E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Um Blog de António Joaquim Oliveira, descendente de Francisco de Oliveira, o primeiro Vilas das Taipas.
30 agosto 2021
548 - Ajudando a... perceber cada vez menos (ii)
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
26 agosto 2021
547 Cada vez percebo menos.
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| Foto: QV |
E o porquê de me recordar da frase do quadro que mantenho em casa? Se trocar algumas palavras, a frase poderia ser: Concordar com mentiras não, que é pecado. Desmascará-las, é perder tempo. Ou como soe dizer-se: é dar pérolas a porcos.
No entanto, perante a grande onda de desinformação que se espalha por todo o lado, sem custos para o utilizador, não resisto a colocar em reflexão, algumas das mentiras que p'ra''í andam. Fá-lo-ei em próximas garatujadas, mas gostava que os meus amigos fizessem um exercício mental, tipo sudoku ou palavras cruzadas, sobre a verborreia que por aí gravita.
Gente que saiu do armário, como se nunca lá estivesse; gente que não mexe uma palha e depois diz que carregou um camião de bois com centeio; gente que sempre ofendeu e blasfemou e agora defende e louva as mesmas pessoas; gente que nunca esteve interessada e agora diz que muito/sempre se interessou.
Nestas questiúnculas tudo serve para denegrir, para atacar e para ser juiz em causa própria e ofendido em causas que são de outros.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
08 maio 2021
546 - Agradecimento
Agradeço à sua mulher e minha cunhada, os anos que com ele viveu.
Agradeço aos meus sobrinhos José Luís e Sara Maria, os bons filhos que foram para ele.
Agradeço e ficarei refém desse agradecimento até que parta também, aos: 49 - 65 - 41 - 33 - 72 - 86 - 85 - 83 - 92 - 95 - 55 e 106, pela fidelidade demonstrada, apanágio de Homens fieis intérpretes da dignidade e da honra, que tanto os prejudicou.
Agradeço a todas e a todos que, ao longo da sua vida, foram seus amigos.
14 março 2021
545 - Por respeito (2)
Faz hoje um ano que coloquei esta mensagem no meu Vilasdastaipas. O que disse naquela, repito nesta. Tenho, porque não o perco, um enorme respeito pelo Dr. Mário Dias. Pelo Presidente da Junta que, após um ligeiro interregno de uma Comissão Administrativa, foi eleito para o lugar ocupado por quatro décadas pelo Vilinhas Pequenino.
Depois de ter aliviado do sofrimento muitas e muitas pessoas, sofreu para nos deixar faz hoje um ano.
Hoje como ontem, recordo o seu apoio e a sua crítica à atividade da sua Junta, com um simples telefonema, com uma mensagem breve. Parece que ainda o estou a ouvir:
Quim. Já disse ao Taibueiros. Está um buraco junto à...
Amigo, muitos buracos já foram tapados e todos os que aparecerem, também serão.
06 março 2021
544 - Mal prega frei Manel.
Nessa altura, embora o Padre António ainda fosse vivo, quem paroquiava a freguesia era o Dr. José de Jesus Ribeiro, homem inteligente, sabido, perspicaz e grande pregador. Ainda me lembro - porque meu Pai era quem lhe fazia os serviços de carro de aluguer - que era convidado amiudadas vezes para, do púlpito de diversas paróquias, prender os fieis com os seus sermões. Até a Cidade dos Arcebispos o acolheu várias vezes, na Semana Santa, para "pregar" na procissão do Enterro do Senhor. O Dr. Jesus Ribeiro defendia com ardor os temas abordados no sermão, não fora ele um servidor da Fé Cristã. Logo, acreditava na mensagem que passava para os fieis.
"Mal prega frei Manel" e com estas pregações, outra banhada se perspectiva.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
31 dezembro 2020
543 - Mais um.
Faltam algumas, poucas, horas para terminar mais um ano. Estamos prestes a dizer adeus ao 2020 e preparados para receber o 2021. Não com beijos e abraços, mas, digo eu, de braços abertos. Com coisas complicadas que se nos depararam neste ano que agora finda, mas com coisas positivas de que o mesmo também foi pródigo. E que continuará em 2021, com coisas negativas e positivas.
O covid continuará a andar por cá: a máscara continuará a fazer parte do nosso quotidiano; a desinfeção/lavagem frequente das mãos continuará; a proibição/não aconselhamento de ajuntamentos será um facto. Claro que isto será para mim e para outros como eu, porque há muita gente que acha que "a eles nada lhes pega".
Cá pelo nosso burgo, apesar destes constrangimentos e cuidados, o ano de 2020 foi pródigo em realizações. E o 2021 continuará a sê-lo: umas para continuar, outras para terminar. Sim, estou a falar de Obras. Com "O" grande. Obras almejadas e sonhadas - para não dizer reclamadas - por todos e que finalmente estão no terreno.
A requalificação do centro; a alameda Rosas Guimarães; a Praça. As duas primeiras executadas diretamente pela Câmara Municipal de Guimarães. A última, a expensas da Freguesia. Obras de que nos podemos orgulhar, porque todos as queríamos e todos as achamos necessárias. E quando digo todos, refiro-me mesmo a todos: aos eleitores, que viram nos programas eleitorais que sufragaram, anos a fio, estas obras. E votaram nos partidos, a contar com elas.
E quando alguns, agora, as dizem como não necessárias, extemporâneas, fora de tempo, só têm uma razão para o fazer: dor de cotovelo e pouco de Taipense(s).
Bom ano de 2021.
20 dezembro 2020
542 - 4 meses depois e muitos depois
Todos (?) andamos preocupados com o COVID. Ou, se não andamos, devíamos andar. Eu ando. Muito. A coisa não é para brincadeiras. Mas não vos vou falar/escrever sobre as cautelas a ter com o dito cujo. Não, não tenho competências para tal e, para dar palpites, já anda para aí gente demais. E há palpites a mais. E cada um deles diferente do anterior. O povinho quer é tempo de antena, para covidar e conseguir algum protagonismo. Vou falar não da prevenção mas das causas laterais do bicho.
De vez em quando toca o sino - mais alguém que partiu, mais alguém que nos deixou. Mais algum que deixou a família, a vida, a vila, os amigos. É e será a Lei da Vida: nascer, crescer e partir. Aparentemente tudo normal - é e será a Lei da Vida. No entanto, este maldito COVID, além de originar a partida de alguns, impede-nos de nos despedirmos de quem parte.
Na estação (Capela de S. Tomé) não podemos dizer o último adeus, confortar os familiares, recordar os bons momentos que passamos, dar aquele abraço aos familiares e derramar a última lágrima sobre os que partem. Tudo proibido, em nome da saúde pública.
Desde estes confinamentos que nos impedem de participar nestas cerimónias, que muitas e muitos de quem eu nos quereriamos despedir, partiram sem o podermos fazer. Sem poder abraçar os familiares, sem contar a última história, sem avivar a última lembrança.
Daqui, deste espaço, um abraço aos familiares dos que partiram, sem que eu pudesse despedir-me.
13 agosto 2020
541 - Aborrecidos
Usualmente, passando por alguém e depois do bom dia, boa tarde ou boa noite, "conforme a hora e o local onde nos encontramos" - como dizia o outro - costumo introduzir o "então tudo bem?" ao qual, algumas/muitas das pessoas respondem com um "que remédio", que me deixa sempre baralhado. Por vezes e se a confiança o permite, returco com um "que remédio, não, ainda bem. Que remédio seria se estivesses doentes e... não tivesses remédio".
Sei que as pessoas atiram com a resposta que detesto, sem que a frase queira definir um estado de espírito, mas, muitas vezes, respondemos com a negativa à frente. Resumindo: somos pessimistas por natureza. O pessimismo vem, sempre, antes do otimismo, mesmo que este seja mais forte em detrimento daquele. É feitio. Mau feitio, digo.
Há gente que está sempre enfadada, mal disposta, trombuda e contra tudo e contra todos. É feitio. Mau feitio digo. Lá pela Pensão Vilas, local onde nasci, tinha os dois estados de espírito: minha Mãe sempre pessimista; meu Pai, um otimista por natureza. A minha Mãe seria feitio; o meu Pai seria estado de espírito.
Eu, por vezes, também acordo para o lado contrário. E - por feitio, mau feitio - chego à avenida da República, de trombas e desanimado. Com o passar do dia, as trombas vão desaparecendo e volta o otimismo. Apesar dos pontapés. Apesar das caneladas. Apesar das calinadas. Estas - as calinadas - que ao princípio me aburrem, com o desenrolar do dia, vou "botando elas" pra trás das costas e deixam de ter importância. "São vozes de finos, que não chegam ao inferno." E eu lá vou andando; e muitos lá vão andando; e cada vez mais, lá vão andando. E os das calinadas, vão ficando, cada vez mais sós, mais tristes e mais amargurados. E esses, esses sim, é que têm razão para ficar enfadados, mal dispostos, trombudos e, acrescento tristes, e contra tudo e contra todos.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
06 agosto 2020
540 - As férias, por pouco tempo que seja, devem ser para desligar.
22 julho 2020
539 - O Jornaleiro, espécie em vias de extinção.
Mercê da minha bonita idade, passei por diversas
transformações da sociedade/vida dos portugueses e, portanto, da minha. Na
juventude e até aos 17 anos, os meses de verão eram passados na Piscina da
Junta de Turismo onde, entre dois mergulhos nas horas mais calmas, atendia os
Clientes no BAR, que meu Pai era arrendatário e a minha Mãe “a Patroa”.
Naquele local conheci e convivi com diversas mulheres e
homens que, nos meses de verão, angariavam meios de subsistência para passar um
inverno mais confortável: A Joaquina “Coturela”, a Rosa Magalhães, a Rosa da S’
Claudina, a Rosinha Jabeis, a S’ Maria Emília e tantas outras.
Nos homens o Sr. Neves, o Francisco, o S’David, o S’ Manel
Duarte, o irmãos Bento e Custódio Cunha, o Américo, o Joaquim “Pito” e outros
mais. Com todos convivi e com o Zé Pereira (filho da S’ Margarida Brinca)
aprendi a fazer as palavras cruzadas, arte em que ele era exímio.
Durante todo o ano o Ti Manel Padre Santo deambulava, dia e
noite, entre “o motor” e o resto do parque, ora vigiando para que a água não
faltasse na Piscina, ora impedindo que nós fossemos às castanhas.
Na parte exterior, já não me lembro se todo o ano se apenas
no verão, tínhamos os Jardineiros e os Jornaleiros. Na classe dos primeiros, ou
na primeira classe, o sempre resmungão João “do talho”, para quem nada estava
bem. Os jornaleiros, outra classe, cuidavam da limpeza do Parque e dos recintos
desportivos, mas não mexiam no Jardim. O S’ Manel “Chouriço” e o Ser’António
(de Souto) são os que melhor guardo na memória.
Esta última classe, “Os Jornaleiros”, paulatinamente foi
perdendo preponderância. As pessoas deixaram de ter quintais e “as jornas”
deixaram de se realizar, pese embora a classe de jornaleiros não fosse extinta
e ainda hoje exista, mas noutras missões. Estes jornaleiros eram bons Fazedores
de Buracos. De sachola em punho, procuravam e procuram escavar os buracos mais
recônditos. Catavam o bicho que, segundo eles, estragava a terra, e adubando-a
a seu bel-prazer criavam o cenário para dar o fruto que eles quisessem cultivar/fazer
crescer.
Os “Jornaleiros” e os “Fazedores de Buracos” ainda por aí
andam, mas a sua missão não é tratar a terra, antes pelo contrário, é criar a
aridez, para que os seus serviços não sejam dispensados nem eles caiam no
esquecimento e no desemprego.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
11 julho 2020
538 - Taipas Turitermas.
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| Documento "coleção privada" de QV |
29 junho 2020
537 - O Parque, as Noras, a Levada... e tudo o vento levou.
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| Foto: QV |
20 junho 2020
536 - Vai ou não vai?
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| Foto RFX |
Tenho pena. Lamento pela infelicidade dos outros. Há momentos em que, na
vida, sentimos alegria por algo que acontece. Não vou falar do nascimento -
nosso ou dos nossos filhos - do casamento, de e da, mas de uma coisa que TODOS
e reforço TODOS, os Taipenses que se prezem, devem sentir alegria e gritar alto e bom som: finalmente.
Exato cara e caro amigo. Hoje, como ontem, lembro a Lurdinhas do Peixe -
mãe do Chico Magalhães; o meu tio e padrinho - o Vilinhas Pequenino; a S'
Rosinha da Pita; o Manequinhas e o Zequinha do Talho.
Mas também a senhora Maria da Seara, a Engracinha do Canto e tantas outras
senhoras que me habituei a visitar nas segundas-feiras, dia "da
Praça". Historiador é o meu primo António José e malabaristas de
acontecimentos, outros mais que por aqui vamos lendo, mas a história daquela
"Praça", sem ressabiamentos doentios e outros "mentos" que
tais, é feita de pessoas, de gente, de povo, que ao longo de décadas por
ali andou.
Fruto do desenvolvimento natural, "a Praça" perdeu as feiras, das segundas. Continuaram ainda por alguns tempos os talhos, pela mão de alguns
herdeiros. Com o tempo também esses se foram. Como dizia ontem o Presidente da
Junta, excetuando o S. Pedro, "a Praça" serviu, num local central e emblemático
das Caldas, para estaleiro da Câmara e da Junta.
Ontem - e aqui o título do "Vai ou não vai" - o sonho de muitos,
que deveria ser de todos, tornou-se realidade. A requalificação do que se
designou chamar de "Mercado" vai avançar. O estaleiro vai acabar. Irá
existir "outro" estaleiro, para apoiar A Obra que vai nascer.
E aqui nasce a nódoa na camisa. Esquecendo que este projeto foi sufragado por
larga maioria de residentes, taipenses ou não, continuará a saga daqueles que
muito disseram iriam fazer "à Praça" e nunca tiveram engenho ou arte para lhe mexer numa palha.
Fruto da poupança de delegações de competências, dos anos de 2018 e 2019, a
que se juntará a de 2020 e ainda dum subsídio extraordinário, a requalificação
vai começar.
Em hora de alegria, de felicidade, pelo conseguido - que sem o pataco
compromissado não seria possível - haverá vozes ou escritos no anonimato a
contestar que "a Praça" volte à dignidade de outros tempos.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando
04 junho 2020
535 - Mais valia estar calado
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
22 maio 2020
534 - De passo a passo...
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| Imagem: Google editada. |
Algumas/muitas alterações vão saindo, não a conta-gotas como seria desejável mas, quase sempre, em catadupa fazendo com que, ainda sem absorver as primeiras, já saltam as segundas e as terceiras, num ritmo difícil de acompanhar a qualquer cidadão mais letrado, quando mais ao cidadão comum nos quais me incluo.
Se as medidas restritivas tinham de ser implementadas - como dizia o senhor Presidente do Conselho - "rapidamente e em força", já os desconfinamentos deveriam ser com conta peso e medida, ou seja, pesados e medidos com todo o cuidado, para não dar na confusão que dá e que cai para o lado dos menos protegidos/cautos/informados.
Repito o assunto da minha última nota: às Juntas de Freguesia, estas decisões rápidas e do bota que se faz tarde, cria problemas de logística que apenas a boa vontade e a determinação dos autarcas e dos funcionários das juntas - aquelas que os têm - fazem com que sejam ultrapassadas. Não é por mais um ou dois dias de confinamento, que o gato ia às filhoses.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
08 maio 2020
533 - Descongestionamento. As Freguesias também levam com o bicho.
04 maio 2020
532 - Empréstimos.
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| Advogadosinsolvencia.pt |
29 abril 2020
531 - Organizem-se. Não percam a oportunidade de ajudar.
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| pt.slideshair.net |
24 abril 2020
530 - Fazemos bem ou mal?
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| Imagem: Google |
Li uma entrevista de António Portela CEO da BIAL à Visão. Dela retiro alguns excertos e, obviamente, o Lead desta publicação.
Considera esta crise "sem precedentes" e que não havendo histórico "ninguém sabe o que vai acontecer. É sempre difícil, em situações de crise, tomar decisões e saber qual a melhor solução". O Governo teve "algumas hesitações no início" mas que se sente "relativamente tranquilo com o que tem sido feito." No geral "o Governo tem tomado as medidas certas. E os resultados demonstram que não estamos numa situação tão desconfortável como a de outros países."
Retiro, ainda, a concordância que o SNS provou ser um pilar essencial, embora precisando de ser melhorado e complementado. Há necessidade de "continuar a fazer investimentos em mais profissionais de saúde e em novos equipamentos." E não sabendo como tudo vai ficar, acha que se pede imenso aos profissionais de saúde e que estes "vão ter de descansar" pois, "não podem continuar a trabalhar sete dias sobre sete dias".
Estamos todos confiantes que vamos superar o vírus, mas há quem diga que o pior ainda está para vir. Duma coisa - e fazendo de comentadeiro sem conhecimentos, como muitos - podemos estar certos: Se não tivermos cuidado, com o necessário levantamento de algumas restrições, aí sim, o pior estará para vir.
Conciliar a abertura necessária para a economia, com os cuidados com a saúde, será a batalha que todos teremos de travar.
E eu, embora não andando por aí, por simpatia, continuo a assobiar.
09 abril 2020
529 - Ai e tal e coisa.
03 abril 2020
528 - Estou pasmado.
| Foto: QV |
E eu NÃO vou andando por aí e, por simpatia, NEM sequer assobiar.
31 março 2020
527-A - Efetivamente é a altura.
Infelizmente para a sociedade - e felizmente para as redes sociais - a crítica avulsa é uma constante e as soluções nunca aparecem. É fácil. É barato. Dá audições (audiências, não rimava).
Estou em casa há cinco meses - a mim já me parecem - respeitando as recomendações de uns e as imposições de outros.
Daqui vou dando o meu contributo: Pequeno. Insignificante. Irrelevante.
Mas outras há, que todos os dias multiplicam por milhões, o pouco que eu faço. Com entrega. Com firmeza. Com dedicação. Com ausências na sua vida familiar.
Outros ainda, com tudo o que acima digo e acrescentando: ausências na sua atividade profissional. Estes sim, SEMPRE PRESENTES - e não é slogan de campanha eleitoral. É a realidade.
E se há muito "chão", que não dá rigorosamente nada, pois está seco, estéril e é fraco, existe próximo de nós, de mim, outros que dão tudo e mais alguma coisa.
Daqui, do Loteamento do Pinhel, envio o reconhecimento público, para aqueles que eu abandonei, para estar em casa:
À Rosinha, ao André a ao Berto. Aos dois primeiros porque foi-lhes proporcionado "ficar em casa" e disseram não. Ao Berto, porque não podia ficar em casa e dedica-se todos os dias da semana, incluindo sábados e domingos, a proporcionar condições para que outros, inadvertidamente, andem a laurear o queijo.
Ao Luís Soares, Cristina, João Manuel e Patrícia. Obrigado pelo V/ esforço. Obrigado pela V/ compreensão. Obrigado por não lançarem a albarda ao ar. Obrigado por ouvirem/lerem tantas ignomínias e se manterem no V/ posto.
É um prazer trabalhar convosco. Poucos (nenhuns) podem avaliar o V/ trabalho. Então, nestes últimos dias, as V/ canseiras e os V/ desgostos. Mas eu posso. Porque Vos conheço. Porque, de longe, os sinto.
A par destes 7, mais o Augusto e o José Fonseca. Sem obrigação, mas por espírito de missão. É um prazer trabalhar convosco.
Fica este registo, que vale o que vale. Mas é o que eu sinto. Porque sei das "coisas". Porque não me limito a "mandar palpites" sobre tudo. Obrigado pelo V/ trabalho. Um dia, todos agradeceremos.
E eu, como não devo andar por aí nem sinto vontade de assobiar... só eu sei, porque fico em casa.
29 março 2020
527 - Eventualmente, não seria a altura.
14 março 2020
525 - Por respeito
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| Foto: Particular dos Vilas |
10 março 2020
524 - Ainda... O Momento
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| Foto: A.Mendes |
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

















