13 março 2010

158 – Os finos e as pressões.

.../.. (continua e conclui)

Para nos tentarem transmitir “o realismo” da situação, por vezes exageram nas perguntas e na forma como as fazem. A maneira como tentam “conduzir” as pessoas para darem a resposta que eles previamente acharam ser a mais “interessante”, não será uma forma de pressão?

Como são cidadãos privilegiados, aparecem nas televisões e até os senhores deputados os chamaram e a mais uma catrefada de pessoas, para verem se são verdadeiras ou não as suas pressões. Tomando como exemplo algumas declarações vertidas no CM e a forma como fala, indicam que a senhora Manuela se acha a pessoa mais importante e perseguida do mundo. Tudo gira à sua volta.

O “seu” jornal de sexta obrigou a conversas frequentes entre o CEO da Prisa e o presidente do grupo Impresa, entre aquele e o primeiro ministro de Portugal e entre este e o próprio Rei de Espanha. Realmente a senhora Manuela tem uma cotação enorme. Alguns dos senhores chamados à referida comissão, tiveram outras opiniões sobre o assunto.

Já quanto ao senhor Mário, encrespou-se porque lhe disseram que tinham ouvido, num restaurante, o primeiro-ministro dizer que era preciso arrumar com ele. Disseram-lhe que ouviram. A mim também me disseram, que ouviram um membro influente da freguesia, dizer que era preciso arrumar com este blogue, portanto estou esperançado, em que a assembleia de freguesia crie uma comissão, para verificar da veracidade dos factos.

Já não nos bastava alguns “políticos” terem fantasmas engraçados, como agora também alguns jornalistas se acham cidadãos de primeira. A esta hora, já muita gente pensou que o que faz falta é a “pressão nos finos” ou seja, na cerveja a copo.

E eu vou andando pior aí e por simpatia também bebo um . . . bem tirado.

Foto: www.cmjornal.xl.pt

09 março 2010

157 - Pressões


Dois jornalistas têm sido notícia nestes últimos tempos de antena televisivos, a fazer queixas sobre a pressão a que são sujeitos no trabalho. Para mim nada de anormal, pois neste país anda tudo pressionado: A senhora Manuela e o senhor Mário, os empregados, os empresários, os jogadores do Benfica, os procuradores e os inspectores. Todos sofremos pressões.

Não nutro simpatia pelo modo como a “política” se move em Portugal. Tive oportunidade de abordar neste blogue a 11 de Dezembro a saga das comissões. Agora reuniram-se por a D. Manuela ver o seu programa suspenso e por alguém ter dito ao senhor Mário, que teriam falado no seu nome à mesa do café. A do senhor Mário – pressão - foi ainda agravada por o Director dum jornal – que até se tratam por tu – não ter publicado um artigo qualquer. Mas estes senhores jornalistas que dizem ter sido pressionados, não estão preocupados com as nossas pressões, nomeadamente protagonizadas por estes mesmos jornalistas.

Eu, por exemplo, sinto-me pressionado pelas notícias que todos os dias nos vão entrando pela porta dentro. Mais do que as notícias, pelos critérios de as editar e “pôr no ar”. Vamos falar sobre três desgraças que surgiram nos últimos tempos: Haiti, Madeira e Chile. Para o Haiti deslocaram-se não sei quantos jornalistas de todas as televisões, quando poderiam passar as imagens das cadeias internacionais. Vão para lá, têm de ter condições para trabalhar e num País onde a comida escasseia, aparecem mais estas bocas para alimentar. No Chile, há-de passar-se o mesmo. Para a Madeira então, deslocou-se toda a fina-flor do jornalismo, para em cima da hora, das pedras e da água, nos fazerem sentir melhor o drama.

(Há-de continuar)
Foto: PT.EURONEWS.NET

28 fevereiro 2010

156 - As árvores morrem deitadas.



Como muitos curiosos, ontem fui ver os estragos causados pelo temporal. Mesmo em frente à D. Maria do Rio, no passeio onde tantas vezes estavam as duas irmãs, sentadas nas suas duas cadeiras de abrir, uma árvore espalhou-se a toda a largura da estrada. Mais duas ali perto seguiram-lhe o exemplo. Os danos - apenas materiais - poderiam ser bem piores. Hoje de manhã fui dar uma vista de olhos pela Vila, para verificar mais estragos. Passei no Parque da Empresa Termal e no do Turismo. Nada. Das grandes árvores, nenhuma tinha seguido o exemplo das vizinhas.

Esta coisa das árvores nas Taipas foram desde sempre pano p'ra mangas. Temas para discussões em algumas assembleias de freguesia e conversas de café. Ora porque as “rapavam” de mais ficando quase carecas, ora porque não lhes cortavam os galhos. Cada cabeça sua sentença. Apesar de não ter sido dos que assinaram a petição contra o corte de árvores pela Empresa Termal das Taipas, fui dos que critiquei quando no consulado de Carlos Remísio, na junta e na Turitermas, foram abatidas uma série delas no Parque.

Depois da volta e no regresso a casa pus-me a pensar: Se não tivessem sido os “abates” das árvores do Parque das Termas e do da junta de Turismo, hoje teríamos “galharia” q.b. espalhada pela vila. E os profetas da desgraça, além de atacarem quem vão atacar, ainda se atirariam a Carlos Remísio. É que nestas coisas relacionadas com inverno e água, “ele” também é o culpado de há anos a esta parte, não nos deliciarmos com as cheias nas Termas e na fronteira Largo/Lameira.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

Foto: Muito minha.

10 fevereiro 2010

155 - Vamos limpar Portugal.


No passado dia 5, saiu uma notícia no Reflexo Digital, com o título Mãos à obra! Limpar Portugal. O título sugeriu-me algumas hipóteses sobre o que versaria o tema: Limpar de limpar; limpar de arrumar; limpar de liquidar; limpar de afastar. Tudo me apontava limpeza, arrumação, para longe dos olhos, atirar pra canto, deixar de ver.

Imediatamente pensei que iam limpar as escandaleiras diárias; os títulos deprimentes dos jornais; as frases idiotas dos "políticos"; o deficit – financeiro e/ou democrático; as baboseiras que passam na televisão; as discussões “políticas”; os ataques pessoais; o quem escuta quem; o quem comete crime por escutar ou por divulgar o que escutou; o frequentar espaços públicos e falar baixo para ninguém ouvir e contar.

Mas não. Afinal a notícia é apenas a dizer, que está em marcha uma campanha de sensibilização para a educação ambiental e desenvolver e divulgar a iniciativa “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”.

Ora bolas, pensei. Realmente eu sou muito crente. Como se poderia limpar verdadeiramente Portugal? Neste País, apenas são permitidas operações de cosmética, leia-se “limpezas superficiais” porque verdadeiras limpezas, essas, NUNCA.
E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Foto: RFX Digital

05 fevereiro 2010

154 - Novidades ?



Saiu o nosso Espelho número 164 referente ao mês de Fevereiro. Nele encontramos os habituais artigos de opinião, os cronistas que vão rodando entre si e as novidades ou seja, as notícias. Dos artigos de opinião e dos cronistas não falamos, devido ao seu cariz, mas temos algumas notícias dignas de nota: As obras da entrada da vila, o Carnaval que já mexe, a reunião da junta com associações, o futebol e o subsídio atribuído ao CART. Uma página para as Escolas, o Polvo assado na brasa e duas novidades: O editorial escrito pelo Paulo Sousa e o até já, de Casimiro.

A páginas sete, porém - não não vou falar da crónica de Manuel Ribeiro – vem o relato da visita que o euro deputado social-democrata José Manuel Fernandes, nos fez no dia 29 Janeiro a convite da junta de freguesia. Diz o relato – entre outras coisas - (…) Nesse sentido comprometeu-se a colaborar e apoiar a Junta de Freguesia na realização de um “Fórum das Cutelarias “trazendo à vila das Taipas várias autoridades políticas (Presidente do IAPMEI, ministros, secretários de estado, deputados) para “debater a importância desta indústria histórica, que mesmo sem grandes apoios tem feito um bom trabalho”.

Quando a esmola é grande, até o pobre desconfia. Que o senhor euro deputado, prometesse trazer à vila, reputados economistas e outros letrados do seu partido para falar sobre a cutelaria, seria muito bom e exequível. Agora “Presidente do IAPMEI, ministros, secretários de estado, deputados”, isso é muita areia para a nossa camioneta. No entanto, confiemos na bondade do euro deputado e a ver vamos.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

28 janeiro 2010

153 - Quem anda a meter água? - II


Sempre achei que a lista do PS, encabeçada por Ricardo Costa, seria a melhor para as Taipas. Disse-o a quem quis ouvir e escrevi-o para quem quis ler, nomeadamente neste blogue. O que pensava naquela altura, continuo a pensar agora e a candidatura vencedora não é da minha simpatia.

Tais factos, porém, não são obstáculo a que pense com a minha cabeça e tire as conclusões ou ilações, dos actos ou omissões de uns e de outros. Por isso escrevi em finais de Outubro, o que achava sobre a intempestiva entrada de Ricardo Costa na Turitermas. Por isso mostrei a minha satisfação, pela transferência por parte da câmara de quinhentos mil euros, para as Taipas Turitermas. Por isso anotei positivamente, a aparente pacificação demonstrada na assembleia-geral entre esta e a freguesia, representada pelo secretário da junta.

As minhas opções continuaram bem vivas e foram reforçadas, pelo desenrolar da primeira assembleia de freguesia e, pouco tempo depois, pela entrevista do presidente do executivo ao Jornal Reflexo. Nos comentários que todos fomos vertendo sobre o Lar de Idosos e/ou Residencial Sénior, fui dizendo que me estava borrifando se era o Ricardo Costa ou a freguesia que iam construir o Lar de Idosos. O importante era que este equipamento viesse para as Taipas.

Pelo acima descrito, nestes últimos dias, não deixei de sentir algum desconforto, ao ouvir que o executivo da freguesia não tem conhecimento do projecto, do que se está a fazer na saída para Guimarães. E também – embora seja legítima a preocupação da Taipas Turitermas – que o assunto despoluição do Ribeirinho, esteja a passar ao lado do executivo da freguesia.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

20 janeiro 2010

152 - Quem anda a meter água?


– O rio Ave transbordou. A água galgou as margens, conforme noticiou o Reflexo Digital e cobriu o pontilhão ou a Ponte Romana – como me ensinaram a chamar-lhe desde sempre – pese embora agora seja moda chamar-lhe ponte de prancheira. Porque não sou erudito, prefiro a designação de sempre e, facto curioso, o meu computador até dá erro ao escrever prancheira.

Mas, como pela vila anda tudo a mudar e, tipo futebol, o que ontem era verdade hoje é mentira, tenho de me adaptar aos tempos modernos. Aos tempos modernos e às falsidades, acusações, manipulações, frustrações e outras terminadas em ões.

Porque sou proprietário de algumas velharias, um destes dias dei com uma notícia, sobre as reuniões públicas de junta, no tempo “do engenheiro” em que caiu o Carmo e a Trindade, por ele ter proposto o adiamento duma delas. Hoje, adiam-se “sine die” e não se passa nada.

Também me caiu no colo uma escritura da década de 30 (trinta), da compra e vou repetir COMPRA, por parte da Comissão de Iniciativa das Caldas das Taipas (Carvalho Ribeiro - Médico, Ferreira Monteiro – farmacêutico e Francisco d’Oliveira – hoteleiro), dos terrenos para construção do Parque e da Avenida.

Anda para aí muita gente importante a meter muita água, nomeadamente com estes dois temas acima e a água que eles metem, é muita mais que a transbordante do rio Ave.


E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

10 janeiro 2010

151 - O destaque do Reflexo




As páginas 4 e 5 do Reflexo de Janeiro, vertem as declarações do presidente da junta da nossa freguesia. Nelas podemos tomar conta do que o mesmo pensa e quais as suas ideias para o mandato de quatro anos, que foi confiado à sua lista, pelos recenseados nas Taipas. Não é tarefa minha analisar a entrevista e ver-lhe as virtudes e defeitos, se é que os tem. Todavia como cidadão e eleitor das Caldas das Taipas, há algumas afirmações que me deixam perplexo e, fico sem perceber, se as mesmas são proferidas com convicção ou a brincar. Partindo do princípio que são a sério e porque tenho andado por aí e até assisti à última assembleia de freguesia, não posso deixar de transcrever, já na parte final da entrevista algumas frases:

““Acho que a oposição deveria ter uma atitude mais construtiva para com a Junta de Freguesia e não o contrário. Neste momento acho que, “unir sinergias” é a palavra de ordem. A oposição tem de ter uma atitude de ajuda para com a Junta de Freguesia””.

Não satisfeito com esta tirada, acrescenta ainda que “Eles têm é de dizer porque é que os projectos que apresentaram na campanha eleitoral, não vieram agora a ser apresentados. (…) Eles agora deviam era trazer essas obras. Eram dois anos para construir isto, um ano para aquilo e agora (…) apresentam arranjos de caminhos”

De repente dou comigo a pensar. Será que eu estou enganado e agora na nova política, são as listas derrotadas que tem de cumprir com as promessas eleitorais, que o povo derrotou?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Foto: Paulo Sousa.

04 janeiro 2010

150 - Acabou o Natal, será que começou?

Um leitor anónimo, pergunta-me se o Natal teria começado, referindo-se ao que se passou na assembleia de freguesia. Também sobre o mesmo assunto, escreveram nos seus blogues Henrique Cunha e o PCP Taipas. A seguir – presumo – teremos o seu relato no Reflexo, que deve sair até ao final da semana.

Diz o PCP Taipas que “Ao apresentar-se perante os membros da assembleia sem saber do que está a falar, a Junta de Freguesia de Caldelas apenas exibiu a sua incompetência, expondo-se ao ridículo”. Já Henrique Cunha, no Taipas XXI, contesta a forma de apresentação do Orçamento para 2010 e da condução da assembleia pelo seu presidente.

Nesta altura registo outros factos: As intervenções com a lição bem estudada de Luís Soares e Cristina Castro; a assumpção por Mário Ribeiro das despesas do PSD; a batalha de Armando Marques que, sem armas, tentou ganhar uma luta desigual; o discurso usado e estafado do presidente da junta; e, finalmente, o pedido de suspensão por dois dias, do leader da JSD Taipense.

Se a assembleia foi, por um lado, mais do mesmo, houve também algumas novidades.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.
Foto: RFX Digital.

29 dezembro 2009

149 - Acabou o Natal


Escrevi na passada semana, um parágrafo, sobre a postura da junta de freguesia, na assembleia-geral da Taipas Turitermas. Concluí que essa mesma postura – diferente do habitual – me deixou a pensar que estávamos no Natal.

Assisti ontem à assembleia de freguesia. Concluo agora, que já não é Natal. É ANO VELHO. Junta renovada, mesa totalmente nova, bancadas renovadas, mas quanto ao resto, tudo velho.

O espírito natalício já está arredado dos nossos eleitos. Continua a desconfiança, o atirar pedras, o afrontamento, o esperar ideias e depois não as aceitar. É inaceitável, que a freguesia pague a um Técnico, para elaborar os documentos que o executivo apresenta e defende e depois, esse mesmo executivo, não sabe prestar os esclarecimentos necessários.

Não constar no orçamento para 2010, os custos com a renda da Pensão Vilas – ou pelo menos não se saber em que rubrica estava – é uma falha imperdoável. E aprovar um orçamento, não se aceitando a proposta de adiamento do mesmo – é sinal de prepotência e de eu quero posso e mando.

Afinal, não é Natal.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

22 dezembro 2009

148 - É Natal



Nos passados dias 16 e 17, houve assembleia-geral pelas bandas das Termas. Num e noutro dia estive presente, com outros cooperantes, para aceitar o pedido de demissão dos membros da Direcção, deliberar sobre a admissão de novos cooperantes, eleger os membros da Direcção para substituir os demissionários e, finalmente, para apreciar e votar o Orçamento e Plano de Actividades para 2010.

Fui assistir ao primeiro acto de Ricardo Costa, como representante do cooperante Câmara Municipal de Guimarães. Vi que o Orçamento, no capítulo de receitas, talvez tenha duplicado os orçamentos anteriores. Alertaram-me que esta duplicação, fica a dever-se a um subsídio da Câmara, de 500.000 (Quinhentos Mil) Euros.

O representante do cooperante Freguesia – secretário da Junta – congratulou-se com o Orçamento, nomeadamente com o subsídio da Câmara pois, disse, a Câmara não pode esquecer que a Cooperativa “… é uma coisa sua, é uma coisa de Guimarães.”

Quem nos últimos tempos – leia-se desde que Carlos Remísio deixou de ser presidente da junta – tem acompanhado os relacionamentos Junta/Turitermas, não poderá deixar de pensar que é Natal.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

11 dezembro 2009

147 - Os bons exemplos.


Já algumas vezes, neste espaço, tenho manifestado a minha discordância face ao comportamento dos parlamentares do País. Quem consegue aguentar os debates e a reuniões das comissões, pode corroborar, sem grande esforço, da minha opinião.

Esta semana, na reunião de uma dessas comissões, fomos brindados com frases e insultos dos senhores deputados, que nem numa assembleia de um qualquer clube de bairro, seria suposto ouvir.

Os senhores deputados numa autêntica palhaçada - e as palavras não são minhas - uma vez mais, deram um bom exemplo, daquilo que não se pode dizer ou fazer.

Quando todos estaremos de acordo, com as dificuldades que o País atravessa, estas senhoras e estes senhores, que seria suposto legislarem para o bem do País, agridem-se como se o seu trabalho, fosse uma brincadeira de miúdos da Escola Primária.

Com exemplos destes . . .

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

03 dezembro 2009

146 - Caldas das Taipas e as suas subtilezas



Felizmente que hoje saiu o Reflexo, porque eu já estava na tentação, de duvidar do telefonema do meu Amigo, do passado sábado.

É que nestes dias, de certeza que não foi só a mim que deram a notícia da aprovação da candidatura para a construção do Lar de Idosos do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa, mas nos comentários habituais e na blogosfera, pouco ou nada transpirou.

Será que a bandeira desfraldada na campanha eleitoral, pelas duas forças políticas mais votadas, caiu com tanta facilidade?

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

Foto: RFX Digital

28 novembro 2009

145 - Lar de idosos

Tinha acabado de almoçar, quando recebi uma chamada dum amigo, a dar-me a novidade: O Lar do Centro Social, além de já ter sido aprovado pela Segurança Social, será comparticipado em mais de 50%. Por outras palavras, o Lar do Centro Social será uma realidade.

Pese embora não estar interessado em ocupar, no imediato, um lugar no mesmo rejubilei com o facto. Dei uma vista de olhos pelo vilasdastaipas e parei no que escrevi a 23 de Abril e a 25 de Maio sobre o assunto.


Escrevia 23 de Abril, esperar "... que os idosos, a terceira idade, os mais sábios, não sejam usados e que um, dois ou mais Lares sejam construídos, promovidos pelo candidato do PS e pela junta, órgão autárquico e com responsabilidades que, como tal, não faz promessas eleitorais."
A 25 de Maio e comentando algumas notícias do Reflexo, escrevi que "... Como já o disse/escrevi várias vezes, estou-me borrifando se é o Ricardo Costa, o Centro Social ou a junta, que vão construir o Lar de Idosos. Porém, com esta doação, estará meio caminho andado. Também a Turitermas ao conseguir apresentar mais uma candidatura ao QREN, é facto de assinalar."

Já sei que só os burros não mudam de opinião mas, neste caso concreto, não me importo de ser burro, pois tenho a mesma opinião que tenha quando postei naquelas datas. Quero é um Lar para as Taipas. Mas, como é óbvio, ao ser o Centro Social a fazê-lo, tenho de dar os meus parabéns a essa instituição e esperar o seu cumprimento o mais breve possível. E, depois, aguardar que a junta de freguesia, também cumpra a sua promessa.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

04 novembro 2009

144 – Assembleia e junta, instaladas.


Passando os olhos pelas notícias do RFX Digital e pelos comentários dos leitores anónimos, ficamos com a percepção que, nas Caldas das Taipas, a politiquice continua. Alguns dos comentários – que não merecem qualificação - continuam a raiar o insulto, mas pior que isso é a confusão que se faz entre bairrismo e partidarismo agudo.

Retirando estas confusões e apesar de alguns cartazes ainda continuarem a poluir a vila, as coisas tenderão a voltar à normalidade e veremos o que nos reservarão os próximos quatro anos. No novo figurino, a assembleia e a junta de freguesia, viram aumentar os seus membros em número de quatro e dois, respectivamente. Ironicamente, Armando Abreu que foi apontado como o principal impulsionador dos cinco mil eleitores e há dois mandatos no executivo, não foi escolhido pelo presidente da junta para o actual elenco.

Manuel Araújo Ribeiro, transita da presidência da assembleia para vogal da junta e Pedro Martinho presidirá à assembleia. Tanto na junta como na assembleia, surgem várias caras novas. A ver vamos se este refrescamento se traduz em ideias arejadas. No entanto não deixa de causar estranheza, o facto de Armando Abreu sair do executivo. A sua presença na sede da freguesia, foi uma constante no mandato anterior e o presidente de junta, chegou a defini-lo como seu braço direito. Esta não continuidade no executivo – apesar do presidente propor para vogal quem entender – não deixa de causar alguma estranheza.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

27 outubro 2009

143 - Mais um tirito no pé.


Algumas pessoas simpáticas e de entre elas alguns amigos, sugeriram-me que lhes explicasse o meu último comentário. Registei com agrado a curiosidade, mas não lhes satisfiz essa pretensão. Houve mesmo dois ou três, que se abalançaram num palpite que eu, como é óbvio, não confirmei nem desmenti. O enigma permanecerá até que se efective – na cabeça das pessoas.

O Reflexo Digital, acaba de publicar uma notícia onde dá conta que José Luís Oliveira, representante da câmara na Taipas Turitermas, será substituído por Ricardo Costa. Não me pronunciarei sobre o que penso desta substituição, porque é assunto dos cooperantes e, se for essa a minha intenção, fá-lo-ei em próxima assembleia, onde, como sempre, exercerei os meus direitos. Todavia, convém esclarecer que esta substituição é um direito que assiste ao accionista maioritário da cooperativa.

Outro assunto – embora relacionado com o mesmo – é opinar sobre a oportunidade política desta iniciativa. É o segundo tiro no pé, depois do dia 11, da candidatura do Ricardo. Se o seu testemunho “Consciência Tranquila” já foi, tudo o que não se faz em política, o aceitar ou reivindicar o lugar de representante da câmara no Turitermas, é mais uma machadada. Mas a minha estupefacção é mais em relação aos experimentados políticos de Guimarães, que ao acto precipitado do Ricardo. Escrevi - e mantenho – que a lista do Ricardo era a melhor para as Taipas, mas a política do afrontamento, começa do lado que eu menos esperava.

No meio disto tudo, apenas uma satisfação pessoal. O afastamento do Zé Luís, de todas estas confusões dos últimos quatro anos, que tantos dissabores lhe causaram e aos seus familiares.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

20 outubro 2009

142 – Ele há cada um…

O Padre Manuel Joaquim de Sousa, Reitor da paróquia de Caldelas no século passado, costumava utilizar o púlpito, para dizer o que lhe ia na alma, sem grandes subtilezas e muita frontalidade. Tal costume originou-lhe algumas críticas e contratempos. Ouvi-o algumas vezes terminar o seu raciocínio, com uma frase pronunciado com voz forte: “Ele há cada um…”

No principio desta semana tresouvi (ouvi de través) um boato, que espero não passe disso, que se avizinham movimentações na Vila, que em nada serão do interesse da mesma, mas antes e uma vez mais, para servir interesses mesquinhos e particulares, de pessoas que apenas nelas pensam.

Porque tudo que seja para colocar aquela que me viu nascer, em situação delicada e ridícula, me causa transtorno e azia, sim azia, espero que o boato não passe disso mesmo e as pessoas deixem de olhar, apenas e só, para o seu umbigo.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

15 outubro 2009

141 - Terminaram as eleições.


Na noite de Domingo passado ficamos a saber que a larga maioria dos Taipenses quer nos próximos quatro anos, o PSD a governar a freguesia. Logo, a grande maioria dos Taipenses, não quis que a lista apresentada pelo PS, governasse a freguesia. Os Taipenses assim quiseram e, como mandam as mais elementares regras democráticas, assim terá de ser. PSD governa e PS terá de ser oposição responsável, como dizia a presidente do PSD relativamente ao resultado das legislativas.

Também ficamos a saber, que a larga maioria dos Taipenses, queria que o PSD governasse a câmara e fosse o partido mais representativo na assembleia municipal. Mas a larga maioria dos eleitores das 69 freguesias do concelho, preferem que seja o PS a governar e que o PSD seja oposição responsável. Pelo acima exposto não pode oferecer dúvidas a ninguém que nas Taipas o poder é o PSD, no concelho o poder é o PS.

Mas, diz-se, quem tem o poder é o povo. E o povo decidiu está bem decidido. Se o poder é o povo e se o povo maioritariamente assim escolheu, não restará outra solução aos escolhidos, que não seja a de respeitarem a vontade do povo. Ser eleito, não é difícil. O difícil é exercer e interpretar aquilo que é melhor para o todo que representam. Não haverá presidente de câmara do PS e outro da oposição. Não haverá presidente de junta do PSD e outro da oposição. E aqueles que não escolheram a maioria, fizeram-no democraticamente, logo, não serão excluídos, mas tratados como iguais.

Os eleitores conscientes, não terão dúvidas que se avizinham tempos difíceis.
Os eleitos conscientes da sua função, não terão dúvidas, que está nas suas mãos, minorar e ultrapassar as dificuldades que se avizinham. E ao fazê-lo, estão a cumprir a sua obrigação.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

09 outubro 2009

140 – Ainda a consciência e a liberdade, dela.


Posteriormente ao que escrevi no Reflexo em Abril, surgiram mais três candidaturas. A CDU, o BE e o CDS/PP. Depois de no mandato anterior, ter apostado num quadro concelhio com raízes às Taipas, este ano o CDS/PP brindou-nos com o João 23. O TAC aproveitou a boleia da bandeira do BE e propõe Jorge Ribeiro e a CDU volta a colocar Capela Dias à cabeça da sua lista.

Pelo seu passado político, pelas suas intervenções nas assembleias de freguesia, pelos seus comentários na internet e pela leitura integral da entrevista aos candidatos, Cândido Capela Dias obrigou-me a um exercício suplementar de ponderação, sobre quem seria efectivamente melhor candidato para as Taipas. Mas essa ponderação, nesta recta final, apenas se confina a Capela Dias e Ricardo Costa.

Não existisse a candidatura encabeçada pelo Ricardo e o meu voto iria para Capela Dias - não para a CDU - sem qualquer constrangimento. Analisando os elementos da lista do PS e os seus apoiantes, vejo gente com passado, vejo Taipenses com provas dadas no presente e alguns que podem ser úteis no futuro. O programa do PS, para mim, é demasiado ambicioso, mas essa ligeireza vem no seguimento dos programas das últimas autárquicas.

A candidatura do Ricardo é a melhor para as Taipas. Ganhando o PS a Câmara, muitas dessas promessas podem tornar-se realidade. Sendo esta ganha pelo PSD, terá este a oportunidade de remediar o marasmo a que, segundo eles, a Câmara nos votou nos últimos quatro anos. Algo que está a passar ao lado desta campanha, mas que para mim é importante, é quem o PS indicou, pelo segundo ano consecutivo, para candidato à presidência da A.M. As Caldas das Taipas, afinal têm algum peso político.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando

08 outubro 2009

139 – A consciência e a liberdade dela.


Escrevi uma cronicazita no Jornal Reflexo de Abril passado. Dela retiro:

" (. . .) Obviamente não passo cheques em branco:
- As pessoas que me conhecem – mas que conhecem mesmo, não aquelas que pensam conhecer-me – sabem que nunca passei cheques em branco. Nem daqueles que se entrega no Banco para tentar trocar por dinheiro, nem dos que, sem se conhecer o conteúdo, assinamos por baixo, o que, na gíria popular se diz muitas vezes “de assinar de cruz”.
Foi com estes pressupostos, de que não abdico, que não estive presente no jantar de apoio à candidatura de Ricardo Costa, como cabeça de uma lista, concorrente às eleições para a nossa freguesia. Sim, porque por muito que alguns queiram escamotear o facto, aquele jantar foi de apoiantes da candidatura do Ricardo
.

Obviamente que as Taipas ficou a perder:
- Se quisermos ser honestos e pôr de lado a paixão clubista, facilmente aceitamos que o actual elenco da junta de freguesia ficou muito aquém das expectativas criados aquando das eleições. Muitas promessas e poucas concretizações. Muito confronto com tudo e por nada. Foi uma “gestão” a que se consignou chamar populista.
Assim sendo e acompanhando os testemunhos prestados no blogue, que nos permitem ir conhecendo os seus apoiantes - apesar de não conhecer a sua equipa e o seu programa da candidatura – nesta altura, posso considerar que Ricardo Costa reúne as condições para votar nele sem violentar a minha consciência e os meus princípios. Quando conhecermos o seu programa e os elementos da sua lista, poderemos analisar se será o melhor para as Taipas. (. . .) "

02 outubro 2009

138 - A "política" do vale tudo.



Desculpem lá, mas só podem estar a brincar com os eleitores...

Não vou aqui escalpelizar quem marcou primeiro, pois esse exercício será feito pelas pessoas que estão mais interessadas em confundir, que esclarecer. Mas não posso deixar de manifestar a minha indignação por este acto. Parece que os candidatos querem apenas convencer, aqueles que já estão convencidos.

Pior que isso, é por à disposição de "...todos os presentes, sardinhas, febras e vinho da região." bem assim como porco no espeto , tudo isto separado por umas dezenas de metros.
E depois não me venham dizer que os Taipenses são gente civilizada e nada acontece. É claro que as pessoas serão civilizadas, mas mediante as cenas que se têm passado na assembleia de freguesia, nada me espantará.

Este acto é condenável e não me venham com histórias tipo mariquices, que comigo não pega. É um acto que em nada dignifica a democracia e vem dar razão a todos aqueles que deixaram de acreditar nos "políticos" e que dizem que para estes, vale tudo.

E eu vou andando por aí, mas, confesso, perdi a vontade de assobiar.

30 setembro 2009

137 - Isto é dose . . .


Isto é dose…”, dizia hoje de manhã numa rádio nacional um político no activo, relativamente ao andar desde Junho, em eleições (Europeias – Legislativas – Autárquicas). Concordei, sem pensar duas vezes, com esta afirmação. Mas, se é dose para os políticos, para um simples cidadão, a dose é a dobrar.

Não morro de amores com as politiquices, nem com os seus actores, mas neste caso o homem tem razão. Não há dia que não me interrogue, sobre o que estes profissionais andam a fazer, para além de criarem e alimentarem factos políticos, desmentidos, contra-desmentidos, comunicados, contra-comunicados, conferências de Imprensa, exigências de pedidos de desculpa, etc, etc, etc. E então é vê-los, com aquela pose de pessoas letradas, a botarem boca fora toda a espécie de afirmações, como se nós nos convencêssemos das suas doutas palavras.

Um dia destes tropecei com a Lei Orgânica n.º 3/2006. Não sabe o que é? Eu explico: estabelece que as LISTAS para a assembleia da República, parlamento europeu e autarquias, têm de ser compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos, pelo que não podem conter mais de dois candidatos do mesmo sexo, consecutivamente, na ordenação da LISTA. Quer dizer, o problema está na elaboração das LISTAS, porque depois as pessoas pedem a suspensão ou a renúncia do/ao mandato e já podem ficar todos do mesmo sexo.

E então esta história de contos infantis, relativamente ás pretensas escutas? Já tiveram a pachorra de pensar na tristeza que isto é? Parece que a única verdade, é a troca da correspondência entre os jornalistas do Público, porque tudo o resto não passa de alucinações e entretimentos, de quem deveria trabalhar – no poder e na oposição – para bem do País. Mas nesta história, até o Supremo Magistrado da Nação fica muito mal na fotografia.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

24 setembro 2009

136 – Adjectivação imprópria.

Segundo relato no RFX Digital, na última assembleia de freguesia, Ricardo Costa foi acusado de ter utilizado “… adjectivação maléfica”, na queixa apresentada à CADA.
Ainda segundo o mesmo relato, o Zé Luís e o João Pedro, que não concorrem às próximas eleições despediram-se “… fazendo um balanço (…) e penitenciando-se por algum excesso. A Junta(…) e Mesa da Assembleia(…) agradeceu o trabalho destes deputados pedindo também desculpas por algum excesso verbal ao longo destes quatro anos.”
Tipo cereja em cima do bolo, o presidente da junta entregou a estes membros e um do PSD, uma recordação.

Tivesse eu nascido ontem e nunca tivesse assistido a uma assembleia de freguesia, diria que as Taipas estão bem servidas de políticos e são um exemplo na forma de relacionamento. Como não nasci ontem e tenho um longo curriculum de assistência a assembleias de freguesia, só tenho uma classificação para este acto: MARIQUICES.
Neste mandato, deixei de assistir às assembleias, porque me incomodava a falta de respeito e de civismo, dos que andaram nesta última aos abraços.

Já sei, que um jogador pode pastar durante todo o jogo, metendo um golo nos minutos finais, passa a ser o melhor do mundo. Mas não se pode apagar com penitências e pedidos de desculpas, uma legislatura completa de ataques, afrontamentos, insultos e desconfianças. O relacionamento junta/assembleia e entre os membros desta, neste mandato, foi mau de mais para ser esquecido ou apagado, com abraços e mariquices.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

17 setembro 2009

135 - O debate e as eleições.


Pensava eu, ingenuamente, que a questão do debate á porta aberta ou fechada estava resolvida. Todavia, parece que a procissão ainda vai no adro e até ao próximo sábado, dia da sua realização, ainda será debatido mais algumas vezes, nos comentários dos Blogues e do RFX Digital.

A coisa parecia-me simples: O jornal organiza, o jornal dita as regras. Os candidatos são convidados e aceitam, ponto final. Não aceitam, e se assim entenderem dizem porque não, e ponto final. No entanto não é assim. O baile continua.

De todas as leituras que fiz, a que mais estranhei e fiquei meio baralhado, foi a crónica do Henrique no Taipas XXI. Sendo um elemento responsável dos Órgãos Sociais da Associação e do Corpo Redactorial, faz algumas afirmações que me deixam preocupado. Porque ele não pode mentir, as mesmas são prenúncio de que muita coisa vai mal nas Taipas. “Falta de cultura democrática” – “É preciso muita presunção” – “demonstra muita hipocrisia” – “Asfixia democrática e pressão política”, são algumas delas. Descreve ainda que acha “…intolerável o juízo feito, com adjectivação imprópria, na mensagem de Ricardo Costa sobre a questão do debate…”.

É claro que nem por sombras ponho em dúvida a honorabilidade do Henrique. Como membro responsável, que é, duma duma associação e dum jornal, se escreve o que escreve, terá as suas razões. Até porque seria pouco prudente, numa altura em toda a gente ferve em pouca água, escrever coisas de ânimo leve. No entanto, lendo o texto do Ricardo, não descubro em lado nenhum a tal “adjectivação imprópria”, mas...

Foto: Google.

E eu vou andando por aí e, por simpatia, também vou assobiando.

10 setembro 2009

134 - O Reflexo e as eleições.


Leio mensalmente o Reflexo e diariamente o Reflexo Digital. É óbvio que este jornal, nascido não sei há quantos anos, me diz alguma coisa. O ser das Taipas e para as Taipas, já seria suficiente para ter a minha simpatia, mas aliados a esse facto, outros há se calhar bem mais fortes, que originam este meu sentimento. Por não ser importante, prescindo de os indicar.

Desde sempre o Reflexo foi, com maior ou menor intensidade, criticado por uns, tolerado por outros e detestado por alguns. Possivelmente alguns personagens, já tiveram para o Reflexo as três situações descritas – sinais da globalização. Mas de uma forma ou de outra, penso que a população em geral, já não dispensaria este órgão de comunicação – falo por mim. No presente como no passado, esta associação/jornal, teve algumas iniciativas reconhecidas. Nem só de jornal em papel ou digital, se fizeram as vivências do Reflexo.

Perdoem-me se não concordam comigo, mas “As conversas com . . . “ como das primeiras iniciativas do jornal para viver o passado das Taipas, passando pelas “Personalidades do século” uma iniciativa do binómio e os "Maios Floridos", gostava de as destacar. Também os “Debates” promovidos com os candidatos autárquicos, estão bem vivos na minha memória. Se hoje o jornal acabasse, seria uma saudade para muitos Taipenses. Com as novas tecnologias, o lançamento do Digital, foi mais um marco importante e a sua manutenção, será uma tarefa bem trabalhosa e difícil, para a redacção.

Termino falando sobre o debate programado com os concorrentes às próximas autárquicas, que se realizará à porta fechada. Quem organiza o debate é o Jornal e ele, ditará as regras de jogo. Tenho imensa pena, que o mesmo não seja aberto ao público, para avaliarmos os candidatos. Mas, se tenho pena por esse facto, compreendo que assim não seja. Para mim existem duas razões: Uma a promoção/obrigação de compra do jornal, para as pessoas terem um documento sobre o que disseram os candidatos; outra: Lendo os comentários azedos e ressabiados, que diariamente os comentadores reproduzem no Digital, quem aguentaria tal horda numa sala?

Foto: Reflexo Digital.