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| Foto: QV |
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Um Blog de António Joaquim Oliveira, descendente de Francisco de Oliveira, o primeiro Vilas das Taipas.
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E o porquê de me recordar da frase do quadro que mantenho em casa? Se trocar algumas palavras, a frase poderia ser: Concordar com mentiras não, que é pecado. Desmascará-las, é perder tempo. Ou como soe dizer-se: é dar pérolas a porcos.
No entanto, perante a grande onda de desinformação que se espalha por todo o lado, sem custos para o utilizador, não resisto a colocar em reflexão, algumas das mentiras que p'ra''í andam. Fá-lo-ei em próximas garatujadas, mas gostava que os meus amigos fizessem um exercício mental, tipo sudoku ou palavras cruzadas, sobre a verborreia que por aí gravita.
Gente que saiu do armário, como se nunca lá estivesse; gente que não mexe uma palha e depois diz que carregou um camião de bois com centeio; gente que sempre ofendeu e blasfemou e agora defende e louva as mesmas pessoas; gente que nunca esteve interessada e agora diz que muito/sempre se interessou.
Nestas questiúnculas tudo serve para denegrir, para atacar e para ser juiz em causa própria e ofendido em causas que são de outros.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Agradeço à sua mulher e minha cunhada, os anos que com ele viveu.
Agradeço aos meus sobrinhos José Luís e Sara Maria, os bons filhos que foram para ele.
Agradeço e ficarei refém desse agradecimento até que parta também, aos: 49 - 65 - 41 - 33 - 72 - 86 - 85 - 83 - 92 - 95 - 55 e 106, pela fidelidade demonstrada, apanágio de Homens fieis intérpretes da dignidade e da honra, que tanto os prejudicou.
Agradeço a todas e a todos que, ao longo da sua vida, foram seus amigos.
Faz hoje um ano que coloquei esta mensagem no meu Vilasdastaipas. O que disse naquela, repito nesta. Tenho, porque não o perco, um enorme respeito pelo Dr. Mário Dias. Pelo Presidente da Junta que, após um ligeiro interregno de uma Comissão Administrativa, foi eleito para o lugar ocupado por quatro décadas pelo Vilinhas Pequenino.
Depois de ter aliviado do sofrimento muitas e muitas pessoas, sofreu para nos deixar faz hoje um ano.
Hoje como ontem, recordo o seu apoio e a sua crítica à atividade da sua Junta, com um simples telefonema, com uma mensagem breve. Parece que ainda o estou a ouvir:
Quim. Já disse ao Taibueiros. Está um buraco junto à...
Amigo, muitos buracos já foram tapados e todos os que aparecerem, também serão.
Nessa altura, embora o Padre António ainda fosse vivo, quem paroquiava a freguesia era o Dr. José de Jesus Ribeiro, homem inteligente, sabido, perspicaz e grande pregador. Ainda me lembro - porque meu Pai era quem lhe fazia os serviços de carro de aluguer - que era convidado amiudadas vezes para, do púlpito de diversas paróquias, prender os fieis com os seus sermões. Até a Cidade dos Arcebispos o acolheu várias vezes, na Semana Santa, para "pregar" na procissão do Enterro do Senhor. O Dr. Jesus Ribeiro defendia com ardor os temas abordados no sermão, não fora ele um servidor da Fé Cristã. Logo, acreditava na mensagem que passava para os fieis.
"Mal prega frei Manel" e com estas pregações, outra banhada se perspectiva.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
O covid continuará a andar por cá: a máscara continuará a fazer parte do nosso quotidiano; a desinfeção/lavagem frequente das mãos continuará; a proibição/não aconselhamento de ajuntamentos será um facto. Claro que isto será para mim e para outros como eu, porque há muita gente que acha que "a eles nada lhes pega".
Cá pelo nosso burgo, apesar destes constrangimentos e cuidados, o ano de 2020 foi pródigo em realizações. E o 2021 continuará a sê-lo: umas para continuar, outras para terminar. Sim, estou a falar de Obras. Com "O" grande. Obras almejadas e sonhadas - para não dizer reclamadas - por todos e que finalmente estão no terreno.
A requalificação do centro; a alameda Rosas Guimarães; a Praça. As duas primeiras executadas diretamente pela Câmara Municipal de Guimarães. A última, a expensas da Freguesia. Obras de que nos podemos orgulhar, porque todos as queríamos e todos as achamos necessárias. E quando digo todos, refiro-me mesmo a todos: aos eleitores, que viram nos programas eleitorais que sufragaram, anos a fio, estas obras. E votaram nos partidos, a contar com elas.
E quando alguns, agora, as dizem como não necessárias, extemporâneas, fora de tempo, só têm uma razão para o fazer: dor de cotovelo e pouco de Taipense(s).
Bom ano de 2021.
Todos (?) andamos preocupados com o COVID. Ou, se não andamos, devíamos andar. Eu ando. Muito. A coisa não é para brincadeiras. Mas não vos vou falar/escrever sobre as cautelas a ter com o dito cujo. Não, não tenho competências para tal e, para dar palpites, já anda para aí gente demais. E há palpites a mais. E cada um deles diferente do anterior. O povinho quer é tempo de antena, para covidar e conseguir algum protagonismo. Vou falar não da prevenção mas das causas laterais do bicho.
De vez em quando toca o sino - mais alguém que partiu, mais alguém que nos deixou. Mais algum que deixou a família, a vida, a vila, os amigos. É e será a Lei da Vida: nascer, crescer e partir. Aparentemente tudo normal - é e será a Lei da Vida. No entanto, este maldito COVID, além de originar a partida de alguns, impede-nos de nos despedirmos de quem parte.
Na estação (Capela de S. Tomé) não podemos dizer o último adeus, confortar os familiares, recordar os bons momentos que passamos, dar aquele abraço aos familiares e derramar a última lágrima sobre os que partem. Tudo proibido, em nome da saúde pública.
Desde estes confinamentos que nos impedem de participar nestas cerimónias, que muitas e muitos de quem eu nos quereriamos despedir, partiram sem o podermos fazer. Sem poder abraçar os familiares, sem contar a última história, sem avivar a última lembrança.
Daqui, deste espaço, um abraço aos familiares dos que partiram, sem que eu pudesse despedir-me.
Usualmente, passando por alguém e depois do bom dia, boa tarde ou boa noite, "conforme a hora e o local onde nos encontramos" - como dizia o outro - costumo introduzir o "então tudo bem?" ao qual, algumas/muitas das pessoas respondem com um "que remédio", que me deixa sempre baralhado. Por vezes e se a confiança o permite, returco com um "que remédio, não, ainda bem. Que remédio seria se estivesses doentes e... não tivesses remédio".
Sei que as pessoas atiram com a resposta que detesto, sem que a frase queira definir um estado de espírito, mas, muitas vezes, respondemos com a negativa à frente. Resumindo: somos pessimistas por natureza. O pessimismo vem, sempre, antes do otimismo, mesmo que este seja mais forte em detrimento daquele. É feitio. Mau feitio, digo.
Há gente que está sempre enfadada, mal disposta, trombuda e contra tudo e contra todos. É feitio. Mau feitio digo. Lá pela Pensão Vilas, local onde nasci, tinha os dois estados de espírito: minha Mãe sempre pessimista; meu Pai, um otimista por natureza. A minha Mãe seria feitio; o meu Pai seria estado de espírito.
Eu, por vezes, também acordo para o lado contrário. E - por feitio, mau feitio - chego à avenida da República, de trombas e desanimado. Com o passar do dia, as trombas vão desaparecendo e volta o otimismo. Apesar dos pontapés. Apesar das caneladas. Apesar das calinadas. Estas - as calinadas - que ao princípio me aburrem, com o desenrolar do dia, vou "botando elas" pra trás das costas e deixam de ter importância. "São vozes de finos, que não chegam ao inferno." E eu lá vou andando; e muitos lá vão andando; e cada vez mais, lá vão andando. E os das calinadas, vão ficando, cada vez mais sós, mais tristes e mais amargurados. E esses, esses sim, é que têm razão para ficar enfadados, mal dispostos, trombudos e, acrescento tristes, e contra tudo e contra todos.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Mercê da minha bonita idade, passei por diversas
transformações da sociedade/vida dos portugueses e, portanto, da minha. Na
juventude e até aos 17 anos, os meses de verão eram passados na Piscina da
Junta de Turismo onde, entre dois mergulhos nas horas mais calmas, atendia os
Clientes no BAR, que meu Pai era arrendatário e a minha Mãe “a Patroa”.
Naquele local conheci e convivi com diversas mulheres e
homens que, nos meses de verão, angariavam meios de subsistência para passar um
inverno mais confortável: A Joaquina “Coturela”, a Rosa Magalhães, a Rosa da S’
Claudina, a Rosinha Jabeis, a S’ Maria Emília e tantas outras.
Nos homens o Sr. Neves, o Francisco, o S’David, o S’ Manel
Duarte, o irmãos Bento e Custódio Cunha, o Américo, o Joaquim “Pito” e outros
mais. Com todos convivi e com o Zé Pereira (filho da S’ Margarida Brinca)
aprendi a fazer as palavras cruzadas, arte em que ele era exímio.
Durante todo o ano o Ti Manel Padre Santo deambulava, dia e
noite, entre “o motor” e o resto do parque, ora vigiando para que a água não
faltasse na Piscina, ora impedindo que nós fossemos às castanhas.
Na parte exterior, já não me lembro se todo o ano se apenas
no verão, tínhamos os Jardineiros e os Jornaleiros. Na classe dos primeiros, ou
na primeira classe, o sempre resmungão João “do talho”, para quem nada estava
bem. Os jornaleiros, outra classe, cuidavam da limpeza do Parque e dos recintos
desportivos, mas não mexiam no Jardim. O S’ Manel “Chouriço” e o Ser’António
(de Souto) são os que melhor guardo na memória.
Esta última classe, “Os Jornaleiros”, paulatinamente foi
perdendo preponderância. As pessoas deixaram de ter quintais e “as jornas”
deixaram de se realizar, pese embora a classe de jornaleiros não fosse extinta
e ainda hoje exista, mas noutras missões. Estes jornaleiros eram bons Fazedores
de Buracos. De sachola em punho, procuravam e procuram escavar os buracos mais
recônditos. Catavam o bicho que, segundo eles, estragava a terra, e adubando-a
a seu bel-prazer criavam o cenário para dar o fruto que eles quisessem cultivar/fazer
crescer.
Os “Jornaleiros” e os “Fazedores de Buracos” ainda por aí
andam, mas a sua missão não é tratar a terra, antes pelo contrário, é criar a
aridez, para que os seus serviços não sejam dispensados nem eles caiam no
esquecimento e no desemprego.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
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| Documento "coleção privada" de QV |
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| Foto: QV |
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| Foto RFX |
Tenho pena. Lamento pela infelicidade dos outros. Há momentos em que, na
vida, sentimos alegria por algo que acontece. Não vou falar do nascimento -
nosso ou dos nossos filhos - do casamento, de e da, mas de uma coisa que TODOS
e reforço TODOS, os Taipenses que se prezem, devem sentir alegria e gritar alto e bom som: finalmente.
Exato cara e caro amigo. Hoje, como ontem, lembro a Lurdinhas do Peixe -
mãe do Chico Magalhães; o meu tio e padrinho - o Vilinhas Pequenino; a S'
Rosinha da Pita; o Manequinhas e o Zequinha do Talho.
Mas também a senhora Maria da Seara, a Engracinha do Canto e tantas outras
senhoras que me habituei a visitar nas segundas-feiras, dia "da
Praça". Historiador é o meu primo António José e malabaristas de
acontecimentos, outros mais que por aqui vamos lendo, mas a história daquela
"Praça", sem ressabiamentos doentios e outros "mentos" que
tais, é feita de pessoas, de gente, de povo, que ao longo de décadas por
ali andou.
Fruto do desenvolvimento natural, "a Praça" perdeu as feiras, das segundas. Continuaram ainda por alguns tempos os talhos, pela mão de alguns
herdeiros. Com o tempo também esses se foram. Como dizia ontem o Presidente da
Junta, excetuando o S. Pedro, "a Praça" serviu, num local central e emblemático
das Caldas, para estaleiro da Câmara e da Junta.
Ontem - e aqui o título do "Vai ou não vai" - o sonho de muitos,
que deveria ser de todos, tornou-se realidade. A requalificação do que se
designou chamar de "Mercado" vai avançar. O estaleiro vai acabar. Irá
existir "outro" estaleiro, para apoiar A Obra que vai nascer.
E aqui nasce a nódoa na camisa. Esquecendo que este projeto foi sufragado por
larga maioria de residentes, taipenses ou não, continuará a saga daqueles que
muito disseram iriam fazer "à Praça" e nunca tiveram engenho ou arte para lhe mexer numa palha.
Fruto da poupança de delegações de competências, dos anos de 2018 e 2019, a
que se juntará a de 2020 e ainda dum subsídio extraordinário, a requalificação
vai começar.
Em hora de alegria, de felicidade, pelo conseguido - que sem o pataco
compromissado não seria possível - haverá vozes ou escritos no anonimato a
contestar que "a Praça" volte à dignidade de outros tempos.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando
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| Imagem: Google editada. |
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| Advogadosinsolvencia.pt |
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| pt.slideshair.net |
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| Imagem: Google |
| Foto: QV |
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| Foto: Particular dos Vilas |