24 agosto 2016

453 - Lá isso é verdade . . . ou não.

Foto: Ass.Pais EB2/3
"Desculpem a expressão, mas não podemos estar eternamente à espera do paraíso e estarmos a arder no inferno”.

Li este frase no RFX Digital, como sendo proferida pelo professor Mário Rodrigues, diretor do Agrupamento de Escolas a que pertence a EB 2,3 de Caldas das Taipas e relativamente ao financiamento ou não de obras de remodelação daquele estabelecimento de Ensino. Ainda segundo o RFX em reuniões de "Associações de Pais (...)  Juntas de Freguesia;(...)  Conselho Geral do Agrupamento (...) Conselho Pedagógico" estas entidades reclamam um pronunciamento por parte da Câmara Municipal se avança com as obras para uma nova Escola ou para a remodelação da atual, basicamente com a retirada das placas de fibrocimento. Sugerem/exigem as entidades acima citadas que os 2.5 milhões "reservados" pela CMG como comparticipação para a construção da nova escola, sejam utilizados nesta retirada das placas e pequenos arranjos.

Consultando na Internet o sítio do Norte 2020 - Programa Operacional Regional do Norte , verificamos que atualizado a 30 de junho, o Programa contempla "Norte-08-5673-FEDER-000014 Município de Guimarães Requalificação e Modernização da EB2/3 das Taipas - 2.500.000,00€ como investimento elegível) - 2.125.000,00€ (como fundo aprovado).

Já não tenho filhos na EB2/3 das Caldas das Taipas e já não faço parte dos Órgãos da Associação de Pais (e Amigos) da mesma Escola, mas parece-me - e ninguém pode levar a mal que eu tenha a minha opinião e que a divulgue - que a pressão dos órgãos da Escola, das juntas de freguesia e da comunidade, deveria ser no sentido do Governo disponibilizar o restante para completar os cerca de 8 milhões para uma Escola Nova e não perderem-se estes mais de 2 milhões do Norte 2020, gastando apenas os 2,5 milhões da CMG em remendos que, dentro de pouco tempo, eventualmente, andaremos a lamentar a oportunidade perdida de uma Nova Escola.

Para bem da comunidade, dos alunos, dos professores e dos funcionários atrevo-me a pedir a alguns, o esforço de se unirem à CMG e, com esta, fazer pressão junto do Governo, para uma Nova Escola para as Caldas das Taipas. Que não passemos ao lado de mais uma oportunidade.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.







18 agosto 2016

452 - Quatro décadas se passaram...

Foto: De Família. A Mãe e o rapa-panelas.
Ano de 1976. Três acontecimentos na minha vida. A 29 de novembro passagem à disponibilidade depois de ingresso no SMO em 07 de abril de 1975. A saída coincide com discurso do CEME, a 25 do mesmo mês onde exorta todos os militares "que não sejam dignos da farda, a despi-la".

No verão, a I Prova de Perícia Automóvel GAAT/76 - Homenagem a José Francisco Rosas Guimarães, a primeira de muitas provas de perícia que o CART - e os Clubes/Associações que o antecederam e integraram - realizaram. Se bem que esta primeira tenha sido planeada e trabalhada pelo Fernando Miogo que, apoiando-se no Rui Lages e no Clube Automóvel do Minho e pedindo a nossa colaboração, foi o principal responsável por esta iniciativa. Homenageamos José Francisco Rosas Guimarães, que nos deu o prazer da sua presença na entrega das taças, no Palco da Piscina da Junta de Turismo.

Outro caso ocorrido mas triste, ao contrário dos anteriores, faz hoje precisamente quarenta anos, foi o falecimento da minha Mãe. Uma perda enorme para a família e para as pessoas que com ela se relacionavam. Depois de meses de sofrimento não aguentou e deixou-nos. Hoje vi algumas pessoas que com ela se relacionaram e que, como habitualmente, me deixaram o grato prazer das suas palavras amigas, em relação ao seu carater e à sua amizade. Sempre que me lembro dos últimos dias da minha Mãe, do meu Pai e da Sami, não me canso de registar a atitude do marido de minha irmã, que acolheu os três em sua casa, com os inconvenientes que tais atitudes acarretam.

E eu vou andando por aí e, enquanto cá andar, não esquecerei o que fizeste por eles Zé Vieira.


05 agosto 2016

451 - Chama-lhe . . . antes que te chamem a ti.

Esta frase é velha. Velha quanto baste. Tal como a profissão a que se referia a frase, que todos conhecemos.

Neste momento há outras profissões que, não sendo tão velhas quanto "a mais velha profissão do mundo", são costumeiras e com uma agravante: não aliviam. Pesam.

Estou a referir-me aquelas e aqueles que, a coberto daquele que deveria ser o exercício mais nobre do mundo, o vilipendiam e se aboletam da sua posição para praticar atos menos consentâneos com o dito exercício.

O(s) senhor(es) secretários de Estado não deveriam ter ido a França à boleia de uma empresa, por maior ou mais pequena que fosse, porque foram convidados "na qualidade de". E não é por pagaram, depois de descobertos, as despesas de viagem que a mesma passa a ser mais ou menos lícita. Aliás, para mim até é pior a emenda que o soneto, porque se não viam mal nenhum na mesma, porque é que se apressaram a remediar "o erro"?

Agora - e aqui vem a propósito a mais velha profissão do mundo - qual a moral para criticar, daqueles que também foram à terra de "mon ami Mitterrand", pagos por outras grandes empresas e mercê do lugar que ocupam na Assembleia da República e com a agravante de justificarem as faltas ao trabalho, alegando "trabalho político" ou "motivo de força maior"?

Pois é, como dizia a outra na rua: chama-lhe antes que ela te chame a ti.

E eu vou anfdando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

07 julho 2016

450 - Tenham juízo na mona.

Foto: DNDigital
Com uma grande dose de irresponsabilidade - tão em voga neste País - vou esquecer momentaneamente que no dia 20 vou ter uma luta feroz com as Finanças Públicas e fazer um intervalo no marranço diário, programado entre as 09 e as 12 e as 14 e 17 (tudo horas), para tecer um comentário sobre o que "anda por aí".

Penso/medito muitas vezes naquela velha história do " (...) vieram e levaram meu vizinho que era (...) mas como eu não sou, não me importei, depois vieram e levaram (...) mas como eu não sou não me importei, depois (...) e depois (...) e depois (...) até que, quando me levaram a mim, já não havia ninguém para reclamar, para me defender". 

Depois das mudanças de Governo - e de política - neste País e especialmente dos seus atores, tenho muitas vezes pensado nisso. E quando me lembro da intervenção no Iraque, onde existiam provas irrefutáveis da existência de armas de destruição massiva e onde os States mais alguns aliados Europeus iriam impor - sim, sim, impor - a democracia, como se esta coisa fosse de impor. E quando vejo a deslocação em massa de refugiados da guerra para os lados desse Iraque "democratizado" pelos ocidentais. E quando vi a imposição de novas sanções, à Grécia, que "não foi um aluno bem comportado". E quando, e quando e quando.

Agora o que nunca pensei ver/ouvir e é o que tenho visto/ouvido, neste disparate diário dos "políticos" deste País preocupados, não com a possibilidade imoral e injusta de nos aplicarem sanções, mas antes se elas são porque foram cumpridas as regras impostas pelos sancionadores ou pelo previsão de possível mau comportamento dos atuais atores. Falta de sentido de Estado, falta de cultura política e falta de interesse pelo País que tentaram ou tentam governar. Que o barco vá ao fundo, não tem problema, só interessa é quem era/é o remador.

Já pensei em falar com o Renato Sanches, para ele dar uma palavrinha ao senhor ministro alemão das Finanças. Mais difícil será arranjar um interlocutor para o mercado interno.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.


04 julho 2016

449 - As defesas . . . e os ataques.

Parece que algumas pessoas se escandalizaram com a afirmação da senhora ex-Ministra das Finanças, por ter dito/escrito que se ela ainda fosse ministra, não haveriam sanções a Portugal pelo incumprimento do défice.
Pela minha parte acho que a senhora ex-ministra tem razão.

Li no DNDigital que o senhor primeiro ministro no exílio escreveu um artigo - que eu li apenas o título - onde afirma que o "governo não virou a página da austeridade, virou a da credibilidade".
Pela minha parte acho que o senhor primeiro-ministro no exílio tem razão.

Nesta brincadeira do aplica sanções, não aplica sanções, decide sanções, não decide sanções, prolonga prazo, não prolonga prazo - na minha modesta opinião - anda tudo a comer sono. O problema da aplicação de sanções por défice excessivo - como Portugal - e de "Supéravit" - como o da Alemanha - estão previstos serem sancionados com sanções. Nunca foi sancionada a Alemanha por excesso de rendimento nem a França por défice. E não seria Portugal - como muito bem diz a senhora ex-ministra das Finanças - se o partido dela fosse governo. E a decisão foi adiada por mais três semanas.

Se Portugal continuasse com um governo que agradasse aos burocratas de Bruxelas, as sanções não seriam aplicadas. Se Espanha já tivesse resolvido o assunto a favor do senhor Rajoy, as sanções não seriam aplicadas. Assim, vamos aguardar e ver como os nuestros hermanos se amanham e depois a CE decide se aplica ou não sanções.

Uma coisa é certa e não podem/devem os "políticos" esquecer: As sanções a serem aplicadas serão por défice excessivo em 2015, por isso, não inventem que é pelas políticas deste ano. Até porque parece que os resultados andam por aí. E não venham com histórias parolas de que o aumento do salário mínimo em 15 cêntimos por hora, é que vai desgraçar o País.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou adiando.

01 julho 2016

448 - As defesas do Patrício e do Quim Junior.

Ontem a meio/fim da tarde desloquei-me a Braga e entrei no Parque de Estacionamento da UMinho e contrariamente ao habitual nos últimos três anos, consegui estacionar frente à Escola de Economia e Gestão. Para esse facto contribuiu o fim das aulas e Portugal com a Polónia disputarem a permanência na Europa, contrariamente aos súbditos de Sua Majestade que votaram pelo abandono. Ah e até também contra a vontade do senhor Ministro das Finanças Alemão que, com as suas "intervenções", nos tenta obrigar a baixar a bola, às suas pretensões - mas isso são contas de outro rosário, mais do agrado do primeiro-ministro no exílio e da sua ministra da agricultura.

Esta deslocação seria uma não notícia atendendo a que, nos últimos três anos, tenho-o feito quase diariamente. No entanto ontem era um dia especial. (Não. Não me refiro ao tal Portugal-Polónia em que através de grandes penalidades e com uma defesa de Patrício, nos mantivemos na Europa). É que, mesmo em cima da hora do início desse jogo, o meu primogénito recebeu a notícia de que a sua Defesa iniciada às 18H30, tinha sido excelente e obtivera a nota de 18 (Dezoito) valores.

Obrigado caro Mestre pelo prazer que me deu, ouvir da boca dos Membros do Júri, palavras tão elogiosas ao teu trabalho sobre os legados da Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura no marketing das organizações culturais. E a minha satisfação está patente na foto que o Daniel fez o favor de nos tirar. 

07 junho 2016

447 - Memórias . . . com as minhas desculpas ao Diretor do Reflexo.

Foto (de família): O Tó e o Zé.
Ontem fez 27 anos que o Tó deixou de estar entre nós. Os mesmos que conta de vida, o primogénito cá de casa, que nasceu cerca de 3 meses antes do desenlace.

Hoje faz 5 anos que o Manel Piteco nos deixou. Como ele próprio escreveu "com onze anos eu me integrava na Indústria Hoteleira, convidado pelo distinto casal Dona Sarinha e Custódio Oliveira Vilas". Exercendo as funções de Paquete no Hotel das Termas e com a idade de ainda brincar, era natural que meu pai lhe arregalasse os olhos amiudadas vezes e seria, presumo, que o Piteco encontrasse no olhar da "Dona Sarinha" o manto protetor, que o levou a venerá-la até ao fim da vida.

De tenra idade, franzino e pequeno, na sua função de Paquete (aquele enorme navio que sulca os oceanos) talvez por isso o Manel se tornasse nos finais dos anos sessenta/princípios de setenta, numa enorme referencia no setor hoteleiro Taipense.

Pese embora a moçarada da altura da estirpe de uns Gilinho, Fernando, Amâncio, Vilas, Baionas, Biscas, Belita e outros que tais, lhe fizessem a vida negra - e retomando a sua escrita, "costumava-lhes dizer, baixinho sentado com eles, pedindo: Vamos ter maneiras porque na Igreja quem manda é o Snr. Padre, na escola é o Professor, mas aqui sou eu" sempre o Manel Piteco teve no seu estabelecimento e ao serviço dos Clientes, uma casa como não se via nas Taipas.  "Fui o primeiro a ter um Restaurante nas Taipas em que as meninas e as senhoras se honravam de frequentar".

Pois é, como o tempo passa! Parece que foi ontem e . . .

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

12 maio 2016

446 - Nem só de jogadores . . . e treinadores, vive o futebol.

Foto: Google.
Compreendo o Dr. Barroso. Mas, apesar de o compreender, não sou daqueles que acham que para se ganhar vale tudo. Há coisas que prefiro perder, a ter de suportar outras para ganhar. Nomeadamente o querer a vitória do "inimigo", tornado "amigo", só para satisfazer as nossas pretensões. Gosto mais de ganhar pelos próprios meios.

Nestes últimos tempos tenho lido "comentadores" que me perplexam. Malas para cá, malas para lá, lances duvidosos, compras de árbitros, compras de jogadores. Estamos num país onde tudo se compra. Há dinheiro para tudo: para subsidiar colégios privados, "ao pé da porta" de públicos semi-vazios; para pagar salários/reformas astronómicas, independentemente da competência dos visados; manter gente que nada faz, nem fez. Em contraponto, aumentar um SMN de uns míseros quinhentos euros, cai o Carmo e a Trindade.

Mas, voltando ao tema do início do comentário, o Benfica está na iminência de se tornar Campeão Nacional pela terceira vez consecutiva. Muitos apontam este feito ao Rui Vitória; outros ainda pensam que anda por lá o dedo de Jesus (a começar pelo próprio); outros que foram os árbitros e o colinho (aquele senhor que preside ao SCP nas horas em que não incendeia a confusão no FB); outros que se deve ao bom lote de jogadores; etc, etc, etc.

Eu pela minha parte acho que o trabalho da presente época, se deve aos pontapeadores da bola e ao treinador que os escolhe jogo a jogo. Mas, essencialmente, a um presidente que soube dizer não a um treinador e escolher outro, a quem deu plena confiança, numa altura em que quase toda a gente o queria ver a léguas. É bom que as pessoas não esqueçam o que disseram de Rui Vitória em Outubro passado. Este presidente para mim só tem um defeito: o estar rodeado de alguns pretensos benfiquistas e "comentadores", que andam a mais no desporto.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, vou esperando pela vitória no próximo domingo.

28 abril 2016

445 - Liberdade é . . .

Foto: Q.V. ao cair da tarde
Contrariamente ao habitual, ontem não assisti via televisão às comemorações do 25 de abril. Da parte de manhã desloquei-me ao HSO de Guimarães, onde visitei um familiar e um associado de referência de um dos Clubes onde exerço funções na mesa da AG e de tarde, ainda combalido pela marretada que levei com a bandeirola do parque de estacionamento, que me caiu em cima, não tive disposição para ver nada. Mas, pelo princípio da noite e depois de ter cozinhado um frango da Churrasqueira Taipense, consegui ver o Douro Azul e, em reprise, à condecoração com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de António Arnaut e João Lobo Antunes. Também soube pela mesma forma que, finalmente, o Capitão Salgueiro Maia ia receber uma condecoração a título póstumo.

Estou a gostar da magistratura de Marcelo Rebelo de Sousa (e não votei nele). Longe vão os tempos, felizmente, em que víamos um PR sempre aborrecido com tudo e com todos. Marcelo consegue incutir alguma esperança e arrumar com o pessimismo do anterior, sempre contrafeito e aborrecido, em todas as cerimónias protocolares. Ah e este . . . não tem apêndice.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

P.S. (de Post Scriptum) - Por razões que se prendem com a marretada, não consegui publicar esta coisa na terça. Vai hoje.
P.S. II - O tempo, tal qual o vento, voa. Passaram-se ontem 24 anos sobre o falecimento do Custódio Vilas e hoje, 5 anos do Flavinho da Escola.

08 abril 2016

444 - Tanto afastamento

Um dia destes, num contacto telefónico rápido na véspera de Natal, o Zé Manel, bisneto do Pereirinha da Escola, neto da D. Virgínia da Escola e filho do saudoso Flavinho da Escola, disse-me que eu andava a escrever pouco. Fiquei admirado por ele visitar o Vilas das Taipas e concordei com ele, pois está à vista o meu desmazelo para com este sítio. No entanto ando desmazelado com tudo e mais alguma coisa e, com a exceção da última Assembleia da Turitermas, não tenho auscultado quase nada as "coisas das Taipas".

Não assisti à entrevista do Deputado Luís Soares ao Reflexo, não assisti a uma outra iniciativa no Avô João - que agora não me lembro o que foi - não participei no Funeral do Mendes dos Pneus, não assisti às Assembleias de Freguesia últimas, à apresentação do AntePlano do Projeto para requalificação do centro da Vila, não vou aos jogos do CCTaipas, não visito o Pavilhão do CART, etc, etc, etc.

Mas lá por não andar por aí, tal não significa que esteja um cidadão menos interessado das coisas das Taipas, é apenas porque não posso. Mas, por vezes, mesmo sem sair de casa vou sabendo das coisas. E vou ficando varado com algumas coisas que se passam.

Em Dezembro de 2011 o meu Médico de Família disse-me que "quem não tem Facebook, não existe" e - pensando que de uma receita médica se tratasse - aderi a essa coisa. Como no receituário não especificava a quantidade de tomas, quedei-me pela dúzia de amigos. Como diz o outro, poucos mas bons. De entre eles, além do homem da receita, consta o Lima Pereira que me vai surpreendendo com algumas coisas que lá põe. Quando se trata de política - e sendo ele um leitor/citador do Observador - não leio o que escreve, mas sigo com redobrada atenção tudo que se relaciona com a coletividade de que ele é presidente. Vi ontem uns desabafos que não entendi, mas que ele no final de jantar fez o favor de me vir explicar a casa. Só me resta dizer uma coisa: Lima, desculpa por ter feito parte daqueles que, há dez anos atrás, te incentivaram a aceitar a eleição. Tu não mereces tudo isto que te está a acontecer.

E eu vou andando por aí e, por solidariedade, também irei denunciando.

19 fevereiro 2016

443 - Será que dá para perceber?

Nestes dias que tenho passado por casa - ou melhor, em casa - que já leva tantos quantos conta o mês de fevereiro, tenho andado com pouca vontade de aturar os nossos "políticos". Só esporadicamente vejo/ouço notícias, até porque no Café do Tónio passam filmes e não notícias. No entanto, algumas coisas vou ouvindo e, para ser sincero, mais valia não ouvir.

Num destes dias ouvi o líder da bancada parlamentar dos Social-Democracia, sempre! criticar a forma como o atual primeiro ministro atacou o governador do Banco de Portugal; hoje ouvi o último primeiro ministro a afinar pelo mesmo diapasão. Realmente, pensei, tem de existir respeito pelo senhor governador do Banco de Portugal e compreender o seu papel, não fosse ele o primeiro responsável duma instituição que "exerce a função de supervisão - prudencial e comportamental - das instituições de crédito, das sociedades financeiras e das instituições de pagamento, tendo em vista assegurar a estabilidade, eficiência e solidez do sistema financeiro, o cumprimentos de regras de conduta e de prestação de informação aos clientes bancários, bem como garantir a segurança dos depósitos e dos depositantes e a protecção dos interesses dos clientes".

Já imaginaram? Se esta instituição não estivesse atenta e vigilante, e se algum banco português tivesse dificuldades financeiras, poderia falir e dar cabo do dinheiro dos contribuintes. Mas não. A instituição BdP está atenta e vigilante, com o governador à cabeça, para que nada disso aconteça. Viram o que aconteceu em Espanha, que não tem o BdP para supervisionar, onde faliram com custos para o Estado, ou seja os contribuintes, o BPN, o BPP, o BES, o BANIF? E viram o rei e o primeiro ministro a garantir aos espanhóis que o BES era seguro, mediante informações fidedignas do governador? Pois é!

Portanto o primeiro ministro não tem nada que vociferar contra o governador, porque ele protege os nossos depósitos e nunca nenhum banco em Portugal teve problemas. Nem foi por causa deles que a Troika esteve cá. E o ex-primeiro e o lider da bancada, tem razões sobejas, para defender o EXTRAORDINÁRIO trabalho do governador, que, não pode ser criticado.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

12 fevereiro 2016

442 - Devemos medir as palavras? Ou não?

Foto: ReflexoDigital
Numa crónica de janeiro no RFX, e com o título Sempre Taipas, sempre Guimarães, "Manuel Ribeiro Tesoureiro da Junta de Freguesia de Caldelas" aborda o seu tema predileto: Taipas-Guimarães. Ou, se quisermos, o relacionamento entre os representantes do município e da freguesia e os episódios destes últimos anos.
Refere-se ao que - no seu entender - foi o mau mandato de António Magalhães, para as Taipas, e tece algumas considerações sobre afirmações por este proferidas na - presumo eu -  apresentação do 3º volume das encadernações do Jornal Reflexo. Termina o seu comentário com a frase:
"Por tudo o que fez e principalmente pelo que não fez, as Taipas nada lhe deve, mesmo o seu nome numa simples sala, como alguém, humilhantemente, sugeriu."

A estar certa a minha presunção, de que se estaria a referir ao que António Magalhães disse nessa apresentação, o assinado Tesoureiro da Junta de Freguesia de Caldelas foi deselegante - para não dizer outra coisa - para com  o Presidente da Direção dos Bombeiros, Padre Neves Machado, ao escrever que ele teria "humilhantemente" sugerido o seu nome numa simples sala - Auditório, esclareço eu. É que, apesar de eventualmente Manuel Ribeiro ter estado nessa apresentação a título pessoal, quando tece as considerações que tece, assina como Tesoureiro da Junta de Freguesia de Caldelas e trata menos bem o presidente duma centenária Associação. Associação a quem, aliás, o executivo de que faz parte propôs a atribuição da Medalha de Honra da Freguesia.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

11 fevereiro 2016

441 - Por cá, novamente.

Por razões que não vêm ao caso - ou até, eventualmente, sem razão nenhuma - coloquei o último comentário no longínquo ano de 2015, mais precisamente a novembro, 16. Quase três meses! E por razões que não vêm ao caso - ou até, eventualmente, sem razão nenhuma - resolvi hoje voltar a chatear quem tenha a pachorra de me ler.
Foto by Quim Vilas with Lumia Camera

Hoje é dia 11 de fevereiro. Ando por casa, saindo apenas esporadicamente para ir ao Café do Tónio, no entanto não mais que 15 a 20 minutos, tempo limite longe do Lar. Como esta situação já dura desde o dia 1 deste mês, não há razão para invocar falta de tempo para não andar por aí. Simplesmente, não me apeteceu.

O meu regresso hoje, não será pelo facto da Sara ter chegado ao Brasil, onde andará até finais de agosto; por o Dr. Augusto Dias ter falecido fez no dia 9 três anos; nem pelo Fundador da Cutipol fazer quatro anos no próximo sábado que partiu; nem pelo Rogério do Vermelho Vivo comemorar o aniversário amanhã; nem por o Mendes dos Pneus ir hoje a sepultar.

Nada disto tem que ver com o regresso mas, curioso, todos têm algo em comum: Sara; Augusto Dias; José Ribeiro; Rogério Leite e o Mendes dos Pneus, todos falavam comigo sobre o que eu ia escrevinhando, ora no Reflexo, ora neste local. Talvez por isso - ou até, eventualmente, nem por isso - hoje resolvi regressar a este cantinho. Será para durar? Quem sabe...

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

16 novembro 2015

440 . Nem tudo está perdido.

Foto: Público Digital(Editada)
Hoje pela manhã testemunhei, participando, em algo que não estava nada a esperar. Numa instituição de ensino, que frequento diariamente, constato amiudadas vezes com o que considero falta de educação e civismo e que outros, mais benevolentes, chamam de "deixa lá, são coisas da juventude". Estou a referir-me, concretamente, ao péssimo costume que tenho - sim, péssimo porque vem do século passado - de ceder passagem nas portas e nos corredores apertados, aos elementos do sexo feminino. Este costume/hábito/vício/burrice, por vezes enerva-me, pois não poucas vezes, os acompanhantes do dito sexo, sendo do outro - presumo eu, igual ao meu - abusivamente aproveitam a minha mão na porta e passam antes de mim e, no final, nem sequer um "obrigado velhote por segurares na porta". E nas tais passagens estreitas ou então mais largas mas em que circulam três ou quatro a par, também aí tenho de me encostar, para não estorvar a conversa do grupo.

Mas hoje - como comecei este comentário - fiquei admirado, pois ao entrar num parque que está sempre superlotado e depois de ter circulado sem encontrar lugar, entrou outro utente e que ficou à minha frente e deparou com um "desestacionamento". Parou esperando que o outro saísse e, quando eu esperava que ele ocupasse o lugar vago, continuou a dar a volta, procurando outro lugar. Estupefacto, estacionei e aguardei que ele desse a volta, perguntando-lhe se tinha deixado o lugar para mim e como o mesmo anuiu fui ao carro cumprimentá-lo, agradecer-lhe e confessar-lhe que não estava à espera de um gesto daqueles. Pensei para comigo que nem tudo está perdido e que existem - embora poucas - algumas exceções à (des)regra.

A finalizar: Algumas pessoas têm manifestado a sua indignação pela viagem do presidente ao local de passagem, antes de ser exilado para o Brasil, de um seu antecessor. Não vejo onde está o problema. E perguntaria mesmo, como um ex-secretário geral: - Onde está a pressa? Nestes tempos conturbados devemos resguardar o presidente de um possível ataque e a Pérola do Atlântico será o lugar mais seguro para tal.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

13 novembro 2015

439 - Nunca tenho dúvidas e raramente me engano.

Foto: DN Digital
Hoje pela manhã e como faço sempre que a cidade dos Arcebispos não reclama a minha presença, passei no Café do Tónio, que já foi do Zé, para beber uma cafézada, dar uma vista de olhos ao jornal, trocar duas de treta com o Francisco Duarte (sobre o futebol do Taipas e do Braga) e com o meu primo José Francisco, o Vilas mais antigo, este, com as últimas novidades do século passado.

Hoje ao passar a tal vista d'olhos e logo na página dois, foquei-me - contra o habitual porque normalmente me fico pelos títulos - sobre um artigo de opinião do Embaixador (Jubilado?) Seixas da Costa, que fazia uma análise ao atual momento político. E dizia a determinado passo que, de Cavaco Silva que afirmava nunca ter dúvidas e raramente se enganar e que anunciou recentemente, relativamente às eleições, que "tinha todos os cenários estudados", se espera uma solução do problema criado.

Ontem - na tal cidade dos Arcebispos que nem sempre dispensa a minha presença - e numa aula de Sistemas Políticos Comparados, tive ocasião de, contrariando a maioria presente, manifestar a minha preocupação não pelo momento presente, mas pelo demora em dar solução ao mesmo, ou seja, e pondo os pontos nos is, por o homem que nunca tem dúvidas, raramente se engana e que tem todos os cenários estudados, andar agora a empalhar em lugar de resolver a situação.

Se o PR tinha, antes das eleições, todos os casos estudados, porque não toma uma decisão rapidamente? Ou será que - tal como um aluno desprevenido e preguiçoso - apenas estudou a matéria que esperava lhe saísse no teste?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

10 novembro 2015

438 - Ainda (e sempre?), as legitimidades.

Somos um País de legitimidades. Ontem, hoje e, porventura, amanhã; tudo e todos, falam no legítimo. A começar por mim, que acho ter legitimidade para escrever neste (meu) blogue o que entendo; o meu vizinho que acha tem legitimidade para criticar o que eu escrevo; e a minha mulher que tem toda a legitimidade para ignorar o que eu escrevo. Mas eu, sou eu, um rapaz nascido no ano de 1954 na Pensão Vilas, debaixo do manto protetor do Avô Francisco e que não dei novos mundos ao mundo; ou seja, um ilustre desconhecido a quem até as empresas de sondagem, em quatro décadas de existência, nunca se dignaram perguntar qual era o meu palpite sobre nenhum assunto.

Mas - para contrariar o meu amigo Delfim que diz que muitas vezes sou pouco claro - o mesmo não se passa com os senhores deputados/comentadores encartados, que entram pelas casas adentro - de quem deixa - e vomitam legitimidades por tudo e mais alguma coisa. Não tenho assistido aos debates da semana finda, nem assistirei aos desta, pois não estou em idade de me incomodar, mas nos intervalos das novelas, ao passar de canal em canal, vou apanhando alguma coisa. E a legitimidade está sempre presente e para todos os gostos e feitios.

Para mim - que só sei que nada sei - nesta história que se desenrola desde 4 de outubro, há apenas uma legitimidade: a de quem votou, a de quem escolheu. E depois há uma coisa que se chama Constituição da República Portuguesa e outros sucedâneos que poderemos chamar de Leis, bom senso, responsabilidade, etc. Temos é que vincar e aceitar de quem vem a legitimidade. Tudo o resto são flores - para não dizer mariquisses - para enganar o Povão.

E, como sou chato, lá voltamos ao mesmo: diálogo; discussão; consensos. Houve diálogo? Houve discussão? Chegaram a consensos? Então se conseguiram estas três coisas, deverá haver uma solução, para aplicar a legitimidade do povo. Se não conseguiram, paciência. Temos de partir para outra.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

01 novembro 2015

437 - Pronto final travessão.

Foto: DNDigital (editada)
Pronto. Estava eu emaranhado nas confusões da Autonomia Creditícia e da Patrimonial,  do Setor Público Administrativo e do Empresarial, nos Graus de Autonomia Orçamental, na conformidade legal e na desconformidade financeira, na autorização de Despesa e nos três "És", da Economia, Eficiência e Eficácia, muito disto plasmado (e eu pasmado) no tal RAFE, sem apanhar um décimo do que precisava quando, inexplicavelmente, me cai no prato da sopa a Posse do XX Governo Constitucional.

Palácio da Ajuda, que me faz lembrar os meus tempos de SMO, em Lisboa, ali mesmo ao lado do HMDIC - paragem obrigatória uma ou duas vezes por semana para levar o protocolo ao Major Dores. De repente lembrei-me da possibilidade do porquê das Tomadas de Posse na Ajuda, com as despesas inerentes aos arranjos e protocolos (RAFE:Economia-Eficiência-Eficácia). É que ainda por lá devem existir resíduos do HMDIC (Hospital Militar de Doenças Infecto-Contagiosas), onde eram tratados alguns militares regressados e infetados das ex-colónias. É que todos são infetados pelo vírus umbigal (sim aquela coisa que nos faz olhar, apenas e só, para o nosso umbigo).

Sessenta e tal por cento dos portugueses escolheu ser governando por nós; Sessenta e tal por cento dos portugueses recusou ser governado por vós;  Sessenta e tal por cento dos portugueses votaram contra eles.

Se calhar (bemdecerto como dizíamos na primária) todos têm razão nas análises. Agora, por favor, depois de tanto tempo de costas voltadas ainda se continuar a falar em "diálogo"? Cá para mim só a gozar. Sabem o que me apetecia? Aplicar-lhes o Regime de Administração Financeira do Estado (RAFE) ou seja (como dizíamos na primária) RAFÁ-LOS.

E eu vou andando por ai e, por simpatia, também vou assobiando. 

23 outubro 2015

436 - Plenamente de acordo.

Foto: Google.
Ontem pouco depois das vinte horas, quando me deslocava da Cidade dos Arcebispos para a Vila Termal e Turística-Capital das Cutelarias, vinha "a dar no rádio" a comunicação. Como vinha atento à estrada, não consegui ouvir com atenção o comunicador, mas ouvia os comentários pouco abonatórios do passageiro, ao que o comunicador ia quemunicando.

Hoje às nove e meia liguei a televisão da cozinha que estava na TVI 24 - deve ter dado programa desportivo na noite anterior - e estava o comunicador de ontem a falar. Não ouvi o que dizia porque a TV estava sem som, mas em nota de rodapé, estava escrito: "Responsabilidade de formar governo foi sempre de quem ganhou as eleições".
Plenamente de acordo. Se - e muito bem - a responsabilidade é do presidente do partido mais votado, ele é um irresponsável, por ainda não ter uma base de apoio, para formar o seu governo.

Quanto "às coisas" que o comunicador de ontem foi vociferando no seu quemunicado, obviamente que não comento: primeiro porque só ouvi algumas partes e segundo o que ouvi foi mau demais para lhe dar importância. Talvez se ler alguma coisa nos próximos dias . . . 

Agora quanto à pretensa arrogância do comunicador e do desrespeito manifestado pelos eleitos da AR, passando os olhos pela CRP há coisas em que o PR tem de se submeter à vontade/bondade/deliberação/assentimento, daqueles que ele esconjurou: Só como exemplo: n.º 1 do artº 127º;  todo o artº 129º e o engraçado n.º 3, para não citar mais.

E eu vou andando por aí, comentando se e quando me apetecer e, por simpatia, também vou assobiando.


20 outubro 2015

435 - Figuras de (os) ursos.

Foto: Google.
Pela minha parte já não consigo ouvir as pessoas falar desta coisa que se gerou com as opções de quatro de outubro. Sim, porque quem meteu o papel no buraco, todo riscado, todo em branco ou com uma única cruz, optou por alguma coisa. E aqui é que se apresenta o problema: Todos e cada um, há sua maneira, estão a ler a opção de forma diferente. Todas elas legítimas - penso eu quando estou com bonomia; Todas elas estúpidas - penso eu quando estou farto de mariquices, palermices, tontices e burrices.

Batemos sempre no mesmo. A CRP diz que  o PR, depois de ouvidos os partidos representados na AR e tendo em conta os resultados eleitorais, nomeia o Primeiro Ministro. Seguindo o que agora se chama de "prática habitual" e tendo em conta que o partido mais votado foi o PSD, coligado com o CDS, este será convidado a indicar o PM que o PR nomeia. Os restantes membros do executivo são nomeados pelo PR, sob proposta do PM. Pronto, tudo fácil, barato e dá milhões. Quer dizer, esqueci uma coisa: O n.º 1, do artº 192º da CRP, diz que "O Programa de Governo é submetido à apreciação da Assembleia da República". Bem e tem outro pormenor: O artº 195º da CRP, no nº 1 diz o que implica a demissão do Governo, "A rejeição do programa de Governo". (alínea d).

Pronto: Se o Governo é demitido se o seu programa for rejeitado e é a AR que o aprova e/ou rejeita, é tudo simples e não precisa de muitas leituras, nem comentários: O Governo tem de conseguir que a AR aprove o orçamento. Como? Conseguindo que 50% dos deputados, mais um, o aprovem. Que tem de fazer? Negociar para conseguir essa base de apoio. Claro que não é com arrufos e ataques, de um e outro lado que se consegue chegar a bom porto. Portanto, ALGUÉM tem de provar que consegue viabilizar um orçamento na AR.

Ah e não é com frases dramáticas - como a que me contaram que o senhor irrevogável disse ontem na televisão - que se resolvem estes assuntos.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

11 outubro 2015

434 - Realmente, parece que ainda não acabou . . .

No primeiro dia do mês coloquei aqui que iria votar no círculo eleitoral de Braga, para tentar eleger Caldeira Cabral, Joaquim Barreto, Sónia Fertuzinhos e Luís Soares e que tinha pena do meu voto não chegar para o Nelson Felgueiras. Até aqui, o meu desejo tornou-se realidade. Continuei a escrever que tinha esperança que o Governo em funções fosse derrotado, o que não veio a acontecer.


Tal como durante a campanha evitei a propaganda e as opiniões dos comentadores, assim continuei até esta altura, tendo apenas acesso a alguns comentários colocados, ou reproduzidos, pela minha dezena de amigos do Facebook. Mas, aí, li algumas coisas que me incomodaram seriamente. Desde a "eleição do primeiro ministro" até à formação de um "legítimo governo de esquerda", passando por "temos alguém para defender os interesses do nosso concelho" uma panóplia de sugestões me arregalaram os olhos. Não me pareceu ninguém preocupado em "ler" o que diz a CRP sobre o assunto.

O artº 152, n.º 2 foi esquecido; a Artº 187º n.º 1, foi apagado; e o Artº 195º, nº. 1, alínea d), não existe. Alguns apelidam de golpe de Estado a constituição de um governo, sem a presença do partido/coligação mais votado; outros advogam uma traição ao eleitorado colocar alguém a governar que não teve o apoio da maioria dos portugueses.

Pela parte que me toca - embora a minha opinião valha zero - é que o PR, DEPOIS DE OUVIDOS OS PARTIDOS REPRESENTADOS NA AR, nomeie um PM, que na hipótese de não ter negociado uma maioria na AR, deve dialogar com os outros partidos representados e fazer aprovar o Programa de Governo. Neste caso terá de ser Passos Coelho, que, por sua iniciativa, tem de tentar dialogar para aprovar o programa e continuar a fazê-lo para aprovar as Leis seguintes. Fala-se em Governo só da Coligação e fala-se do Governo do PS com os partidos à esquerda. Só ainda ninguém falou, do que se fez nas Caldas das Taipas para as autárquicas! É uma hipótese: O PC deixar passar o programa do PSD/CDS, apesar das "negociações" com o PS.



E eu vou andando por aí e, por simpatia, aguardo aposse do (des)Governo.

01 outubro 2015

433 - Ainda não acabou?

Na próximo Domingo, finalmente, o País vai a votos.  E, obviamente, já sei em quem vou votar. Pela minha parte, o professor da EEG da UM, o amigo do meu Colega João Pacheco, a filha do Julinho Fertuzinhos e o neto do senhor Soares da Farmácia, já lá estão. E só tenho pena do meu voto não chegar para o meu ex-colega conselheiro da ESCT.

Não tenho muitos amigos, mas é natural que alguns dos que tenho não concordem com esta minha opção. Mas não será por isso que - da minha parte - a amizade será afetada. É claro que lamento não tenham a minha opinião, mas nada mais que isso.

E porque vou votar nesta lista? Porque estou farto e cheio dos senhores que lá estiveram nestes quarenta anos, perdão, quatro anos, eleitos por promessas que não cumpriram e que me querem tomar por lorpa. Sim. Eu li as declarações vertidas na imprensa e documentos do partido do amigo do senhor irrevogável e está lá, preto no branco, que conheciam perfeitamente a situação em que o País se encontrava e que não era com aumento de impostos e austeridade que o assunto se resolvia. E não assinaram o PEC IV, porque me sobrecarregava.

Além das promessas não cumpridas, do baixar de calças constante aos nosso credores - e não digo "os nossos amigos que nos emprestaram dinheiro"  - fecharam os olhos às malandrices daqueles que lhes estão perto, enganaram o povo dizendo que estava tudo controlado, venderam o nosso património,  - sim, porque os ativos do Estado não são do Governo, são nossos, do povo, da Nação - ocultaram atitudes, fizeram trapalhadas, tudo isso com o sacrifício daquelas e daqueles que, através dos impostos e da sua oneração, foram obrigados a sacrifícios inqualificáveis. E para quê? Para diminuir o tão malfadado - na opinião deles - défice que afinal . . . continua acima da meta definida.

E não me abanem com a diminuição da taxa de desemprego e com o crescimento da economia, porque nas contas do primeiro também entram aqueles que "esgotaram" o tempo e no caso dos segundos, ora bem, "a coisa" depois de terem feito com que ela batesse no fundo . . . não pode descer mais.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

09 setembro 2015

432 - Simplesmente, vejo o que fazem.

Foto: Blogue Mais Guimarães
Dizia Andrew Carnegie (1835-1919) empresário e filantropo, que à medida que ia envelhecendo, prestava menos atenção ao que as pessoas diziam, simplesmente passou a observar o que faziam. Esta citação pode vir a talhe de foice, relativamente ao período eleitoral que se avizinha ou, se calhar, ao término do mandato atual!!??

No entanto, a nenhum deles se refere. Estou a pensar no caso concreto da fotografia ao lado e do seu principal impulsionador que, "por acaso", cumprindo o que tinha prometido, também terminou a obra do Lar de Idosos, tema de abundantes críticas e ofensas em passadas lutas de campanhas eleitorais. O empreendimento dos Banhos ora re-inaugurado e o SPA e Clínica de Saúde, inaugurados de raiz, são equipamentos que devem orgulhar - como foi dito na sexta feira passada - todos os Taipenses e Vimaranenses. Pela parte dos Taipenses concordo plenamente e dos Vimaranenses, pelos muitos presentes - incluindo a vereação municipal sem pelouro - não me custa acreditar que sim.

Tive por diversas vezes oportunidade de me pronunciar, sobre a mais valia que teria sido a eleição de Ricardo Costa para presidente da Junta de Freguesia. Parece-me que será fastidioso e desnecessário, voltar aqui neste espaço a falar sobre o assunto. É tempo de analisar quem promete mundos e fundos e deixa tudo na mesma e aqueles que podemos observar o que fazem. E pela minha parte deixo expresso e sem qualquer tibieza: Gostei da cerimónia de re-inauguração dos Banhos e inauguração do SPA e Clínica de Saúde e, pelo que pude verificar nos presentes, só não gostaram aqueles (poucos) que não conseguem disfarçar a dor (estúpida e sem sentido) de cotovelo.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

03 setembro 2015

431 - De desvio em desvio.

Foto: Google.
No período de férias - este ano intercalado com algumas visitas ao HSO de Guimarães - costumo "ir ao pão", tarefa que, por razões de saúde - de preguiça (segundo a Mãe dos meus filhos) - fui menos vezes. No entanto nas poucas (para mim muitas) vezes que o fiz e embora o percurso não fosse longo, cruzei-me/ultrapassei/fui ultrapassado, por alguns canídeos que tinham na outra extremidade da "soga" um ser humano.

Só que estas por mim apelidadas de "soga" não são como aquelas grossas e curtas que o S'Manel Caseiro usava nos seus quadrúpedes ruminantes. Não. Agora são finas, esticam e tem um aparelho na ponta oposta à coleira. E então é um ver se te avias, a desviar do cão, da soga, dos dejetos do cão e do humano da ponta da soga.

Não tenho nada contra o cãozinho, a soga, os dejetos e o ser humano na ponta da soga. Já me incomoda, ter de me desviar do cão, da soga e afins.

Esta soga esticadora, faz-me lembrar "a corda" que damos a algumas pessoas e que depois temos alguma dificuldade em retirar. A corda é comprida, estica e depois é difícil encurtar os abusos. Parece que temos de ser menos benevolentes e começar a usar "a corda curta", desde o princípio e contrariando a teoria do "assim como ta dei, assim ta tiro".

Ou então aproveitar a revisão quadrienal, para puxar a corda de vez.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

01 setembro 2015

430 - Ainda a procissão vai no adro . . .

Foto: DNDigital /editada).
Ainda a procissão vai no adro e já estou farto dela. Não, não é a de S. Pedro que a essa - com o devido respeito para com o Santo - já deixei de assistir, depois de pegar a moda de colocar as pessoas importantes cá do sítio desfilando atrás do palio. Estou a referir-me aquilo a que se convencionou chamar de "pré-campanha" eleitoral, neste caso para as Legislativas.

O que deveria ser espaço de preparação para um debate esclarecedor já se tornou, antes da chegada do mesmo, numa toada de parada e resposta, qual delas a mais estúpida - sim, sim, estúpida para não dizer outra coisa - daqueles senhores que julgam que são políticos e que fazem política, quando, na verdade, os "políticos" cá do burgo fazem "política" e não a política.

Como se não bastasse os que por cá andam - como o senhor da irrevogabilidade, que queria que a sua lista tivesse dois jogadores quando as outras apenas tinham direito a um - vem aquele senhor de voz de falsete, lá das europas onde as mordomias são de bradar aos céus, dizer que se outro partido que não o seu estivesse no poder a justiça não atuaria. Até parece que os seus apaniguados, nem estão - nem que seja apenas moralmente - indiciados em tantos e tantos casos. É como o outro com voz de pessoas crescida dizer que não se pode governar para os amigos. Como?! Pode repetir. Repita muitas vezes como se eu fosse muito, mas mesmo muito, burro.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

20 agosto 2015

429 - Tudo se conjuga???

Acabei de ler esta notícia no DNDigital. O primeiro ministro Grego acaba de informar que vai pedir/pediu a demissão e espera que o PR convoque eleições. Os "democratas" da União Europeia esfregam as mãos de contentes. "Vergaram" os esquerdistas do Syreza que se atreveram a ganhar eleições. Enxovalharam o  povo Grego que se atreveu a eleger alguém que "os donos" da Europa não queriam. Esticaram a corda e pediram condições aos gregos, que eles não podem cumprir. Os "donos" da União Europeia, os "arautos" dos ideais de Jean Monnet retomados por Robert Schuman em 1950 com a criação da CECA, onde se pretendia iniciar uma nova era com "novas estruturas, baseadas em interesses comuns e assentes em tratados que garantissem o primado da lei e a igualdade das nações".

"Metida" na ordem a Nação Grega, enxovalhado o povo que se atreveu a exercer democracia, os "donos da UE" esfregam as mãos de contentes e apressar-se-ão a "avisar" os Gregos, que lhes perdoam mais de 50% da dívida, se eles se mostrarem arrependidos e votaram na social democracia ou no socialismo reinantes nos outros Estados Europeus e "verdadeiramente democratas".

E para vergonha nossa(minha) de portugueses, não demorarão os nossos inteligentes a dar como exemplo, a ousadia dos Gregos: - Como vêm, nós é que estamos no caminho certo.

E uma vez mais Portugal, à beira do abismo, dará um grande passo em frente.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.