06 abril 2011

208 - Termas e cutelarias sim.


No suplemento "JNCidades" de ontem numa rubrica sobre Economia, vem um texto sobre as cutelarias das Caldas das Taipas, assinado pelo n/ conterrâneo Delfim Machado, a quem aproveito para dar um abraço público e desejar-lhe as maiores felicidades, na nobre e difícil actividade de informar. No texto que fala sobre cutelarias, é entrevistada a presidente do Conselho de Administração da Herdmar e o presidente da junta de Freguesia de Caldelas.


Lido o texto - ou não fosse ele sobre as Taipas - retiro parte das frases atribuídas a Maria José Marques:

"Para temperar os aços (...) é necessário água. E a água, aqui das Taipas, pelo facto da existência das Termas, tem umas características (...) boas para a produção de talheres(...)". Tenho manifestado neste blogue a minha indignação, por existir nas Taipas uma corrente, quase que uma necessidade, de apoiar a actividade termal ou a cutelaria, como se ambas não pudessem e não devessem coexistir. Ficamos a saber, por este texto, que uma até é benéfica para a actividade da outra.

Lembro-me de nos anos sessenta e setenta, assistir à passagem dos aquistas para os balneários termais e dos cutileiros para as fábricas, sem se atropelarem ou uns passarem por cima dos outros. Uns mais escuros pelo pó do trabalho e outros mais brancos pelas maleitas ou pela ingestão da água, cruzavam-se sem se estorvarem. Hoje em dia alguns "defensores" duma ou doutra actividade, só a léguas.


Não sei se com intenção ou sem ela, a Zé Marques deu o exemplo, não só da possível convivência, mas até da necessidade dela. E todos os Taipenses dignos desse nome assim devem pensar, porque essa história do quanto pior melhor, só interessa aos incompetentes.


E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

29 março 2011

207 - Que representantes do Povo . . .

Tristemente, verifico que o que escrevi e coloquei no passado dia 18 já está desactualizado, pois peca por defeito. Se na véspera do dia do Padroeiro da Póvoa sem mar, estava desiludido com a actuação dos nossos eleitos, agora estou aterrado. Nunca tão poucos, fizeram tanto mal ao País. Não tenho competências para dissertar sobre a opção de chumbo ao PEC IV, porque nem sequer o conheço, mas pelas coisas que se passaram antes e a seguir ao seu chumbo.


De certeza que os “representantes do povo” fizeram o seu melhor, pois analisaram muitíssimo bem as suas opções. Curiosamente, as opções do maior partido da oposição, partiram de alguém que não foi eleito pelo povo. Como é possível a alguém, que não tendo sido sufragado pelo povo, possa pôr e dispor do futuro desse mesmo povo? Curiosidades da nossa democracia.


De muitas atoardas cometidas elejo uma: O acabar pura e simplesmente com a avaliação a uma classe profissional, sem um modelo alternativo. Queimaram-se tantas pestanas, tantas horas, dias e semanas de conflito, para numa penada acabar com tudo? Porque não acabaram antes?


E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

18 março 2011

206 - Que povo ! ! !

Lendo e ouvindo alguma coisita, não precisa de ser muito, do que circula pelos órgãos de comunicação social - e incluo neles todas as formas de comunicação - ficamos com a sensação que não estamos a ler e a ouvir bem. Pessoas - e até instituições por meio dos seus legítimos representantes – dizem e escrevem coisas que não lembra nem ao mais pintado. Optimismo e pessimismo, levados ao extremo, são o pão nosso de cada dia.

O partido de suporte ao Governo, o Governo e restantes partidos da oposição, as diversas assembleias sufragadas e legitimadas pelo povo e outros órgãos executivos, a quem se chama poder politico, aos quais se juntam os representantes do poder judicial, sindical e patronal, todos os dias nos brindam com afirmações e contra-afirmações, a que apelido de brincadeiras de mau gosto, baralhando-nos e levando a que, cada vez menos, neles acreditemos.

Estará o País à beira do abismo, a necessitar de medidas de austeridade, de PEC’s, de cortes em salários, reformas e apoios sociais? Ou pelo contrário não precisamos de nada disto? Francamente não sei e os disparates diários proferidos dum lado e doutro, em nada me ajudam a entender e muitos menos – e isso é que é grave - a resolver os problemas do País.

E depois estas atitudes generalizam-se e todos se acham no direito de asneirar, como um dos vice-presidentes de uma associação da qual faço parte desde 1977, vir para a imprensa indicar o desejado nos “quartos” que, junto com outro dos lados da Sé, nunca deveria ser indicado.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

03 março 2011

205 - Nobre povo ?

A Sara mais antiga dos Vilas, mandou-me um correio que não resisto a publicitar. Por questões de espaço vou encurtar o mesmo, sinalizando esses cortes (...).

(…) No palácio das Necessidades (…) um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país (…), os índices (…) de crescimento e bem-estar, (…) revelavam uma distância (…) face aos nossos parceiros. (…)Tudo parecia indicar que uma qualquer "sina" nos condenava (…) e, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal "partira" bem:
- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que "deram novos mundos ao mundo", que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental ?

O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:

- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.

- Não descendemos? - reagiu, perplexo, o jovem diplomata - Então de quem descendemos nós?

- Nós descendemos dos que ficaram por aqui . . .

02 março 2011

204 - Os comunicados.

Como habitante das Caldas das Taipas e tão interessado como os demais sobre os assuntos da vila/freguesia, tento acompanhar presencialmente ou lendo notícias várias e em vários locais, assuntos que a esta dizem respeito. Por isso quando sou informado de algum acontecimento na vila - e desde que a presença não me seja incómoda - compareço, e acompanho nas leituras de jornais e na blogosfera, interessadamente, tudo o que a ela diz respeito.

Foi assim que li no RFX Digital as notícias a que aludi na minha colocação 203 - Prioridades e que, da mesma forma, tive conhecimento de duas hoje colocadas no RFX Digital. Uma dando conta que o Barco Rock Fest integra programação da CEC 2012 e outra dizendo que, em comunicado, a junta de freguesia denuncia injustiça à Industria da Cutelaria. Da primeira escreve-se que num encontro com os órgãos de comunicação social, a Fundação Cidade de Guimarães deu a conhecer esta iniciativa entre outras. Já quanto à denúncia da injustiça às cutelarias, escreve-se que "A Junta de Freguesia de Caldelas deu conta, através de um documento distribuído à imprensa (...)".

Na colocação anterior manifestei o meu desagrado quanto à impossibilidade de ler um comunicado na integra, desta entidade. Agora volto a fazê-lo. Parece-me que os eleitores e os simples curiosos, teriam todo o interesse em o ler. Se não tenho o direito de interferir nos critérios jornalísticos do RFX, já não direi o mesmo relativamente ao emissor do comunicado. Tendo a freguesia um sítio na internet, porque não coloca lá estes comunicados que reputa de importantes?
Sim porque o problema de expiração em 27 de Fevereiro pode ser resolvido rapidamente.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

21 fevereiro 2011

203 - Prioridades.

No sábado passado li esta notícia no RFX Digital. Posteriormente li esta no mesmo local. Em ambas se faz referência a comunicados postos à disposição do Jornal Reflexo. Se a segunda notícia nos relata pormenorizadamente os vários episódios da querela partidária, entre dois opositores políticos, já na primeira, que diz respeito ao órgão executivo da freguesia, não publica o comunicado.

Não tenho a veleidade de dizer que as querelas partidárias não terão interesse, mas quando confrontadas com um comunicado da junta de freguesia, para justificar a falta a um acto para que foi convidada, possivelmente mereceria igual tratamento.

Até porque sendo esta questão comentada na internet, o comunicado na integra poderia dar a possibilidade aos eleitores - e aos simples curiosos - de perceber melhor a situação.

Faço este comentário mais de 48 (quarenta e oito) horas após ter feito um, não publicado, no local mais conveniente.


E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

18 fevereiro 2011

202 - Os votos e os cartões.


Muitos ou poucos - conforme o lado político que faz as afirmações – cidadãos eleitores foram impedidos de exercer o seu direito de voto nas eleições presidenciais. Muitos – independentemente do lado político que faz as afirmações – cidadãos eleitores não quiseram exercer o seu direito de voto nas eleições presidenciais. Sendo muitas vezes indicado como uma das maiores conquistas com a implantação da democracia, o voto não foi exercido porque as pessoas não puderam, não quiseram ou não tomaram as devidas precauções para o fazer.

Parece consensual que a esmagadora maioria não votou porque não quis. Quanto aos que apareceram nas respectivas secções e não o puderam fazer, será justo dividi-los em duas partes: Os que não puderam por erros da administração – não sei se técnicos ou outros – e os que, como digo no parágrafo anterior, não tomaram as devidas precauções para o fazer.

A quem tem seguido com algum interesse, a forma displicente como os eleitores mudando de residência não a actualizam como é seu dever, isto que aconteceu era perfeitamente previsível. Parece que estando recenseados na nossa freguesia de “coração”, mas com a residência noutro local, ao trocarmos o BI pelo CC a morada é actualizada e ficamos recenseados automaticamente na nova freguesia. Assim sendo, teríamos de ter a atenção de verificar tal facto.

Lá por casa há quem tenha tirado recentemente o CC e foi votar sem problema nenhum. Levou o CC e o cartão de eleitor.

Lamento muito por todos aqueles que, querendo, não lhes permitiram votar. Mas parece que o erro pode ser dividido entre as falhas da administração e o laxismo de muitos eleitores.
Foto: Google.

04 fevereiro 2011

201 – Ainda A Escola Secundária.

A ESCT foi inaugurada no passado sábado. Com muita gente, uns menos anónimos que outros mas, aparentemente, todos satisfeitos e interessados pelo empreendimento. Alunos, professores, funcionários, pais, gentes das Taipas e das freguesias vizinhas, pessoas ligadas ao ensino e autarcas. Em passo acelerado o Director mostrou as instalações aos visitantes. Finalmente uma sessão solene presidida pelo representante do Governo, que usou da palavra, juntamente com o presidente da Câmara e o Director da Escola.

Contrariando a crescente dicotomia Taipense, José Augusto Araújo, na sua intervenção citou os nomes de Cândido Capela Dias, Luís Cirilo, Miguel Laranjeiro, Emídio Guerreiro, Sónia Fertuzinhos, António Magalhães e Maria de Lurdes Rodrigues, por iniciativas que tornaram possível esta inauguração.

Já vai sendo tempo de passar de moda a política do bota abaixo e do só eu é que sei. É tempo das pessoas ditas responsáveis, se deixaram de criancices e adoptarem uma posição de responsabilidade e - embora não sendo necessário andar aos beijos e abraços – passarem a respeitar-se e aceitar as ideias dos outros.

Não nos quedemos na expressão proferida por Oliveira Salazar em 18 de Janeiro de 1965. O “orgulhosamente sós” é uma baboseira, principalmente nos dias de hoje. E embora não seja apologista da submissão pura e simples, nem absolutamente contra posições autónomas e independentes, nem tão pouco a favor do expediente ou do compadrio, também não vejo qualquer lucro, em estar sempre do outro lado da barricada.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Foto: REFLEXO DIGITAL

28 janeiro 2011

200 - A Escola Secundária

A Escola Secundária, depois da requalificação onde foram investidos cerca de 14 milhões de euros, será amanhã inaugurada oficialmente. Será um marco importante na história da Vila e de toda a zona envolvente. Penso não errar, se disser que foi o maior investimento público alguma vez feito nas Taipas. É claro que esta inauguração passará ao lado de alguns, sempre prontos a tecer loas às suas iniciativas e a desprezar tudo que vem dos outros. Mas desses, dos que pensam pequeno, não rezará a história.

O impacto da inauguração não será muito grande. Foi preocupação dos responsáveis da Escola causar o mínimo prejuízo para a comunidade escolar e, com as obras faseadas, não interromper o ano escolar e permitir usufruir os novos espaços, conforme iam ficando prontos. Teria outro impacto se a comunidade, apenas no dia da inauguração, conhecesse o novo edifício. No entanto para os Alunos e todos aqueles que trabalham na Escola, foi bem mais importante já estar a usufruir dos novos equipamentos, que esperar por um dia para serem inaugurados.

Mas não será pelo facto da Escola ir sendo usufruída, que no dia da sua inauguração, nos devemos alhear de tal acto. Amanhã estarei presente e, como muitos, ficarei tão satisfeito como quando inauguramos o Quartel dos Bombeiros, a Escola do Pinheiral, o Pavilhão do CART, a Escola da Charneca, o Centro Social, a Piscina dos Bombeiros e outros empreendimentos que se foram fazendo nas Caldas das Taipas.

A todos os que contribuíram para a requalificação da ESCT e aos que, no dia a dia, proporcionam aos nossos filhos a Escola que têm, os meus sinceros agradecimentos.
Foto: RFX Digital.

20 janeiro 2011

199 - A segunda volta.



Escreve o DN Digital, que um dos candidatos a sentar-se na cadeira de Belém nos próximos cinco anos diz, que "Não podemos prolongar esta campanha por mais três semanas, os custos seriam muito grandes para o País", e que os penalizados serão "as famílias, as empresas e os trabalhadores". Pede para pensarmos "na actual situação económica do País, no que tem vindo a acontecer nos últimos dias".

Lendo este texto e pensando no que tem acontecido durante esta campanha - que nunca mais acaba - não posso deixar de concordar com o candidato. Efectivamente, não podemos prolongar esta campanha. Aliás sou até mais papista que o Papa: Esta campanha horrível, estes podres todos levantados, estas conversas só para inglês ver, estas desconversas, estes boatos (se é que o são) nunca provados ou desmentidos, estes amordaçares de boca, o só responder ao que lhes interessa, etc, etc, etc, dão enjoos a qualquer um.

Agora quanto aos custos para o País - que me perdoe o candidato - as famílias, as empresas e os trabalhadores e a situação económica assim como o que tem vindo a acontecer, já anda por cá há muito. Parece é que há pessoas, bem formadas, que só agora acordaram para isto e só agora, com as mesmas armas que tinham antes, é que vão fazer milagres.

Custa muito ser português de segunda.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Fontes: Diário de Notícias.

15 janeiro 2011

198 - As deturpações.


Todos os dias somos confrontados com títulos nos jornais que, lendo o corpo do artigo chegamos à conclusão que esse título nos induziu em erro. Já menos habitual é a narração não estar de acordo com o que se pretende relatar, mas também acontece embora em menor escala. Agora o que não está correcto é escrever-se algo que não é verdade e, pior ainda, com a agravante de colocar entre aspas ou comas como quiserem, como sendo citações de alguém quando tal não pode ser verdade.

Vem tudo isto a propósito de uma notícia no JN de hoje, na página 10 (Dez). Esta página diz respeito à campanha eleitoral. Dá como palavras do candidato Cavaco Silva e a frase vem entre aspas, como sendo uma citação: “A minha mulher anda sempre a meu lado (…) A reforma da minha mulher não chega a 800 euros por mês. Trabalhou a vida toda, foi professora”.

Mais adiante, no relato da campanha volta a dar como palavras do professor: Esta é a minha senhora, trabalhou praticamente a vida toda… Foi professora toda a vida em Moçambique e Portugal e nunca ninguém descobriu a reforma que recebe.

Como o candidato não mente e como a sua senhora foi professora toda a vida, só pode ser erro do jornalista os oitocentos euros mensais…

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também… me vou chorando.
Foto: JN, 15/01/2011

12 janeiro 2011

197 - Politiquices


Para quem detesta politiquice barata o último mês do ano que agora findou, não foi fácil de digerir. As esperanças que o 2011 fosse diferente, saíram frustradas e até, quanto a mim, agravadas. Os senhores da política, ou que "se governam com a política" como diz o candidato presidencial da ilha da Madeira, não param de nos presentear diariamente com baboseiras, ataques e contra-ataques, indiferentes às dificuldades com que o povo de segunda se depara no dia a dia.

Para não destoar do resto da País, também na nossa vila a politiquice continua. Para tentar terminar o ano actualizado, resolvi assistir à última assembleia de freguesia. Melhor dizendo: tinha intenções de assistir, mas passado pouco mais de uma hora do seu início, não resisti e após os "50 minutos" sorrateiramente, para não perturbar "os trabalhos", fui para "donde nunca devia ter saído".

Com a saída do Reflexo e em contra-ciclo, o editorial do Director e a entrevista do presidente da Direcção dos Bombeiros, foram uma lufada de ar fresco e algo sobre que "os politiqueiros" deviam reflectir.

Ah e eu sou apoiante incondicional do investimento nas Caldas das Taipas, venha ele de onde vier e por qualquer atalho.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

28 dezembro 2010

196 – Pode explicar outra vez?



No dia 20 de Dezembro, vinha uma notícia no RFX Digital sobre a Assembleia da Taipas Turitermas. Dizia que o Plano de Actividades e Orçamento, foram aprovados por UNANIMIDADE; dizia também que a junta de freguesia de Caldelas, foi eleita para a assembleia-geral; e, digo eu, o representante da freguesia esteve presente na AG e votou.

Li hoje um boletim informativo, que embora não tenha lá escrito a sua paternidade se pode presumir que será da responsabilidade da junta de freguesia, um editorial (?) onde se criticava o investimento da Taipas Turitermas. A meio da crítica escreve-se que "...a junta de Freguesia não está contra o investimento na Vila. Nem pretendemos criar ou alimentar guerrilhas nem dar demasiada importância a quem não a merece.”

Sabendo o que se passou na assembleia; lendo o editorial; lendo que a junta escreve não estar contra o investimento; lendo que a junta chama à colação os Bombeiros; lendo os termos com que trata o representante do município na Cooperativa; o cidadão eleitor pode questionar-se:

Ou o intitulado representante não representava; ou quem escreve não é quem diz; ou está tudo doido.
Foto: RFX Digital

23 dezembro 2010

195 - Exijo mas não cumpro.

Como posso exigir se não cumpro?
Deparei esta semana com esta notícia no Público Digital. Certamente não faltarão exemplos, de exigências aos outros sobre coisas que nós não cumprimos.

Por uma questão de não estar para ficar (mais) doente, não acompanho os debates dos candidatos à cadeira de Belém. É que, se uns se queixam de falta de poderes, outros argumentam que são demais e ainda outros, criticam a não utilização de poderes que, vem-se a verificar depois, até nem os têm.

Agora, uma coisa é (será) certa: Eu não posso ter um determinado cargo hoje, querer esse mesmo cargo amanhã dizendo que HOJE não fiz o que devia, mas AMANHÃ farei. E nesta constante troca de acusações - para não dizer asneiras - o País continua à espera de mais um qualquer salvador da pátria (Pátria com letra pequena é de propósito).

Esta semana felicitei dois amigos pela passagem de mais um aniversário: Um na terça-feira que fez 75 anos e uma que na quarta fez 84. Gosto muito dos dois, cada um à sua maneira. A senhora, pela forma delicada e educada do trato e o homem, pelas tiradas sempre oportunas e pelas conversas sobre o "antigamente". Quando alguém lhe disse que ele duraria até aos 100 anos, invocou a frase de um Papa quando lhe disseram o mesmo: "Não ponhas limites à vontade de Deus"

Se é vontade de Deus, com a complacência dos homens, que sejamos obrigados a aturar estas situações indefinidamente, também não serei eu que porei limites à vontade de Deus.

A todos os que passarem os olhos por este escritozico, os votos de um Bom Natal.

16 dezembro 2010

194 - A destruição


Passei alguns tempos da minha juventude a vaguear pelo parque da Junta de Turismo. Ora jogando futebol na palhota, no ringue e no campo de Ténis - quando este era em terra e o Ti Manel andava distraído - ora correndo e a andar de bicicleta pelo parque e dando alguns, poucos, mergulhos no Ave pois – como afirmam alguns inteligentes/ignorantes – era dos privilegiados.

Fizemos algumas asneiras nestes sítios – e também algumas coisas boas, mesmo muito boas – mas nesse tempo não se assistia a estes actos, que em nada dignificam a terra e, por tabela, os seus habitantes. Hoje há uma satisfação enorme em destruir “o que está quieto” e, embora o recinto seja muito mais utilizado que o era antigamente e com melhores condições, o povão encontra sempre horas de menor visibilidade, para destruir.

Aliás nas Taipas nos últimos tempos “o destruir” é Rei, bastando para tal ler os comentários aos poucos artigos que o RFX Digital nos proporciona.
Foto: Correio do Minho.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

10 dezembro 2010

193 - Pela boca morre o peixe ??



Nestes últimos dias lembrei-me dos tempos do Piteco. Não pela saudade ou não daquele sítio que era centro de discussão e convívio, frequentado pelos rapazes e raparigas do meu tempo. Nem sequer pelas longas conversas – bem sentadinhos nas cadeiras – com o Júlio da Marta a dormir ou a ver uns joguitos de hóquei. Amiudadas vezes – embora sem a raiva com que alguns hoje o fazem - o assunto Guimarães-cidade era badalado e as conversas intervalavam ou terminavam com a frase “até lhes cortamos a água e, estando um dos habituais, até pela “Vou falar com o meu tio Tónio para fechar a torneira”.

Pois é, lembrei-me do Piteco por causa do “Tio Tónio fechar a torneira”. E daí o título deste meu comentário. E a pergunta: Será que os de Santa Eufémia de Prazins, puseram em prática em relação às Taipas, as ameaças que nós fazíamos a Guimarães?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

Foto: Guimarães Digital.

20 novembro 2010

192 - Convívio dos Vilas.


Pai, depois de alguma maturação resolvi fazer-lhe o relato da 18ª Confraternização dos seus netos. Não sei se já lhe disse isto antes, mas depois de ter partido, o seu filho mais novo resolveu continuar a confraternização em sua memória. Primeiro foram só os netos, mas algumas missas depois, os filhos genros/noras resolveram associar-se. Nos últimos anos há um neto – a começar pelo mais velho – que é o organizador.

Este ano a vez foi do Pedro que resolveu fazer uma surpresa a todos: A confraternização foi no Hotel das Termas e os filhos do seu irmão também foram. De todas as confraternizações foi a que mais gostei. Almoçamos, confraternizamos, trocamos experiências “velhas” e no final foi apresentado em power point – oh desculpe, foi passado tipo filme na parede mas com uma coisa que se chama computador - um resumo da nossa história.

Foi bonito Pai: O Coronel Vilas, o Avô Francisco e a Avó Joaquina, o Tio Zé e o Pai, nós e os nossos primos. Muitas fotografias antigas, até apareceram o Citroen e o Nogueirinha. E depois – como somos Vilas - falamos, falamos muitos. Do Avô sobre a Pensão e a Comissão de Iniciativa da Junta de Turismo das Taipas; Do Tio Zé sobre a Junta, A Empresa Termal, As Termas e o Turismo; De si sobre o Turismo Hóquei Clube, o Hotel e o Turismo. Foi um falar sem fim. Um dos seus netos, no final até dizia: "Afinal os Vilas fizeram alguma coisa aqui na Taipas."

Claro que esta Festa para ser completa, necessitava da presença dos que já partiram, mas como isso é impossível nós, os que cá ainda andamos, vamo-los recordando. Ah, este ano houve uma falha: O seu amigo Mioguinho, que todos os anos liga, este ano esqueceu-se.

10 novembro 2010

191 - Vemos ouvimos e lemos - Parte III

A propósito das cenas, com que a "classe" política nos tem brindado:

"Mas será que o espectáculo vivido em Portugal teria o condão de sossegar alguém? Algum português (...) terá (...) acreditado na solidez e na verdade do acordo (...) ? Para os mais crédulos, terão bastado escassas horas para o mito se desfazer. Os ataques desferidos durante a discussão do documento (...) terão destruído qualquer certeza". "Paula Ferreira, In JN de 10/11/10."

Este meu comentário será o seguimento aos comentários 188 e 185. A atitude de pessoas que deveriam ser responsáveis e o estar continuamente a chamar ao outro antes que o outro lhe chame, é deplorável. E o pior é que, como diz o brasileiro, com estes actos "estão mexendo no meu bolso".

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

04 novembro 2010

190 - Pois tem razão . . .


És Vilas, falas demais, mas desta vez tiveste razão. A notícia peca por tardia, mas tem uma explicação: Porque quando o Pai entrou na família não houve comida, tinha garantido a mim mesmo que se não houvesse agora, nem diria nada.

Mas não tinha razões para estar preocupado, porque houve comida, muita, boa e o convívio esteve animado. Principalmente porque “nós lá n’América” somos mesmos assim: Divertidos.

Pedrinho, sejas bem aparecido e para a semana lá estaremos, a comemorar o centenário do nascimento do vosso Avô Vilas.

02 novembro 2010

189 - Vemos, ouvimos e lemos - Parte II

Há quem leia jornais e há quem lhes "passe os olhos".

Da maneira que hoje em dia se dão as notícias e, neste caso, se ilustram as mesmas, temos mesmo de ler, pois o simples "passar os olhos" podem induzir-nos em erro.

Fonte: Capa JN de hoje.

25 outubro 2010

188 - Vemos, ouvimos e lemos.


Nos anos setenta foram-nos facultadas algumas canções e poemas, que desconhecíamos por completo. Uma delas tinha como refrão: “Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.”


Neste final de semana, onde todos estaremos suspensos da reunião Governo/maior partido da oposição, ou se calhar até nem ligamos nenhum, “li” uma crónica de Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias. Hoje passei os olhos pela imprensa digital e outras duas notícias me suscitaram atenção. Uma do Correio da Manhã e outra do Destak.

Estas notícias podem ser perfeitamente normais, mas se “lemos, não podemos ignorar”.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

20 outubro 2010

187 - Tem razão minha senhora

Com a devida vénia transcrevo um título do Destak de hoje. «O contribuinte paga-me para o defender e lutar por ele».

Quem faz esta afirmação é uma deputada da assembleia da República. Concordo plenamente com esta frase. E também "pagamos" aos membros do governo; e da oposição; e aos juízes; e aos médicos; e aos polícias; e aos jornalisticas das EP; e, e, e.

No entanto é o que se vê. Nomeadamente com a brincadeira das conversas sobre o OE. E sobre muito, para não dizer tudo, o que se passa neste País. As pessoas que deveriam ser responsáveis, esquecem-se que "O contribuinte paga-lhes para o defender e lutar por ele". E o contribuinte é que gera receita para financiar os partidos para alguns (todos ?) dos seus membros brincarem com esse dinheiro e esses contribuintes.

Ah e o OE passará na AR, porque o financiamento dependerá da sua aprovação.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

15 outubro 2010

186 - Que república . . .


Sei que estás em Festa pá, perdão, sei que tens "festa" pá. E pelos vistos pela noite dentro. Também não percebo qual é a tua, agora na casa dos trinta e muitos, resolver "ir p'rá night"...

O que vale é a legião de boa vontade, que anda aí pela casa. E o José a ajudar . . .

Maria Luísa, bem vinda, mas vê lé, sê simpática: Deixa o Pai dormir.

08 outubro 2010

185 - A "república"

Isto é que vai uma república . . .

Continuamos - eu pelo menos - a ser brindados diariamente, com afirmações, contradições, ataques e contra ataques, de pôr os cabelos em pé.

Ele é um partido político a dizer que vai votar contra o orçamento, quando todos sabemos que, se não votar a favor, pelo menos abstém-se porque é mais fácil ser oposição que Governo. Ele é dirigentes e treinadores de futebol, à mistura com representantes de jogadores e árbitros, a atirarem-se uns aos outros. Os sindicatos e associações patronais a dizer que só a greve, ou a ausência dela, resolve os nossos problemas. Todos os dias e a todas as horas, somos confrontados com declarações de economistas e fiscalistas que, consoante o lado da barricada, dizem bem ou mal, desta e daquela opção.

O cidadão comum, que se confronta diariamente com estes palpites e sente na carne as verdadeiras dificuldades, por não ter dinheiro; por lhe cortarem o Abono; por o ameaçarem com despedimentos; por lhe penalizarem o PPR que, antes o incentivaram a fazer; por o gozarem com medidas e não medidas, tem o direito de andar desanimado. Tirando os “senhores” que passam na televisão, há um sentimento de tristeza e de impotência, em muitos cidadãos com quem nos cruzamos nas ruas. Portugal anda triste. O País do Fado, Futebol e Fátima, acrescentou outro “F” aos três anteriores. Até um dia, em que resolver atirar com esse “F”, à cara de todos os que nos puseram nesta situação.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

Foto: Google.

01 outubro 2010

184 - Não será brincadeira ??

"Todos os partidos, com grande sentido de responsabilidade (...)".

Partidos ? Sentido de responsabilidade ?

Será que estamos a falar daqueles senhores que se vê na televisão e se lê - quem consegue - nos jornais ?

É quase como a amiga Patrícia no próximo Domingo ganhar nos dois campos. Luz e Afonso Henriques.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.