirmações que baralham o leitor, como escrever que a campanha para amordaçar a autonomia já teria começado: “No passado foi o CART com uma intervenção desavergonhada da Câmara de Guimarães”.

…/.. (continua)

07 fevereiro 2009

112 - As colunas de opinião

Parte I

O advogado Manuel Ribeiro, tem no jornal da nossa vila, uma coluna de opinião onde escreve mensalmente.

Não fora o Dr. Manuel Ribeiro, o eleito entre os seus pares, para presidente da Assembleia da nossa Freguesia, possivelmente não lhe levaríamos a sério, a série de discursos, que vem passando ao papel, no referido jornal.
Fazendo jus da sua profissão - que lhe implica uma verve forte - utiliza palavras e faz afirmações que, no meu entender, são impróprias para quem pode ser conotado com a função que exerce na freguesia.

Já no Reflexo de Janeiro e sob o sugestivo título “Das Taipas contra as Taipas”, Manuel Ribeiro verte a sua “admiração” por Guimarães e por aqueles que, nas Taipas, ousam olhar candidamente para a mesma. Argumenta mesmo, no final da sua crónica, o crime cometido pela Câmara, que “…apoia, com igual montante, as festas da Vila das Taipas como as que se realizam em qualquer freguesia do concelho. Nem mais nem menos.” A terminar, doutamente, determina que “É tempo de dizer que, nas Taipas, ou se está pelas Taipas ou contra as Taipas.”

No jornal de Fevereiro, sob o título “Autonomia Consciente”, continua a demonstrar uma aversão a Guimarães – não sei se à cidade, se ao concelho, se a ambas – dispara em direcção a este nome “Guimarães”, como sendo ele a malefício de tudo o que acontece, a quem gravita em volta do mesmo.
Dá-se mesmo ao direito de advogar que existe uma “…campanha para amordaçar a AUTONOMIA conquistada…”.

…/.. (continua)

19 janeiro 2009

111 - Os cortes orçamentais, mas não só.

Parte IV

.../.. Continuação
E então que dizer do mandato actual? A maioria absoluta do PSD, na campanha e nos primeiros tempos do mandato, usou e abusou da táctica de guerrilha.

Sabemos que nos dois a três primeiros anos, pouco ou nada se faz, para na segunda metade – leia-se mais perto de novo acto eleitoral - se mostrar serviço e acreditar que é pelo mais recente que se analisa o mandato completo.

Mas para já poderemos adiantar que este é o pior dos últimos mandatos, a nível de investimento nas Caldas das Taipas.

Uns culpam a Junta outros a Câmara. Uns dizem que a Câmara tem obrigação de dar e que a Junta deve exigir e reivindicar.
Outros que a Câmara tem de dar com equidade e que as juntas devem contentar-se com o que recebem. Infelizmente, nas campanhas eleitorais, vem sendo habitual os partidos prometerem o que não podem cumprir. Sem o mínimo de cuidado, até prometem fazer filhos em mulher alheia. Parecendo desconhecer que se têm de cingir aos benefícios da Lei das autarquias, prometem mundos e fundos, a contar que o poder Central ou Local, lhes dê o que eles próprios prometeram, sem saber se seria exequível ou não.

E então é assistir em fugas para a frente, culpando tudo e todos dos males que a todos acontecem. Pedra de um lado e calhau de outro, prejudica-se toda uma população, que se vê privada de investimento.


Mas a mim o que mais me incomoda, no meio de tudo isto, é a prepotência e arrogância de alguns eleitos. Já o escrevi várias vezes: Os eleitos devem agradecer-nos por os colocarmos no poder e não fazerem aquela cara de vítima, como se estivessem lá por sacrifício e não por prazer – para não dizer outra coisa.

Fotos: Arquivo pessoal.

.../.. Conclusão

11 janeiro 2009

110 - Os cortes orçamentais, mas não só.

Parte III:
.../.. continuação

Em contraponto, outros defendem o endeusamento daqueles que, pelo mandato que lhes é conferido, fazem algo pelas populações. Temos de ter presente que é uma obrigação dos eleitos, zelar pelos eleitores (repare-se que eu escrevo “eleitores” e não “seus eleitores”).
E então, tentam passar a mensagem de António Magalhães, como o grande patrocinador do desenvolvimento taipense e Carlos Remísio de Castro, como um lutador e um defensor dos interesses da Vila, um negociador nato e discreto, nos corredores do poder.

Quem conhece as Taipas desde sempre, ou nos seus últimos trinta anos, não pode ser honesto, se afirmar que nas Taipas nada se fez.
É perfeitamente aceite e razoável, que mais coisas poderiam ser feitas, mas, daí até se dizer que nada foi feito, vai uma grande distância, para não dizer, desonestidade.
Poderemos não gostar de António Magalhães ou da sua maneira de actuar e poderemos contestar a política de Carlos Remísio de Castro e até dizer que nos seus mandatos, foi demasiado benévolo com o poder municipal. Agora só quem quer ser cego, pode afirmar que não vê qualquer obra nos seus mandatos.

Foto: Reflexo Digital.

.../.. (continua).

05 janeiro 2009

109 - Os cortes orçamentais, mas não só.

Parte II:
.../.. continuação

Mas vamos ao que interessa:

Renegar o passado político dos que nos antecederam, não será um corte com o passado, mas sim um corte na nossa identidade colectiva.
Será que nós somos os maiores – os “special one” – e todos os outros não são/foram nada?

É prática corrente, malhar nos que nos antecederam. Para a maioria, é mais importante dizer o que os outros não fizeram ou – na nossa óptica - fizeram mal, do que dizer o que nós fizemos ou pretendemos fazer.
Na internet, leio comentários que me deixam espantado e aterrorizado. Por vezes, mesmo muitas vezes, penso que ou eu não vivo nas Taipas ou alguns comentadores andaram a dormir estes últimos trinta anos.

Nesses comentários, é prática comum apelidar António Magalhães, como o causador de tudo e mais alguma coisa que, de mau, acontece às Taipas.
Carlos Remísio de Castro, foi o maior entrave ao desenvolvimento da freguesia, tal como, antes dele, o haviam sido Costa e Silva, Domingos Sousa, Porfírio Martinho, Domingos Maia e Mário Dias, para não falar de José Oliveira.

.../.. continua
Foto: Google

30 dezembro 2008

108 - Os cortes orçamentais, mas não só.

Parte I:

Porque o Dezembro tem apenas trinta e um dias, o ano está a acabar. Acabado o 2008, todos esperam o seguinte, uns com um pessimismo exacerbado – pois o partido assim manda – outros com um exacerbado optimismo – pois o partido assim manda – e outros expectantes – pois não têm partido para lhes dar ordens.

Incluo-me, gostosamente, no lote dos últimos que, não me custa acreditar se assim mo disseram, será a maioria. Expectante que, apesar dos evidentes sintomas em contrário, o 2009 não seja tão difícil como o querem prever.

Neste corte com o ano velho e os braços abertos ao novo ano, fazem lembrar-me, os agora na moda, cortes com o passado.
Vamos inovar, vamos despertar, vamos mudar, vamos ser diferentes. Uma panóplia de afirmações, frases ou adjectivos, usados por todos os que querem dizer que tudo no e do passado é mau.

Não comungo minimamente com essas ideias. O passado não é mau, é apenas passado. Renegar o passado, será renegar os nossos avós, os nossos pais e os nossos amigos que, de uma forma ou de outra, são do passado. Ora, esta negação, é algo a que me recuso terminantemente.

.../.. Continua
Foto: Google.

23 dezembro 2008

107 - Bom Natal


Morte prematura do justo e longa vida do ímpio

O justo, ainda que morra prematuramente, terá repouso.
A velhice respeitável não consiste numa vida longa, nem se mede pelo número de anos. Para o homem, o valor dos cabelos brancos está na prudência e a verdadeira longevidade é a vida sem mancha.
O justo agradou a Deus e foi por ele amado; e, porque vivia no meio dos pecadores, foi por Ele levado deste mundo. Foi arrebatado para que a malícia não lhe mudasse os sentimentos e a astúcia não lhe seduzisse a alma. Porque a fascinação do mal obscurece o bem e a vertigem das paixões perverte uma mente sem maldade.
Chegado à perfeição em pouco tempo, o justo completou uma longa carreira. A sua vida era agradável ao Senhor, por isso Ele se apressou em tirá-lo do meio do mal.
Os povos viram, mas não compreenderam, nem reflectiram neste facto: a graça e a misericórdia de Deus são para os seus eleitos, a protecção de Deus é para os seus Santos.
O justo que morre condena os ímpios que sobrevivem; e o jovem, que em pouco tempo chega à perfeição, condena a longa vida do pecador.

Livro da Sabedoria – I A sabedoria e o destino do homem.

05 dezembro 2008

106 - Começou a campanha?







Ricardo Costa, jovem bancário das Taipas, assumiu-se como candidato às próximas eleições autárquicas.

De momento é o único candidato conhecido. Já colocou um placard no centro da Vila, de grandes proporções, metendo num bolso, em tamanho e mensagem, qualquer placard das eleições anteriores.

Diz Paulo Sousa na sua semanada, que “…tanta grandiosidade continua órfã daquilo que realmente interessa, que são algumas ideias programáticas de partida com as quais se pretendem colmatar as “necessidades prementes” de que fala Ricardo Costa.”

Não conheço o Ricardo “desde sempre” pois não é da minha geração, mas nos contactos que temos mantido, há alguns anos a esta parte, quer de amizade quer profissionais, parece-me uma pessoa interessada, metódica e que sabe o que quer.

Obviamente, a candidatura do Ricardo, terá mais trunfos que a anterior do PS. Para mim há dois fundamentais:
Enquanto que Zé Luís foi “empurrado” a cerca de quatro meses das eleições, Ricardo aceita avançar a mais de um ano das mesmas;
Enquanto que a candidatura do Zé Luís tinha o desgaste do poder do Partido Socialista nas Taipas, Ricardo tem a seu favor as promessas não cumpridas, do actual mandato Social-democrata.

Estamos na partida e enquanto não obtivermos o programa do Ricardo e dos outros e enquanto não conhecermos os elementos das listas, não se podem emitir grandes opiniões. No entanto, sejam quem for os outros candidatos, o Ricardo será um nome a ter em conta. De momento está a mostrar uma grande capacidade de mobilização e uma dinâmica, a que não estávamos habituados.

No entanto estamos nas Taipas. Ainda um dia destes, um amigo me deixou estupefacto, mas é capaz de ter razão, porque nós por cá, medimos as capacidades de uma maneira esquisita. Dizia-me ele que “… se o Toni Carreira não vier ao S. Pedro, o Ricardo ganha.”
A colher, esta observação, então a teoria de que "o povo o que quer é festas", estará a funcionar.

Entretanto vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
FotoS: RFX e arquivo pessoal.

21 novembro 2008

105 - Acabou a porcaria?


No passado dia 5, publicava três fotografias neste blogue e questionava-me se uma imagem valeria mais que mil palavras.
Aquele aparato nojento eram as águas da conduta, que seria suposto “desaguar” na estação de tratamento. Todavia estavam a fazê-lo, pelo menos a partir do dia 2 de Novembro, debaixo da nossa ponte.

Ontem de manhã ao passar para o trabalho, vi um camião estranho junto à ponte. Hoje – e porque sou um cidadão interessado e não porque me “dão informações" – parei e fui ver o local. Tampa no sítio e os esgotos seguiam em direcção à estação de tratamento.

Problema resolvido portanto. O atentado ambiental, neste local, estava reparado. Que outros não surjam, pelo menos a montante da ponte. A jusante, demorará o seu tempo.

Ah e para que conste, não estou minimamente preocupado se foi por pedido da junta ou cunha do Ricardo Costa.

"penúltimo parágrafo modificado às 15H00"

18 novembro 2008

104 - A guerra continua.

Em 12 de Abril de 2008, questionava-me se teríamos chegado
ao fim de uma guerra.

Infelizmente tal não aconteceu. A guerra continua entre o Governo na pessoa da Ministra da Educação e os Professores, na pessoa de Mário Nogueira.

Parece que estamos numa guerra entre duas pessoas, dois partidos, duas instituições e professores/política governamental.

Todavia todos os portugueses estão a ser envolvidos nesta guerra. Uns que estão contra, outros a favor e os que se abstêm.

Esta guerra está a prejudicar o país e a descredibilizar os beligerantes.

Não será tempo dos Professores e a política se entenderem e deixarem de prejudicar todos aqueles que, directamente, não estão implicados no assunto?

Ou será que teremos de ser nós a EXIGIR que eles se entendam? Sim, porque o país não é só Mário Nogueira e Ministra.

Entretanto vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

13 novembro 2008

103 - Convívio dos Netos do Avô Vilas


Pois é, pelo 16º Ano, foi possível reunir a família do filho mais novo do Avô Francisco.
Neste ano comemoramos os 98 anos de nascimento de nosso Pai, Avô e Bisavô.
É com muita alegria que, dezasseis anos após o seu falecimento, ainda nos reunimos em seu nome.
O meu obrigado a toda a Família, por mais esta manifestação de amizade e união.

06 novembro 2008

103 – O funcionamento dos órgãos autárquicos.

O cidadão comum, nos quais me incluo, não é parvo nem engole tudo aquilo que lhe querem impingir. Pode é – como acontece comigo muitas vezes – fazer de conta que não percebe. Mas quando o que nos querem fazer engolir é demasiado indigesto, temos de rejeitar a oferta que nos fazem.

Parte desta introdução, tem a ver com as actividades da freguesia. Hoje, na era da electrónica e das nets tudo é acessível, desde que as pessoas tenham a maçada de consultar os locais indicados.

É sobejamente conhecida de todos, a Lei que estabelece as competências e o regime jurídico dos órgãos das freguesias. Também me parece líquido, que os regulamentos ou regimentos, não podem contrariar a Lei, mas serão, eventualmente, um complemento da mesma.

A alguns cidadãos poderá parecer menos dignificante, que a Lei estabeleça, que compete à junta gerir, conservar e promover a limpeza de balneários, lavadouros e sanitários públicos e a reparação de chafarizes e fontanários – a Lei diz gerir e promover, não fazer.

A outros parece-lhes mal que, sendo a junta um órgão colegial – logo as suas decisões são por maioria - se faça representar nas sessões da assembleia pelo presidente, tendo os vogais o dever de assistir às mesmas, sendo-lhes apenas facultado intervir nos debates a solicitação do plenário ou com a anuência do presidente da junta – e, claro, na defesa da honra.

A mim causa-me alguma estranheza dizer na Lei, que os órgãos executivos colegiais têm de realizar, pelo menos, uma reunião pública mensal, às quais deve ser dada publicidade, com uma antecedência de, pelo menos, dois dias úteis sobre a data das mesmas. Sendo obrigatório uma reunião pública mensal e dar publicidade à mesma, parece-me que o legislador entendeu, que estas reuniões são do interesse dos cidadãos eleitores.
Assim sendo, não seria correcto fazê-las a horas que os eleitores pudessem assistir?

Entretanto vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Fotografia de: Roteiro Turístico das Taipas

05 novembro 2008

102 - Valerá?

Vale mais uma imagem do que mil palavras...

Caldas das Taipas, aos 5 de Novembro do ano de 2008.