
Um Blog de António Joaquim Oliveira, descendente de Francisco de Oliveira, o primeiro Vilas das Taipas.
08 setembro 2009
133 - Ainda a assembleia e o seu presidente

03 setembro 2009
132 - A assembleia e o seu presidente

Felizmente para mim, não tenho ódio de estimação a ninguém em particular. Há pessoas com quem simpatizo e outras que antipatizo mesmo. De permeio há aquelas que me são indiferentes e outras que assim, assim.
O Advogado Manuel Ribeiro, pessoa sobre quem já escrevi em tempos neste blogue, está no lote dos intermédios. Ao voltar a falar nele, pode pensar-se que – como diz o povo - não o topo nem com molho de tomate. Convém esclarecer que, tal facto, não é verdadeiro.
No entanto, há coisas no Dr. Manuel Ribeiro, das quais discordo em absoluto. Estou a referir-me concretamente ao que o mesmo pensa/escreve, sobre o relacionamento Guimarães – Taipas e ainda da forma como conduz/intervem nas assembleias de freguesia.
Lendo ontem o site da candidatura do Ricardo, fiquei com a sensação que o Dr. Ribeiro tinha descansado um pouco e não cumprido com eficiência, as suas funções de presidente da assembleia de freguesia. Ao ler hoje o Guimarães Digital a sensação passou a espanto. Diz lá, preto no branco, que “(…) Manuel Ribeiro não tem dúvidas que se trata de um documento que tem de ser facultado aos membros da Assembleia de Freguesia.”.
O presidente da assembleia de freguesia, órgão fiscalizador da actividade da junta, não tem dúvidas e a junta tem e não entrega??
Foto: Google.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
26 agosto 2009
131 - As seriedades e as parecenças

Faço parte dos portugueses que felizmente ainda podem gozar férias - embora cá dentro – pelo que, ando menos assiduamente pelas Taipas e nesta segunda metade de Agosto, apenas passo por lá, fugazmente, um a dois dias por semana.
Todavia como qualquer Taipense que se preze e que tenha acesso às novas tecnologias, não dispenso a consulta diária do nosso Reflexo Digital onde procuro - nele e nos blogues - colher notícias da terra.
Foi assim que soube quem eram as listas candidatas às eleições pela CDU (RFX Digital) e pelo PS (blogue). Exceptuando os cabeças de lista, para conhecer os restantes elementos das outras três forças concorrentes, tive de fazer uma deslocação rápida à Praça da Mumadona.
Surpresas nas constituições das Listas? Algumas. Desconhecimento dos candidatos? Alguns. Mas, como diz o repórter de exteriores do Tele Rural, não foi isso que me trouxe aqui. O que aqui me trás a partilhar com os meus leitores - se é que os tenho - é uma notícia do nosso RFX Digital e alguns comentários a essa mesma notícia.
Diz a notícia que a junta de freguesia “(…) vai disponibilizar transporte gratuito para os interessados em participar na sexta edição da “Azurara Beach Party”. Um dos “comentadores devidamente não identificado”, daqueles que tem sempre de criticar, permite-se fazer um comentário estúpido a esta iniciativa, o que me obrigou a fazer também um.
Mas se acho o comentário estúpido, por relacionar a notícia com algo que nada tem a ver, já o seu objecto – da notícia - me deixa algumas dúvidas. Porquê a junta resolver dar a música de Azurara? Estava no seu programa eleitoral? E porque não nos outros espectáculos? E porque não para os jogos dos clubes da terra? E porque não para isto e para aquilo? E – nos comentários - querer equiparar esta iniciativa aos passeios da terceira idade, é um absurdo de todo o tamanho.
Mas no meio desta palhaçada toda, algo me intriga ainda mais. Porquê a colocação de diversos cartazes pela vila, a anunciar a benesse? E porquê a publicidade ao evento, num sítio de uma juventude partidária, que nada deveria ter com o assunto?
Foto: JSD-TAIPAS.BLOGSPOT.COM
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
20 agosto 2009
130 - Os políticos são nossos amigos.

13 agosto 2009
129 - Os exemplos

(...) Pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo, os portugueses seguirão o exemplo com mais elevado sentido de justiça.
Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir.
Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos.
Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis.
Em momentos de crise económica, de abaixamento dos critérios morais no exercício de funções empresariais ou políticas, o bom exemplo pode ser a chave, não para as soluções milagrosas, mas para o esforço de recuperação do país.(...)
06 agosto 2009
128 - É tempo de dizer basta.

Porque não é pessoa de andar a nanar ou comer sono, soube que eu apoiei na campanha anterior a lista do Zé Luís e, ao contrário de outros, continuou a tratar-me da mesma forma.
No blogue do seu partido escreve um artigo, do qual retiro dois parágrafos:
“Basta de gabarolice inconsequente. É necessário servir as Taipas e não servir-se das Taipas para subir na carreira."
"Não se pode perder tempo com birras e bazófias. É tempo de dizer BASTA!"
Do Reflexo Digital, retiro um outro:
“Os Taipenses são gente orgulhosa da sua história e dos seus Antepassados que tem sido explorada por arrivistas sem conhecimentos, sem cultura política, que se serve dela para fins privados.”
Faço minhas – com o devido respeito – as palavras do sobrinho da senhora D. Marieta do senhor Camilo. Realmente é tempo de dizer basta. Concordo plenamente com estes parágrafos, embora tal não queira dizer que comungue dos mesmos meios. Mas o fim é o mesmo.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
30 julho 2009
127 - Eu resmungo, tu resmungas, ele faz

Indignava-se o Paulo Sousa no seu Dumas e d'Outras, sobre o pouco ou nenhum relevo que as televisões deram à apresentação da CEC 2012.
Todavia é conveniente deixar claro, que vem sendo hábito nesta santa terrinha criticarmos tudo e todos e nada fazer. Para alguns é melhor estar parado e impedir os outros de andar, que meter os pés ao caminho e deixar de lado as porvoíces saloias e os desmandos verbais e escritos.
27 julho 2009
126 - Farmácias Portuguesas - Ninguém o trata como nós.
Clicando nele aparece uma frase sugestiva: "Farmácias Portuguesas - Ninguém o trata como nós.
Depois de ouvir na televisão os insultos do presidente Cordeiro, ao primeiro ministro, fiquei sem perceber se a ANF trata como ninguém os utentes das farmácias ou o primeiro ministro.
Já o tenho escrito várias vezes, que as pessoas que ocupam cargos de relevância, deveriam ter cuidado com o que dizem.
Curiosamente no JN de ontem José Leite Pereira, num artigo de opinião, escreve sobre a intervenção do lobo vestido de cordeiro.
Com exemplos que nos chegam de muitos dos órgãos de soberania, das autarquias locais, de muitas instituições e de pessoas que deveriam ser respeitáveis e respeitadoras, como podemos esperar dos cidadãos, respeito e senso comum?
Foto: google
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
19 julho 2009
125 - Os outros é que devem cumprir
Não morro de amores pela embaixadora e deputada ao parlamento europeu Ana Gomes. Aliás sou crítico da sua atitude, que considero agressiva e até lesiva do interesse nacional, relativamente à teimosia sobre os voos da CIA.Mas não posso deixar de lhe dar razão no texto publicado no blogue Causa-Nossa. Para quem não quiser ler o texto todo, deixo aqui o ponto dois:
2. Estou exactamente na mesma situação em que estava o Deputado Manuel Alegre quando se candidatou à Presidência da República: a exercer um mandato parlamentar. Ele, então, não se demitiu do cargo de deputado para ser candidato presidencial. Não tendo sido eleito PR, ele continuou a exercer funções parlamentares, até hoje.Responda, Sr. Carreira, ao menos para os seus botões: o que dá então autoridade política e ética ao Deputado Manuel Alegre para me vir agora interpelar?
17 julho 2009
124 - Assembleia de freguesia

Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim.
10 julho 2009
123 - Bodas de Ouro.
O Padre Machado, dos meus tempos de Escola Comercial e dele no Egas Moniz. Depois na década de setenta, no Porto, na compra das taças para as provas de perícia do GAAT/CART. A seguir pela colaboração ao Reitor Joaquim de Sousa e, finalmente, nos Bombeiros.
O Padre Arnaldo, comecei a ouvir falar dele lá em casa, na década de sessenta, por causa da passagem dos meus irmãos por Angola. Em 1975, encontrei-o como capelão Militar no RIP e de há uns anos a esta parte, tenho grato prazer de ver amiúde o nosso Major, pelas Taipas.
Duas personalidades diferentes? Possivelmente. Duas maneiras de atingir o mesmo ideal? Certamente. Mas dois homens dedicados a uma causa, em que acreditam, durante 50 anos é efectivamente uma data assinalável e motivo de regozijo, não só para eles, mas para todos os que os rodeiam.
Dos dois guardo o prazer da reciprocidade ao meu cumprimento, quando nos cruzamos. Porque no próximo Domingo não nos veremos, deixo daqui, a ambos, testemunho do meu apreço pela comemoração das Bodas de Ouro e um grande obrigado, pela favor da deferência com que me tratam.
03 julho 2009
122 - Eleições.

Ufa, posso respirar de alívio. Por volta das três horas da tarde e em Famalicão, exerci a minha OBRIGAÇÃO de votar a bem do País.
No carro onde me desloquei, iam 40 votos. Os meus 20, foram direitinhos para o homem que nos últimos anos, criou condições para a nação levantar a cabeça.
Criou as bases para se sonhar com vitóras. Se elas não vierem, vai ser um "ai Jesus".
Tenhamos confiança.
12 junho 2009
121 - Eleições: Ninguém pode faltar

Todos aqueles que têm direito a voto, terão de escolher os seus preferidos. Para alguns não será tarefa fácil, para outros será ainda um dilema.
No entanto, quando está em causa o futuro do país, temos de votar conscientemente, naqueles que nos podem içar a patamares mais altos.
É por isso que, no próximo acto eleitoral, ninguém pode faltar a bem do país e da Nação
05 junho 2009
120 – Campanhas?! Perdoem-me o desabafo.

É óbvio que nem todos os meus concidadãos pensam o mesmo. Aliás, alguns/muitos/quase todos/todos, vibrarão com este frenesim da campanha e delirarão com os ataques e contra ataques – em nome da democracia – perpetrados pelos senhores candidatos e apoiantes. Pela minha parte, perdoem-me o desabafo, estou farto. Farto e enojado.
Aliás, ando a ficar farto e enojado, não só com esta campanha, mas com tudo relacionado com os senhores que, perdoem-me o desabafo, dizem fazer política: Insultam-se em todo o lado; insultam-nos – com as suas atitudes – a toda a hora; chamam-nos burros, continuamente. Vejam o canal do Parlamento. Sigam as discussões (?) nos plenários e nas comissões. Falam de tudo, dedicam-se a tudo, menos à nobre arte de fazer política. Não é só com a não eleição do Provedor de Justiça, é com tudo e mais alguma coisa. E o nobre povo, da nação valente e imortal, assiste, triste e defraudado, a todas estas atitudes.
Mas voltando às eleições – europeias e não só – soa tudo a falso. Perdoem-me o desabafo, mas até na composição das listas, nomeadamente com a paridade, gozam connosco. Aprovaram uma Lei, que não tem pés nem cabeça e apressar-se-ão, no dia seguinte às votações a, inteligentemente, fazerem tábua rasa, da dita cuja paridade.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
25 maio 2009
119 - Não se pode sair de casa
Por razões que não vem ao caso, tive de me ausentar desde o final do dia de quarta-feira, até Domingo. Numa terra onde dizemos que nada se passa, de repente, pelas notícias a que hoje tive acesso, passaram-se imensas coisas:
O PSD realizou uma sessão de esclarecimento;
O Clube de Ténis comemorou quinze anos de existência;
O II Forúm de saúde fez rastreios à população;
O PSD de Guimarães considera-se esclarecido sobre quem recebeu quem;
São notícias com títulos do jornal da nossa terra. Porém no desenvolvimento da notícia em título, sobre o PSD se considerar esclarecido e no último parágrafo, diz o meu amigo Paulo Sousa, que "... foi aprovada (...) a proposta de doação ao Centro Social (...) de um terreno, (...) para a edificação de um lar de idosos. Igualmente (...) a proposta de viabilização do contrato de comodato que permite à Taipas-Turitermas obter o título de entidade proprietária (...) dos Banhos Velhos. Esta titularidade será necessária para (...) um processo de candidatura ao QREN, com vista à transformação daquele edifício num museu de instrumentos e técnicas relacionadas com a medicina termal."
Como já o disse/escrevi várias vezes, estou-me borrifando se é o Ricardo Costa, o Centro Social ou a junta, que vão construir o Lar de Idosos. Porém, com esta doação, estará meio caminho andado. Também a Turitermas ao conseguir apresentar mais uma candidatura ao QREN, é facto de assinalar.
Como disse ao iniciar este botar postas de pescada, aconteceram muitas coisas em tão pouco tempo. Às tantas, até a junta já fez a sua reunião pública mensal, só que ninguém noticiou.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
23 abril 2009
118 - Idosos são o que está a dar.

Cabelos brancos, ar grave, andar pausado e aspecto austero, são algumas das atribuições que poderemos dar àqueles que nos precedem nesta caminhada inexorável do tempo.
Porque já há muitos blogues a filosofar, vou parar por aqui. E volto ao princípio do texto: “… os mais sábios, os mais usados…”.
O candidato do PS às próximas eleições, tal como o candidato do PSD às anteriores, colocaram placards na Vila a prometer um Lar de idosos. No campeonato anterior aceitamos o anúncio do candidato do PSD como uma promessa e – como diz o povo – de promessas está o mundo cheio. Agora, aliado à promessa no referido cartaz, o candidato do PS faz a descrição de pormenores sobre a sua passagem a facto consumado, passando o limiar da promessa.
Gostaria que Ricardo Costa dissesse, que todos estes movimentos para a construção do Lar, são para continuar ganhe ele ou não as eleições. Depreendo isso do que leio no seu blogue , mas não está escrito preto no branco.
Ontem ao passar na sede da junta, deparo com um facto novo. Um Edital a convocar uma assembleia extraordinária, com um ponto único que considero muito vago e confuso, mas que é qualquer coisa relacionada com uma autorização à freguesia ""… para promover o edifício conhecido como de “Pensão Vilas” a funcionar como Lar de Idosos…”".
Porque já há muitos blogues a filosofar, vou parar por aqui. E volto ao princípio do texto: “… os mais sábios, os mais usados…”.
Esperemos que os idosos, a terceira idade, os mais sábios, não sejam usados e que um, dois ou mais Lares sejam construídos, promovidos pelo candidato do PS e pela junta, órgão autárquico e com responsabilidades que, como tal, não faz promessas eleitorais.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
20 março 2009
117 - A República
Temos assistido – quem quer – a alguns episódios, nestes tempos mais recentes, que em rigorosamente nada abonam a nossa democracia.Desde às denúncias de coisas feias, até aos insultos dos senhores deputados na assembleia da República, passando pelas constantes intervenções públicas, onde a palavra EXIJO é o pão nosso de cada dia, de tudo, lemos, ouvimos e lemos.
Sinto-me defraudado e por vezes revoltado, com a desfaçatez de algumas pessoas que pensam, ao ocupar determinado lugar, que tudo lhes é permitido, ao invés de lhes dar maior responsabilidade na sua conduta.
O episódio dos senhores deputados, onde um manda o outro para aquele lado e o desafia lá pra fora, é o bater no fundo, da casa que deveria ser de exemplo de democracia.
Até quando seremos obrigados a assistir a estas palhaçadas, perante o olhar complacente dos líderes que não viram, nem ouviram? Será que os membros daquela casa, pensam que o povo não vê o seu comportamento?
Com exemplos destes . . .
Vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
05 março 2009
116 - Os prós e os contras
Saiu o Reflexo n.º 153, de Março de 2009. Recebi-o em casa e, como de costume, passei-lhe os olhos na vertical. Costumo deixar para segundas núpcias, a leitura mais atenta.Deparou-se-me a capa, com destaque para a ex-presidente da junta de freguesia de Sande S. Clemente e futura ex-Conservadora do Paço dos Duques de Bragança.
Seguiam-se-lhe, em primeira página ainda, destaques para freguesias, política, Taipas e desporto. A terminar, como habitualmente, a menina da Soprolar. Passo à segunda página e salta-me à vista, sorridente, o Manel Piteco.
Na página 7, paro a ler o meu textozito, como se não o conhecesse, delicio-me com o polvo assado na brasa, que cada vez se mastiga melhor, passo os olhos pelo que escreve o meu afilhado e leio, em profundidade, o artigo de opinião de Cândido Capela Dias.
Quando da primeira candidatura de Capela Dias escrevi – penso que no Reflexo - que a CDU tinha mostrado respeito pelas Taipas, ao propor como cabeça de lista, um ex-deputado da assembleia da República, ex-Vereador e deputado municipal.
O que achava na altura, continuo a achar. Embora isto possa “aborrecer” algumas pessoas, acho que Capela Dias, apesar de eu não ter votado na sua lista, foi uma mais valia para as Taipas.
Do texto, realço a palermice que muitos aplaudem: No relacionamento Taipas/Sede do concelho e pelo lado das Taipas, ou se está de cócoras ou abertamente contra.
Estas duas posições antagónicas e igualmente estúpidas, só prejudicam as Taipas.
Entretanto vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando
25 fevereiro 2009
115 - As colunas de opinião

Exigente para com Carlos Remísio de Castro, agora, no actual mandato, é complacente para com algumas atitudes menos correctas, do actual executivo. Sendo dever da assembleia “…acompanhar e fiscalizar a actividade da junta…” estas omissões são um desrespeito à Lei.
Quando da minha efémera passagem pela Ribeira, onde troquei pontapés na bola, na Poça e nas Carvalhas, com seus irmãos António e João, ainda o Dr. Ribeiro era demasiado novo, para ser escolhido para as equipas. Penso – embora possa estar errado - que os primeiros contactos com o Dr. Ribeiro - aliás uma contestação às eleições na Banda de Música – seriam nas colunas do Reflexo. Também assisti ao lançamento da Associação dos Benfeitores das Taipas, onde ele era presidente da Assembleia-geral. Participamos na constituição do Clube de Ténis das Taipas e, posteriormente, cruzei-me com ele em uma ou duas assembleias do CART. Já no Sporting Clube Taipense, como eu não era associado, nunca nos cruzamos.
Por esta demonstração, pode ver-se que nada me move contra Manuel Ribeiro. Todavia sendo eu, no mínimo, tão Taipense como o colunista, não posso ficar indiferente ao ler as suas afirmações e manter-me calado. Até porque pessoas menos avisadas, podem pensar que o pensamento do Dr. Manuel Ribeiro está correcto e que nós, Caldas das Taipas, somos apenas uns desgraçados e umas vítimas da prepotência Vimaranense.
Não, também recebemos coisas boas e não é só nos outros, que está o problema.
Entretanto vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
19 fevereiro 2009
114 - As colunas de opinião
Parte III.../.. Continuação
O autor faz algumas afirmações que podem ser, no mínimo, objecto de discordância. Quando aponta o facto, da câmara apoiar com igual montante todas as freguesias, o que lhe causa tanta indignação, possivelmente para os habitantes das outras freguesias será uma medida ajustada.
Quanto à dita campanha para “…amordaçar a AUTONOMIA…” não posso deixar de retirar do texto um dos exemplos desse amordaçamento: “No passado foi o CART com uma intervenção desavergonhada da Câmara de Guimarães”. Sincera e conscientemente, não sei qual terá sido a intervenção desavergonhada da câmara no CART.
Já quanto a alguns autores que “só neles pensam: nos seus empregos, nos seus amigos, na sua família, no seu partido.”, aí já entendemos onde o Dr. Manuel Ribeiro quererá chegar. Aliás, conheço mesmo outros casos - que o Dr. Ribeiro conhece até muito melhor que eu, embora não fale neles, mas isso . . .
Também discordo completamente, quando diz que “A Junta de Freguesia tem-se comportado na defesa incondicional dos interesses das Taipas;…”. Na minha opinião a junta de freguesia tem privilegiado neste seu mandato, o ataque cerrado à câmara de Guimarães, esquecendo as suas promessas eleitorais e para muitas das quais, dizia, não precisar da câmara para nada.
Aliás, esta junta, tem demonstrado mesmo, sobranceria e desrespeito para com os eleitores, nomeadamente não realizando assiduamente as reuniões públicas de junta, como é seu dever e não facultando atempadamente aos membros da assembleia – conforme estes se vêm queixando – os documentos de análise à sua gestão.
Isto o Dr. Manuel Ribeiro, como presidente do Órgão fiscalizador da junta, não comenta nem se apoquenta, em contra ciclo com o mandato anterior, onde muito se preocupava – e bem - com as questões legais.
Mas neste capítulo, apesar da sua responsabilidade ser evidente, pelo cargo que ocupa, não é apenas o Dr. Ribeiro que me espanta com a sua atitude, mas outros bem mais reivindicativos nos mandatos anteriores, que agora parece tudo lhes passar ao lado.
Foto: Arquivo pessoal.
…/.. (Continua)
11 fevereiro 2009
113 - As colunas de opinião
Parte II.../.. Continuação
Utilizar a coluna do Reflexo para fazer política, será um direito que lhe assiste, até porque reconheço, que no partido do poder, é entre Manuel Ribeiro e Armando Marques, que serão combinadas e concertadas, as formas de levar avante a estratégia do partido nas Taipas.
Poderíamos até e utilizando termos futebolísticos, dizer que os dois são os organizadores de jogo, os homens do meio campo. Têm um ou dois pontas de lança, que chutam a bola conforme lhes servem os argumentos e uma retaguarda ou defesa, que fica à espera dos estragos, que eventualmente são causados pelos pontas de lança e resolvem as coisas, de maneira a não causar mossa, aos homens de meio campo.
Nas assembleias de freguesia, Manuel Ribeiro domina o andamento dos trabalhos e faz as intervenções de fundo ou, se quisermos, mais políticas, deixando para os outros membros do órgão, praticamente a parte destinada às votações.
Armando Marques, assume as despesas do órgão executivo na Assembleia e mesmo fora dela, nos casos mais mediáticos, como mais recentemente ao ser instrutor do processo disciplinar à chefe de secretaria.
Sendo esta a minha ideia/opinião, não deveria estranhar as intervenções políticas de Manuel Ribeiro, na coluna do Reflexo. E realmente não estranho. Contesto – e nisso a estratégia deste e de Armando Marques, já divergem – é a forma como ataca o que, no seu entender estará mal e fazendo afirmações que baralham o leitor, como escrever que a campanha para amordaçar a autonomia já teria começado: “No passado foi o CART com uma intervenção desavergonhada da Câmara de Guimarães”.
…/.. (continua)
07 fevereiro 2009
112 - As colunas de opinião
Parte IO advogado Manuel Ribeiro, tem no jornal da nossa vila, uma coluna de opinião onde escreve mensalmente.
Não fora o Dr. Manuel Ribeiro, o eleito entre os seus pares, para presidente da Assembleia da nossa Freguesia, possivelmente não lhe levaríamos a sério, a série de discursos, que vem passando ao papel, no referido jornal.
Fazendo jus da sua profissão - que lhe implica uma verve forte - utiliza palavras e faz afirmações que, no meu entender, são impróprias para quem pode ser conotado com a função que exerce na freguesia.
Já no Reflexo de Janeiro e sob o sugestivo título “Das Taipas contra as Taipas”, Manuel Ribeiro verte a sua “admiração” por Guimarães e por aqueles que, nas Taipas, ousam olhar candidamente para a mesma. Argumenta mesmo, no final da sua crónica, o crime cometido pela Câmara, que “…apoia, com igual montante, as festas da Vila das Taipas como as que se realizam em qualquer freguesia do concelho. Nem mais nem menos.” A terminar, doutamente, determina que “É tempo de dizer que, nas Taipas, ou se está pelas Taipas ou contra as Taipas.”
No jornal de Fevereiro, sob o título “Autonomia Consciente”, continua a demonstrar uma aversão a Guimarães – não sei se à cidade, se ao concelho, se a ambas – dispara em direcção a este nome “Guimarães”, como sendo ele a malefício de tudo o que acontece, a quem gravita em volta do mesmo.
Dá-se mesmo ao direito de advogar que existe uma “…campanha para amordaçar a AUTONOMIA conquistada…”.
…/.. (continua)
19 janeiro 2009
111 - Os cortes orçamentais, mas não só.
Parte IV.../.. Continuação
E então que dizer do mandato actual? A maioria absoluta do PSD, na campanha e nos primeiros tempos do mandato, usou e abusou da táctica de guerrilha.

Sabemos que nos dois a três primeiros anos, pouco ou nada se faz, para na segunda metade – leia-se mais perto de novo acto eleitoral - se mostrar serviço e acreditar que é pelo mais recente que se analisa o mandato completo.
Mas para já poderemos adiantar que este é o pior dos últimos mandatos, a nível de investimento nas Caldas das Taipas.
Uns culpam a Junta outros a Câmara. Uns dizem que a Câmara
tem obrigação de dar e que a Junta deve exigir e reivindicar.Outros que a Câmara tem de dar com equidade e que as juntas devem contentar-se com o que recebem. Infelizmente, nas campanhas eleitorais, vem sendo habitual os partidos prometerem o que não podem cumprir. Sem o mínimo de cuidado, até prometem fazer filhos em mulher alheia. Parecendo desconhecer que se têm de cingir aos benefícios da Lei das autarquias, prometem mundos e fundos, a contar que o poder Central ou Local, lhes dê o que eles próprios prometeram, sem saber se seria exequível ou não.
E então é assistir em fugas para a frente, culpando tudo e todos dos males que a todos acontecem. Pedra de um lado e calhau de outro, prejudica-se toda uma população, que se vê privada de investimento.Mas a mim o que mais me incomoda, no meio de tudo isto, é a prepotência e arrogância de alguns eleitos. Já o escrevi várias vezes: Os eleitos devem agradecer-nos por os colocarmos no poder e não fazerem aquela cara de vítima, como se estivessem lá por sacrifício e não por prazer – para não dizer outra coisa.
Fotos: Arquivo pessoal.
.../.. Conclusão
11 janeiro 2009
110 - Os cortes orçamentais, mas não só.
Parte III:.../.. continuação
Em contraponto, outros defendem o endeusamento daqueles que, pelo mandato que lhes é conferido, fazem algo pelas populações. Temos de ter presente que é uma obrigação dos eleitos, zelar pelos eleitores (repare-se que eu escrevo “eleitores” e não “seus eleitores”).
E então, tentam passar a mensagem de António Magalhães, como o grande patrocinador do desenvolvimento taipense e Carlos Remísio de Castro, como um lutador e um defensor dos interesses da Vila, um negociador nato e discreto, nos corredores do poder.
Quem conhece as Taipas desde sempre, ou nos seus últimos trinta anos, não pode ser honesto, se afirmar que nas Taipas nada se fez.
É perfeitamente aceite e razoável, que mais coisas poderiam ser feitas, mas, daí até se dizer que nada foi feito, vai uma grande distância, para não dizer, desonestidade.
Poderemos não gostar de António Magalhães ou da sua maneira de actuar e poderemos contestar a política de Carlos Remísio de Castro e até dizer que nos seus mandatos, foi demasiado benévolo com o poder municipal. Agora só quem quer ser cego, pode afirmar que não vê qualquer obra nos seus mandatos.
Foto: Reflexo Digital.
.../.. (continua).
05 janeiro 2009
109 - Os cortes orçamentais, mas não só.
Parte II:.../.. continuação
Mas vamos ao que interessa:
Renegar o passado político dos que nos antecederam, não será um corte com o passado, mas sim um corte na nossa identidade colectiva.
Será que nós somos os maiores – os “special one” – e todos os outros não são/foram nada?
É prática corrente, malhar nos que nos antecederam. Para a maioria, é mais importante dizer o que os outros não fizeram ou – na nossa óptica - fizeram mal, do que dizer o que nós fizemos ou pretendemos fazer.
Na internet, leio comentários que me deixam espantado e aterrorizado. Por vezes, mesmo muitas vezes, penso que ou eu não vivo nas Taipas ou alguns comentadores andaram a dormir estes últimos trinta anos.
Nesses comentários, é prática comum apelidar António Magalhães, como o causador de tudo e mais alguma coisa que, de mau, acontece às Taipas.
Carlos Remísio de Castro, foi o maior entrave ao desenvolvimento da freguesia, tal como, antes dele, o haviam sido Costa e Silva, Domingos Sousa, Porfírio Martinho, Domingos Maia e Mário Dias, para não falar de José Oliveira.
.../.. continua
Foto: Google